Livro Um – Para Sempre – Capítulo 2


Gráfico da cor de auras:

Vermelho: energia, força, raiva, sexualidade, paixão, medo, ego.
Laranja: Autocontrole, ambição, coragem, consideração, falta de vontade, apatia.
Verde: Pacifico curador, compaixão, enganador, invejoso.
Azul: Espiritual, leal, criativo, sensitivo, gentil, mal humorado.
Violeta: Altamente espiritual, sabedoria, intuição.
Índigo: Benevolente, altamente intuitivo, procura.
Rosa: Amor, sinceridade, amizade.
Cinza: Depressão, tristeza, exaustão, baixa energia, cepticismo.
Marrom: Luto, autoenvolvimento, teimoso.
Preto: Falta de energia, doença, morte iminente.
Branco: Balanço perfeito

Primeiramente, este é uma adaptação do original de Alyson Noël. Esse projeto é um trabalho de escola, do qual teríamos que reescrever uma peça de teatro, livo etc, com um roteiro.
O meu escolhido foi "Os Imortais", espero que gostem.


Segundos antes do Sr. Robins entrar de novo, eu baixo meu capuz, desligo meu iPod, e finjo que estou lendo um livro, sem me incomodar em olhar para cima quando ele diz, "Turma, esse é Damen Auguste. Ele acabou de se mudar para cá vindo do Novo México. Ok, Damen, você pode sentar naquele lugar lá atrás, ao lado de Ever. Você vai ter que dividir o livro dela até você ganhar uma cópia."

Damen é lindo. Eu sei isso sem olhar uma vez para cima. Eu só me foco no meu livro enquanto ele faz o caminho já que eu sei muito dos meus colegas. Então, até onde me interessa, um momento extra de ignorância realmente é uma benção.

Mas de acordo com os pensamentos interiores de Stacia Miller sentado a apenas duas mesas na minha frente – Damen August é totalmente gostoso.

A melhor amiga dela, Honor, concorda totalmente.

Assim como o namorado de Honor, Craig, mas essa é outra história.

"Hey." Damen desliza no assento ao lado do meu, enquanto ele coloca minha mochila no chão, fazendo uma abafada batida.

Eu acenei, me recusando a olhar a além da manga dele, preta, botas de motoqueiro. Do tipo que são mais QG do que Hells Angels. O tipo que parece cara demais para as modinhas atuais de chinelos multicoloridos.

Volto ao meu livro, deixando bem claro que não dou a mínima para sua extraordinária beleza. Sr. Robins pede para que todos nós voltemos para nossos livros na pagina 133, e prontamente Damien se inclina e diz, “se importa em dividir?”.

Estremeço com a nossa proximidade, não estou disposta a saber de seus segredos mais sórdidos e de seus sofrimentos assim como fiz com o Sr. Robins no inicio das aulas. 

Puxo as mangas do meu moletom, cobrindo o máximo meus dedos e empurro o livro para o meio das duas classes, mas ele move a cadeira para mais perto, diminuindo a distancia entre nós, o que faz com que eu vá para frente automaticamente, só em imaginar tocar em Damen já me faz ter calafrios.

Sinto seus olhos em mim, seus lábios se contraem, segurando o sorriso, ele ri baixo, tento não me distrair com isso, ele é só mais um popular idiota que logo dará um jeito de pegar Stacia Miller.

Me escondo embaixo do capuz, afundando mais a cada minuto, bochecha na palma, olhos no relógio. Determinada a ignorar todos os olhares e comentários críticos direcionados a mim. Coisas como: Pobre gostoso, lindo cara novo, tendo que sentar com aquela aberração. Isso emana de Stacia, Honor, Craig, e praticamente qualquer um na sala.

A manhã toda foi assim, na mente ou na boca das pessoas só se falava em Damen, o garoto novo, sexy, gostoso vindo do Novo México. Faltavam cinco minutos para tocar o sinal, finalmente poderia relaxar um pouco com meus amigos na hora do almoço. 

Antes mesmo de o sinal tocar, já estava com os materiais guardados e em pé, fui a primeira a sair da sala, pude sentir os olhares e o falatório. Abri a porta no mesmo instante em que o som alto e irritante do sinal avisa a todos que a hora do almoço chegou.

