Resenha: Apaixonante Caos - Yuri Resende


"Muryel Oliveira?" 
Sim, esse é um livro que eu tive uma breve participação! 
"Mas, como assim Muryel?" 
Bem, explico! 
Yuri é meu amigo há uns 6 anos, no mínimo. Nunca nos vimos pessoalmente, mas o carinho ultrapassa a distância! Eu vi esse menino se transformar em homem e viver seu primeiro grande amor, ter seus momentos de dúvida, atender liações chorosas na madrugada em que passávamos horas e horas falando dos mais variados assuntos para dispersar as névoas do coração sentimental e ferido. 

Quando soube que ele estaria publicando um livro e fui convidada para fazer um posfácio/prefacio fiquei totalmente sem reação, "Eu? Uma simples mortal?" então escrevi um bem bonitinho, mas a editora não autorizou, mas o meu querido amigo deu um jeitinho que incluir minhas palavras no finalzinho do livro e meu coração se derreteu todo! 

Tenho que admitir que estou há meses para resenhar ele, acho que fui uma das poucos pessoas que leu em primeira mão as crônicas, algumas já conhecidas, e outras nem tanto. Então, enfim consegui resenhar e acho que não irei apanhar!! (Né Yuri?)

Informações:

(Skoob)
Ano: 2016
Páginas: 86
Editora: Multifoco
Avaliação: ★★★★
Sinopse Skoob: Da desordem do fim até o caos de um novo recomeço: esse é o caminho traçado pelos textos do autor deste livro. O conjunto de crônicas reunidas em "Apaixonante Caos" trata sobre sentimentos que se originam a partir de momentos eternizados nas nossas vidas como a melancolia e o amor. As reflexões provocadas por Yuri Resende buscam mostrar que as soluções para uma fase marcante – seja ela positiva, negativa ou de confuso diagnóstico – são diversas e essencialmente inesperadas.
Resenha:
Carta anônima sem destinatário
Querida, caminhando em silêncio pelas vielas desta madrugada após encontrar uma fotografia nossa perdida em meio aos livros, comecei a me indagar se lhe devo um pedido de desculpas. [...]Não, querida, não há adversidade neste teu esquecimento da minha pessoa. Sei que inconscientemente você levará para os teus próximos felizes anos tudo que aprendemos juntos. [...] No ápice do meu egocentrismo e do orgulho que por muitas vezes corrói a minha já debilitada alma, vociferarei contra estes anos que agora se despedem de nós com ar melancólico. [...]A solidão pela qual sempre prezei me faz uma encantadora companhia na maior parte do tempo. Admito que temos nossos desentendimentos por às vezes ela desejar se alimentar da minha alma por inteira em um único segundo de desespero, todavia estou conseguindo domar a fera. [...]Por fim, minha querida, desejo que a vida possa lhe surpreender sempre com as melhores regalias. Sob minha expressão fechada e indiferente, guardo com carinho e nostalgia todas as lembranças que nos dizem respeito. Se me encontrares no futuro, não precisa me fitar com estes olhos que um dia já se encheram de brilho ao ver apenas a minha sombra. Siga tranquilamente o teu maravilhoso caminho pois, ao contrário de um relacionamento, sei cuidar muito bem da minha tristeza, da minha loucura e das minhas idiossincrasias.
Cordialmente,Uma Coisa.
As palavras repletas de sentimentos engasgados de um amor como outro qualquer, mas que naquele momento foi o mais especial de todos. Temo dizer que todos os amores nos são especiais, pois, trazem para fora o melhor e o pior de nós, nossa essência, desvenda e desnuda nossa alma. 

Penso em na dona da inspiração de Yuri como uma menina normal, com uma vida normal, que sequer sabe das incontáveis noites em claro que proporcionou a um coração apaixonado, talvez dois ou três. E, também em como nosso tolo coração apaixonado nos prega peças lindas incontáveis vezes durante o processo de amadurecimento, e depois dele também. 

Fico imaginando os momentos da mais pura solidão em que meu caro amigo escreveu esses versos tão encharcados de moça ou de suas tentativas de esquecê-la. As vezes, e elas foram muitas, senti raiva dela. Mas, hoje, um pouco mais madura, vejo que são coisas deles, coisas de corações apaixonados! Me pego especulando quantos amigos raivosos não deixei para trás com amores que já não me cabiam mais ou quantas sogras desoladas por gostarem de mim e me querer na vida dos filhos delas e, ainda quantas pessoas me odeiam por ter feito o amor delas sofrer?

São coisas da vida que jamais teremos resposta!

Cada crônica tem um pouco de cada pessoa e seus amores. Pessoas comuns, como eu ou você. Pessoas que sentem e amam. Pessoas, vivas, na sua completude. Uma ótima leitura para outono!

Outros títulos que eu gostei bastante no livro: 

  • C'est fini, mon chéri!
  • Cecily
  • Felicidade Taciturna
  • Se a nostalgia tivesse uma forma
  • Multidão
O autor:
(Instagram)
Estuda História em UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Frequentou Colégio Pedro II
Mora em Rio de Janeiro
Um cara muito engraçado e poético. Está sempre pondo as pessoas pra cima com seu jeitinho "romântico das antigas".

Como ser uma boa amiga:


Enfim, é isso, espero que tenham gostado, indico muito esse livro, é uma leitura agradável e nos faz pensar em diversos momentos da nossa vida se "o que eu fiz foi certo?".

2 comentários:

  1. Deve ter sido emocionante colocar suas palavras no livro do seu amigo *--* eu me sentiria honrada se recebesse tal convite!
    Ahh, ele estuda na mesma universidade que eu hauhua
    Achei linda a capa em aquarela <3

    Com amor,
    Bruna Morgan

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    1. Hahahahah procura ele lá então, vcs podem ser amiguinhos <3 Ele é legal!
      Sim, eu também achei linda! E sim, me senti bem emocionada!

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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.