Nostalgia, o que seria?


Fui pesquisar no Aurélio o que dizia: sf. 1. Saudade da pátria. 2. P. ext. Saudade. Mas, eu não sinto saudade da minha pátria, e talvez nem saudade eu sinta, não me contentei, e fui buscar mais. O Sr. Google me deu esta resposta, e mais diversas outras:
Nostalgia significa o estado de profunda tristeza causado pela falta de algo. É a sensação de saudade originada pela lembrança de um momento vivido no passado ou de pessoas que estão distantes.
É um sentimento melancólico geralmente produzido em pessoas que se encontram longe da sua terra natal e sente saudades da sua pátria, do seu lar e de coisas que lhe são familiares.Etimologicamente, a palavra nostalgia é formada pelos termos gregos nostós (que significa regresso a casa) e álgos (que significa dor). Esse sentimento de tristeza é causado em um indivíduo pela distância em relação a um lugar, pessoas ou coisas. Esse afastamento em relação a elementos queridos provoca abatimento e uma vontade extrema de voltar a esses momentos e lugares ou de estar com algumas pessoas.A nostalgia pode gerar um comportamento anormal em indivíduos que foram afastados da sua terra natal ou separados da sua família. Há um forte desejo de regressar à pátria ou de rever os seus familiares. É um sentimento semelhante à saudade mas tende sempre a aumentar. Os pensamentos nostálgicos também podem estar associados a momentos de felicidade vivenciados em determinado período da vida, em alguns casos são idealizados. O estado de nostalgia também é produzido através da lembrança da infância. Dos brinquedos, jogos, brincadeiras, programas de televisão e de outros momentos vividos quando criança. O Romantismo foi um movimento cultural marcado pela nostalgia, que era manifestada pelos românticos na literatura, arquitetura e artes plásticas. Um estado de tristeza indefinida, tal como a melancolia. ”Encontrado em: http://www.significados.com.br/nostalgia/

“Os pensamentos nostálgicos também podem estar associados a momentos de felicidade vivenciados em determinado período da vida, em alguns casos são idealizados. ” Sim! Era disso que eu me referia, para minha pessoa, estar nostálgico não significa exatamente sentir saudade, mas lembrar de momentos bons, que hoje são meras lembranças do meu cérebro infantil das quais me agarro fortemente para que não desapareçam.
Uma delas é o filme A Princesinha (1995, mais precisamente dois meses após meu nascimento, ou seja, 10 de maio de 1995), Wikipédia me disse que:
A Princesinha (A Little Princess) é um filme de drama de 1995 dirigido por Alfonso Cuarón, estrelado por Liesel Matthews, Eleanor Bron, Liam Cunningham, e Vanessa Lee Chester. Ambientado durante a Primeira Guerra Mundial, ele se concentra em uma jovem que é relegada a uma vida de servidão em uma escola de Nova York pela diretora depois de receber a notícia de que seu pai foi morto em combate. Vagamente baseado no conto infantil A Little Princess de Frances Hodgson Burnett, a mesma autora de O Jardim Secreto, esta adaptação foi fortemente influenciada pela versão cinematográfica de 1939 e toma liberdades criativas com a história original. ”
Esse filme me marcou muito, lembro exatamente do inverno, a textura do edredom da minha mãe, eu e meu pai sentados na ponta da cama, assistindo a fita VHS. Os dois chorando pela situação desesperadora que a menina passa por achar que o pai estava morto, onde na verdade estava [SPOILER] internado num hospital, sem identificação e sem memória. Passei a minha infância toda assistindo esse filme no Programa “Sessão da Tarde”, na Globo.

Outra coisa que me traz momentos bons, é olhar para o Box de livros da Série Os Imortais, da autora Alysson Nöel. Eu li essa série no último ano do Ensino Médio, que foi, por sinal, bem punk. O livro 1 – Para Sempre li nos dois últimos dias de aula do ano de 2011, sim, eu li o livro todo em dois dias, devolvi para a biblioteca no último momento antes de ela fechar. No terceiro ano acabei fazendo um trabalho sobre ele, reescrevi um capítulo (aqui) e que por sinal, ficou bosta, bem fiel ao livro, pra variar. A série fala sobre alquimia e vida pós morte, encarnação e luta a lá clã Cullen. A história gira em torno da menina que perdeu a família em um acidente de carro e o cara bonitão da escola, que ela achava ser um vampiro (Eduard Cullen, risos), depois nós descobrimos que ela é a reencarnação das almas que ele vem procurando e se apaixonando a cada “nova vida”, porém que ela é sempre assassinada pela ex-mulher dele psicopata imortal. Aliás, eles são imortais, certo? Pegaram a ideia? Então ok.