Ando rápido pelos corredores, não estou disposta a ter ninguém esbarrando em mim e me chamando de aberração e esquisita. Sou a primeira a chegar ao refeitório, vou logo para a "mesa dos excluídos", como somos chamados, Haven (a garota gótica, que usa roupas exageradas e estranhas), Miles (o garoto que tem rosto de bebe, gay, que anda conosco) e eu (a garota bonita, que no primeiro dia de aula, recusou ser amiga da garota mais popular da escola, e ah, não se esquecendo, que se esconde embaixo de moletons e quase explode os ouvidos com o ipod). O refeitório logo enche, aumento o volume do me ipod, muitos pensamentos juntos me deixam tonta. 

– Aimeudeus, você viu o garoto novo? – diz Haven enquanto se senta ao meu lado.

– Ah, não comece, Haven, por favor! – já era de se esperar, Haven logo se apaixonaria pelo novo aluno.

– Você não estaria dizendo isso se tivesse visto ele – ela diz, convencida de que eu me importaria com sua beleza.

– Eu o vi! Ele sentou do meu lado na aula de história, eu tive que dividir meu livro, foi angustiante. – falei despreocupada enquanto fitava minha maçã perfeitamente vermelha.

Haven ficou boquiaberta com o que eu falei, sua aura mudou imediatamente para vermelho, salpicado de laranja, provavelmente ela se sentia superior agora, seria uma a menos para competir com ela, como se ela fosse ganhar de Stacia. Tentei não me abalar com a situação, minha amiga conseguia ser muito invejosa às vezes. Ficamos em silencio por um minuto até Miles chegar e se sentar a nossa frente.

– O que houve nessa escola, que só se fala em Damen Auguste? – ele pergunta nos olhando nos olhos, é claro que ficamos surpresas com sua pergunta tão repentina.

Dei de ombros, voltei a admirar minha maçã, dei uma mordida nela e constatei que estava saborosa. Enquanto isso, Havem ficou tagarelando com Miles, só ouvi as freses "Ele é muito lindo" e "Ele sentou ao lado da Ever na aula de história".

Olhei para eles automaticamente ao ouvir meu nome e vi Miles com os olhos brilhando, ele queria saber como ele era, se era tudo aquilo que falaram, sua única esperança era eu, a única sensata nessa escola, que descreveria ele normalmente sem exagerar.

– Então Ever, conte-me tudo! Como ele é? – ele se inclinou para frente na mesa, tentando fazer segredo.

– Hmm, alto eu acho, usa blusa preta, botas de motoqueiro do tipo QG, acho que é  só isso. – conclui e voltei a morder minha maçã.

– Do tipo, caras?

– Do tipo, muito caras e feitas sobmedida! – enfatizei o "muito caras".

– Só? Nada mais, nenhum detalhe, do tipo, seus olhos são profundos, seus lábios sedutores ou "ele é muito musculoso"? – perguntou Miles, decepcionado.

– Sim Miles, só isso, não olhei muito pra ele.

– Na verdade Miles, a Ever deve ter feito à mesma coisa de sempre, fugido dele, se escondido embaixo do seu moletom e feito papel de... bom, com todo o respeito amiga, de estranha! – suas palavras não eram nem um pouco sinceras, mas relevei.

– Você não fez isso, não é? – perguntou Miles espantado e incrédulo.

– Você me conhece, sabe que não ligo a mínima para isso. – não era como se eu não ligasse, mas as minhas condições me limitam ao contato, quanto menos pessoas ao meu redor, melhor.

Minha maçã estava no fim, Haven recém havia começado a comer seu cupcake, e Miles pega seu sanduiche light, o olha por uns instantes e o mordisca.

A situação estava me irritando, por causa dos meus "dons", estou virando antissocial ao extremo, fico contando as horas para voltar para casa. O único lugar onde posso ser menos esquisita. Eu adoro meus amigos, mas as vezes fico constrangida ou sinto que eles preferiam não ter a aberração da escola ao seu lado.

