A Rosa de Miguel - Capítulo 3 - Meu noivo, Meu anjo! (parte 2)


Gretah se levanta ao vê-los entrando, mas Miguel faz sinal com a mão para que ela fique. Ele peque uma das cadeiras que estava mais a longe pondo para Rose sentar, a empurrando levemente.

Ele logo se sentara acompanhando as damas no chá, sendo que ele não tirava os olhos de Rose e se tirava era apenas para admirar a roseira branca que Safira cultivara desde antes do nascimento de Rose, mas só florescera, como mágica, após a menina nascer.

As duas mulheres apenas se olhavam, contendo o riso. O que era aquela sintonia tão repentina e sobrenatural? Era como sem eles se conhecessem há anos. Gretah estava encantada com a forma com que Miguel olhava apaixonadamente para Rose, ela que não tivera um companheiro, um marido admirava a felicidade alheia sem lhe desejar mal, apenas desejando o que ela não pode ter. A felicidade de um casamento era isso que desejava a Rose, já que praticamente a criara.

Logo entra a empregada avisando que o almoço estava pronto, eles haviam conversado por um bom tempo, sem que notasse o tempo passar. Miguel levanta-se primeiro estendendo a mão para Rose, e assim esperando as senhoras.


Todos estavam felizes, porém enquanto andava Rose sentiu uma dor horrível na perna direita, cuja tinha uma estranha marca que nascença, era um risco, uma cicatriz que subia desde cima do pé até a metade da canela, cuja ela sempre escondera com meias ou escuras ou um tanto grossas.

Sem conseguir se conter de dor, ela cai ao chão segurando a perna. Miguel logo a ampara, segurando em suas costas e a outra mão embaixo das pernas. As mulheres andavam logo atrás dele, preocupadas. Entraram gritando na casa, para algum empregado chamar o médico, o socorro, o padre, seja o que for, gritava Gretah.

– QUALQUER UM! DESDE QUE PARE COM A DOR DA POBRE ROSE!

Até Edgar viera ver o que estava acontecendo e ficara preocupado ao ver a filha quase desmaiando nos braços de Miguel. Enquanto isso Safira procurava em uma das gavetas de sua penteadeira por um vidrinho pequeno, de cor vermelha, nele havia uma infusão que certamente faria a dor da filha passar.

Gretah pede que Miguel leve Rose até seu quarto. “É a segunda porta depois da escada ela diz”, como se ele não soubesse, já que a guardara por anos, a admirando debruçada na janela.

Ele sobe as escadas cuidadosamente com a amada nos braços. Estava preocupado, mas não podia fazer absolutamente nada. Logo chegando até a porta do quarto a empurrara com o braço, cuidando para que a porta não batesse em Rose.

Seu quarto era enorme, cheio de vasos de flores, alguns livros de romance em cima da escrivaninha, três porta-jóias na penteadeira ao lado da grande e macia cama de casal, coberta por longas cortinas semitransparentes.

Afastando as cortinhas, ele a põe na cama gentilmente, tirando os sapatos dos pés dela e assim ele pode ver por baixo da meia da mesma, a cicatriz na perna direita, exatamente igual á que ele vira quando a perdera.
Rose parecia delirar, respirando desordenadamente. Estava agitada, ela estava sonhando, ouvia ao longe o tinir do aço, o cheiro de sangue e o clima pesado de morte. Estava frio e sua perna doía, não sabia onde estava apenas andava e andava, sem rumo, apenas sendo guiada por seu coração.

Ela logo chega a um lugar iluminado, era diferente do resto, sim, até o ar era mais calmo, mesmo ainda sendo pesado e gélido. Ela vira ao longe dois homens lutando, não, dois anjos. Um com belas asas brancas e outro com negras asas. Cada qual magnífico á seu jeito.

Porém havia algo no anjo de asas brancas que lhe chamara atenção. Ele lhe parecia familiar, tinha longos cabelos castanhos e sua pele era clara, seu corpo magro e forte. Oh não, o anjo de asas negras estava forçando a espada e o outro já parecia cansado, quase desistindo. Quando derrepente uma rosa branca que estava no peito dele sussurrrou.

– Meu amor! Estou aqui, sou sua força, seu escudo e juntos somos invencíveis! Nunca se esqueça disso, pois, estarei sempre contigo...

O anjo logo recobrou as forças, devolvendo o golpe com sua espada, e desviando de outro que passara perto demais de seu peito, neste momento a espada do anjo negro acabara ferindo a rosa, oh pobre rosa penso Rose. Logo após desviar, o anjo branco, com um golpe preciso decepou a cabeça do adversário, que virará fagulhas de luz no ar.

O anjo cansado se apoiara na espada de olhos fechados, acabando por não ver a rosa soltar de seu peito e cair. Nesse momento a dor na perna de Rose aumentara, era sufocante, confuso. Por que tudo aquilo? Onde estava? Perguntara-se novamente, até que ela ouve a rosa gritar enquanto caia.

– MIGUEL... – ela gritara – Estou caind..oo...

Miguel? Então ela notara que o anjo do qual estava olhando era seu amado anjo, seu noivo. Mas, quem é aquela que cai? Ela fita a rosa novamente e vê que já não é mais uma rosa e sim uma mulher com longos cabelos loiros.

– Aquela sou eu! – sussurra espantada.

~ Como será que Rose encarará a descoberta, o que fará ela ao acordar? Ela agora descobrira porque sonhava tanto com aquele anjo e o porquê da sua marca de nascença. Ps: Aguardem FORTES emoções no próximo capítulo! ~

Amores T.T desculpem pelo 1 mês de atraso deste capítulo. Estava muito agitada e sem tempo esses dias, e agora que me acostumei com os horários de aula. Mesmo assim vou dormir no máximo a meia noite e não consigo escrever nada. Sinto muito, escreverei mais capítulos em breve, beijos a todos!

2 comentários:

  1. Mas que capítulo! Miguel é um doce, tão amavel, lindo, ah, eu suspiro por ele *-*. Ah, agora que a Rose descobriu, ou melhor se lembrou, com certeza serão emoções fortissimas, acho que se fosse eu, mil coisas iriam se passar por minha cabeça, me sentiria meio assustada e chateada. Mas tendo o Miguel ali, ai ai, nada de mal pode acontecer *-*

    É como sempre digo Mury-chan, a espera vale a pena, o capítulo foi dez, achei interessante a cicatriz vir junto ao reencarnar, será que agora os inimigos do Miguel vão se aproveitar disso, já que podem identifica-la, e tentar algo contra ela para feri-lo? Ah, vou ficar na ansiedade pelo próximo capítulo *-*

    Nossa, é verdade, quanto mais escrevemos, lemos, nossa escrita vai mudando, quando escrevi aquela fic, fui ler depois e me perguntava como alguém lia ^^', eu acho que com a minha visão de agora, a minha fic estava bem ruim XD. Mas o legal é isso, é ver as mudanças e se orgulhar do crescimento que temos =D.

    Bjs

    daimaginacaoaescrita.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. >.< Obrigada Summy! Bem, o próximo capítulo tem sim muita "ação" kkkkkkkkkkkk mas deixo isso para depois, acho que alguns irão gostar.

      Sabe, aquele lance de, "se unir, virar um só?" então, mais ou menos isso. Depois terá umas complicações mas, nada demais, gosto de finais felizes ^^

      Excluir

Deixe um comentário aqui!
Comentário sujeito a moderação.

Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.