A Rosa de Miguel - Capítulo 4 – A descoberta (parte 1)

Peço desculpas pela demora deste capítulo, foram meses em escrever, falta de tempo, escola, outros projetos, enfim, espero que gostem deste, e logo trarei mais, prometo!
A mulher continuava caindo e Miguel voava descontroladamente atrás dela, Rose conseguia se lembrar de algumas coisas, de alguns momentos com Miguel em sua vida anterior, mas nada muito claro. Aquela situação era angustiante, fora que, sua perna doía cada vez mais.

Quando, ela ouve do nada, seu nome ao longe. "Rose...", "Rose está agitada", "Rose irá acordar, eu sei que irá". Eram vozes conhecidas, familiares, claro, sua família deveria estar preocupada. Mas, preocupada com o que?

Estava escuro e frio Rose queria sair dali, mas não sabia como. Até que uma voz suave lhe disse, ao longe, quase como um sussurro.

– Abra os olhos... – disse a voz – Volte para mim minha rosa...

Os olhos de Rose abriram imediatamente, aquela era a voz de Miguel chamando por ela. Agora tudo estava claro, lógico que ela teria que pedir explicações a ele depois, mas, no momento teria que se fazer de desentendida.

Ela senta-se lentamente, apoiando as mãos na cama. Seus cabelos pendiam em cachos soltos sobre os ombros e ela podia notar os olhos de Miguel neles, era embaraçoso, porém havia os outros no quarto e ela teria que acalmá-los.

Por fim, recobrando as forças e com esforço, mantém a voz calma e clara para falar com os familiares.

– Estou bem pessoal, é sério, não se preocupem. – ela sorria docemente tentando os acalmar.

A Gretah e a mãe de Rose estavam uma pilha de nervos, já seu pai estava de certa forma, calmo, porém com aquele olhar apreensivo e distante. Ela logo pediu licença aos demais, pois, estava suada e precisava lavar-se e trocar-se. Gretah ficara no quarto, mas logo Rose a pôs para fora dizendo que queria ficar sozinha.

Rose foi retirando o vestido lentamente, peça por peça o rastro de um vestido ficava no chão o quarto. Logo, parando na frente de um longo espelho, que lhe permitia ver todo seu corpo, a jovem fitava seu corpo coberto por um fino vestido que ficava por baixo das outras peças de roupa. O espartilho apertava sua cintura e seios, deixando a mesma fina e a pele clara do colo exposta, quase saltando do decote.

Pensava longamente no que havia de tão atraente naquele corpo pequeno e sem graça, sem falar na cicatriz enorme em sua perna. Rose logo subiu a barra do fino vestido para conferir – o que fazia todas as noites – o estado daquela marca que nascera com ela.

Derrepente é tomada por um misto de dúvida, espanto e alegria. No lugar da cicatriz que tanto a atormentara estava um lindo e delicado desenho. Era a forma simples dos espinhos de uma roseira tramados e dando a volta em sua perna direita. Era como se, enquanto dormia, alguém tivesse retirado aquela marca tenebrosa e no lugar dela tivesse desenhado espinhos delicados se agarrando fortemente em sua perna.

Não contendo sua felicidade sentou-se na cama e ficou a admirar. Mal notara o tempo passar, já era noite e da janela podia ver a lua e as tímidas estrelas salpicando o céu. Derrepente uma forte brisa soprou, fazendo as finas cortinhas estremecerem e levantarem no ar.

Miguel aparecera em sua janela, estava sentado no parapeito da mesma, a fitando fixamente. Rose sentia os olhos do mesmo a despindo, era embaraçoso ser vista com roupas tão transparentes e intimas.

Miguel não conseguia conter-se, aquela visão era o paraíso, seu corpo estava igual ao que ele se lembrava, aquelas curvas em um corpo tão pequeno e delicado o deixava desnorteado. Ele logo desceu do parapeito da janela e foi andando lentamente até Rose, que estava parada, sentada em sua cama o acompanhando com os olhos.

O coração da jovem palpitava freneticamente ao ver seu amado se aproximando, ela queria se cobrir sentia vergonha, porém não conseguia reagir, aqueles olhos azuis profundos a hipnotizavam.

O corpo todo do jovem estava ficando quente, era sua alma-gêmea, com roupas tão reveladoras, a poucos passos de distancia. Ele logo chegara até sua amada e delicada Rose, ajoelhando-se a sua frente e fitando fixamente seus olhos. Miguel pegara uma das mãos da jovem a acariciando delicadamente com o polegar e em um sussurro doce e melodioso profere aquelas palavras profanas.

– Seja minha Rose, una-se a minha alma, novamente! Eu lhe imploro! Sei que se lembrou... De nós... – mesmo sendo uma súplica, era tão quente e queimava feito fogo, avivando o desejo na alma da jovem.

O rosto de Rose esquentara derrepente, assim como seu corpo todo, ressaltando partes especificas que pareciam pegar fogo. A jovem arquejava, mal conseguia respirar ou falar. Sua mente estava confusa, ela o queria, mas temia. Embora estivesse apreensiva ela concorda com a cabeça, mordiscando um tanto incerta, os lábios enquanto fitava fixamente Miguel.

O coração do rapaz quase saíra pela boca, ela não imaginava o quanto ele a queria e esperara por ela. Miguel prontamente soltou sua mão e ainda ajoelhando a frente da jovem, foi passando as mãos por seus tornozelos e subindo, juntamente com seu toque, o vestido da jovem.

Continua...

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