O sinal bate e logo noto que, não apenas Damen estava na minha aula de história no primeiro período, mas também na minha aula de arte no sexto período (não que ele tenha sentado perto de mim, e não que eu tenha olhado, mas os pensamentos passando ao redor da sala, mesmo da nossa professora, Sra. Machado, me falaram tudo que eu precisava saber), mas agora ele também tinha, aparentemente, estacionado perto de mim também. E mesmo que eu tenha conseguido evitar olhar qualquer coisa a não ser as botas dele, eu sabia que meu período de graça tinha chego ao fim.

Hey dá uma olhada naquela maquina! – Miles grita, quando chegamos ao estacionamento, um brilhante BMW preto, com janelas extraescurecidas. 

Miles trama um plano, no qual, ele bateria com a porta do meu Miata no BMW de Damen, "não arranhe meu carro" eu disse, e Miles fez beicinho, acho que estraguei seus sonhos. 

Revirei meus olhos e me aperto entre meu carro e o Fusca VW tão mal estacionado que está num ângulo tão estranho que parece estar querendo montar no meu Miata. E quando eu estou prestes a destrancar porta, Miles arranca meu capuz, rouba meus óculos de sol, e corre para o lado do passageiro onde ele me encoraja, via não-tão-sutil viradas com a cabeça e polegar para cima, para olhar para Damen que está parado atrás dele.

Então eu faço isso. Eu quero dizer, não é como se eu pudesse evitar ele para sempre. Então eu respiro fundo e olho. E o que eu vejo me deixa incapaz de falar, piscar, ou me mover. E embora Miles tenha começado a acenar para mim, me encararam, e basicamente me dando todos os sinais que ele consegue pensar para abortar a missão e voltar para o quartel-general – eu não posso. Eu quero dizer, eu gostaria, porque eu sei que estou agindo como uma aberração quando todos já estão convencidos de que é isso que eu sou, mas é completamente impossível. 

E não é só porque Damen é inegavelmente lindo, com o cabelo escuro brilhante que bate nos ombros dele e um rosto esculpido, mas quando ele olhou para mim, quando ele ergueu os óculos escuros e encontrou meus olhos, eu vejo que os olhos em forma de amêndoas dele são profundos, escuros, e estranhamente familiares, emoldurados por cílios tão cheios que eles quase parecem falsos. E os lábios dele! Os lábios dele são perfeitos e convidativos com um perfeito arco de Cupido. E o corpo que segura tudo isso é longo, magro, forte, e coberto todo em preto.

Miles me chama atenção, custo a acordar, voltar ao meu mundo. Mas meus olhos não desgrudam dos de Damen, e os dele não desgrudam dos meus. Ele me olha tão profundamente, chega a ser familiar.

Mas não é a beleza dele que me tem transfixa. Não tem nada a ver com isso. É principalmente o jeito que a área toda ao redor do corpo dele, começando da gloriosa cabeça dele e indo até os dedos quadrados fofos das botas de motoqueiro dele, consiste em nada a não ser um espaço em branco vazio. Nenhuma cor. Nenhuma aura. Nenhum show de luzes pulsantes.

Todos tem uma aura. Cada ser vivo é cercado por cores emanando de seus corpos. Um arco Iris de energia que eles nem tem ciência de que está lá. É não é como se fosse perigoso, ou assustador, ou de qualquer forma ruim, é só parte do visível (bem, para mim pelo menos) campo magnético
.
Damen é um mistério do qual estou disposta a desvendar. Toda essa atração, sua aura (ou melhor, a sua não aura), e a beleza inegável. Pode ser delírio de minha mente, isso não seria incomum, já que depois da minha "experiência quase morte", posso ver e ouvir tantas coisas, mas não custa tentar!

Reescrever um capítulo de uma série da qual me apaixonei desde a primeira página, foi difícil, nunca chegaria aos pés de Alyson Noël, embora tenha sido maravilhoso pensar como Ever pensaria, ou o que faria e seus atos perto de Damen.
A série Os Imortais, tem um enredo todo cheio de magia, romance, ação, vidas passadas, lida também como cotidiano adolescente, como o bulling, preconceito, as diferenças de grupos dentro de uma escola, a perda de entes queridos e sem esquecer, a espiritualidade.
Espero que tenham gostado, passarei um mês afastada, por problemas no meu notebook. Se gostarem e quiserem mais, poderei pensar em fazer algo melhor e mais elaborado!

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