E por último, mas nem menos importante, o filme I Origins, por culpa de uma amiga do meu ex namorado, que indicou. Acho que foi um dos últimos momentos de união, paz e felicidade que tivemos, embora o filme fosse triste e eu acabei ficando triste, nunca terminei de ver, pois pedi para parar e fomos ver outra comédia romântica levinha. O filme fala sobre um cientista obcecado e cético (nada de anormal) que descobre um amor “muy loco” e dá umas “piradinhas” básicas, veja a sinopse: 

O Dr. Ian Gray (Michael Pitt) é um cientista que pesquisa sobre a íris ocular. Obcecado por descobrir a origem da visão, ele tenta provar que o desenvolvimento do olho humano faz parte da evolução natural, e não precisaria de um "designer inteligente" - ou seja, uma figura divina para criá-lo. Ele trabalha com a ajuda de sua estagiária Karen (Brit Marling) e de Kenny (Steven Yeun). Um dia, ele conhece Sofi (Astrid Berges-Frisbey), e os dois se apaixonam, apesar da diferença de convicções. A aproximação dos dois fará Ian buscar explicações além da ciência para os mistérios que o olho humano pode guardar. Encontrado em: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-221216/



Esse filme me faz querer nunca mais me relacionar com pessoas céticas, ele me lembra o quanto eu sofri por isso, e como os homens podem ser ridículos sem o mínimo esforço. Digo, ridículos no sentido de insistirem reto e certo sobre algo que não temos provas. Prefiro ser a louca dos signos, espíritos e tarô do que tentar provar tudo constantemente.

Mas, enfim, penso em nostalgia como algo que gostaria de vivenciar novamente, não exatamente a vida toda, mas a alegria, o sentimento puro e imaculado dos primeiros momentos de surpresa e expectativa! Sinto falta de coisas, embora não queira elas por perto. Sou uma pessoa curiosa, eu acho. Algumas pessoas são como livros, alguns eu quero ler de novo, outras eu já decorei na primeira lida, outras eu adoro, mas me doeu a separação do final de uma história para a outra, e prefiro deixar somente na lembrança.


Um conselho, agora, da louca dos signos: Tratem as pessoas como livros, com cuidado, dedicação ao estarem em uma leitura, e atenção aos pequenos detalhes. Cheiro de livro é sempre tão bom! 

2 comentários:

  1. Sabe... eu vivo dizendo que todo o bom escritor teve uma parte da vida dramática... Lendo isso eu até fiquei mais confiante nessas minhas próprias palavras, porque pelo que eu estudei dos poetas/escritores portugueses todos eles têm textos deliciosos sobre fases da infância ou saudade/nostalgia de momentos românticos das suas vidas e na minha opinião, para um texto ser bem tocante uma pessoa tem que sentir a dor do escritor, neste caso a dor da nostalgia/saudade sentida (então eu, tenho tanta empatia com tudo o que eu leio, talvez porque sou muito sentimental... mas acho que você me compreende, afinal isso é típico de uma pisciana, né? xD)

    Um á parte: você sabe ler tarô? *O* Eu nunca vi sequer so em anime mesmo kkkkk

    Sempre que me falam na palavra "nostalgia" a primeira coisa que eu lembro é a minha infância (todo o mundo diz que foi o momento mais feliz de todo o ser humano, só tenho pena de não ter sabido no momento que aquilo iria acabar) quando eu vivia no andar de baixo da casa da minha avó, vivia entre mil e um gatinhos bebés que as gatas da minha avó tinham todo o verão, brincava com o meu primo que nos dias de hoje está nem aí para mim... Era tudo tão bonito, simples e inocente... Eu não sabia o que eram problemas económicos e só queria brincar e abraçar o meu pai (que nos dias de hoje eu e ele nem podemos estar sozinhos na mesma divisão da casa porque podemos matar um ao outro.......)
    Mas tem sempre aquela frase de "imagina que louco acordar e ter 5 anos de novo, daí você se dá conta que tudo o que viveu até hoje era só um sonho" e eu não iria gostar, tem pessoas que eu adorei conhecer, fases pelas quais passei que não quero retirar da linha do destino passado...

    Enfim, não sei o que falar mais kkkkk mas achei muito boa a sua definição de Nostalgia, apesar de ser complicado para mim distinguir nostalgia de saudade porque fico pensando em momentos da vida e fica uma dor no coração que nem penso direito ahahah!

    Bj :*

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    1. Sua boba, me fez chorar!
      Sabe,eu sei bem como é (sério? eu escrevi o texto que gerou esse comentário, então..), e é realmente difícil. As vezes eu me pego pensando em como seria minha vida se eu tivesse feito "tal coisa" diferente, e vejo que eu não gostaria que fosse diferente, tudo tem seu momento. Acho que é a parte dolorosa de amadurecer, ver que as vezes não adianta a gente insistir, tudo tem o momento certo de acabar! E ai ficam as lembranças, que, por mais que sejam ruins, te ensinaram coisas boas. É assim que eu vejo as coisas!

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