A Rosa de Miguel - Capítulo 2 - A doce menina (parte 2)


Ela ficara tão desapontada, não via a hora de saber o nome daquele que velava seus sonhos por tantos anos. Logo ouvira alguém a chamando, uma voz de mulher, bem de longe, chamando... Rose...

Rose... Rose... Acorde...

Ela olhou para seu homem-anjo, ele sorrira para docemente e acenara com a cabeça em forma de despedida. Um aperto grande surgiu em seu peito, ela não queria deixá-lo!

– Logo nos encontraremos novamente Rose, e ai, lhe direi meu nome, agora vá!

Seus olhos abriram repentinamente, ela estava assustada quem lhe chamara e por que ele a mandara embora? Ela estava em seu quarto, na cama, varrera o quarto com os olhos, procurando por alguém, e assim que avistou uma forma rechonchuda abrindo as cortinhas no outro cômodo se acalmou.

Era apenas a governanta que lhe conhecia desde pequena, Gretah, uma mulher grande, com cara de poucos amigos, porém carinhosa e com um coração mais mole que o da própria Rose.

A mulher não tinha mais que 40 anos, nunca fora casada e também não tinha nenhum relacionamento escondido, pelo menos não que se soubesse! Não se sabia muito de Gretah, só que ela era parenta de um primo de seu pai, nada mais. Nem de onde nem por que veio para esta casa Rose sabia.

– Gretah! Que horas são? – sussurrou ela, ainda sonolenta.

– 9:28 da manhã! Sua mãe disse para lhe acordar, já que a senhorita dormiu demais outra vez! Sabe, seus sonhos devem ser muito bons para você dormir tanto!

A mulher sorri enquanto puxa as cobertas da cama fazendo a moça sentar-se. Sim, Rose pensara, tenho bons sonhos, embora quisesse que fosse realidade.

– Não Gretah! Eu apenas durmo demais! Papai nunca arranjará casamento para mim por isso! Diga-me, quem quer uma mulher preguiçosa?

Ela pisca para a governanta que não consegue segurar as gargalhadas. As duas rindo enquanto a menina-moça se arrumava para descer até a sala da grande casa que tanto amara.

Gretah apertava o espartilho em sua cintura, ela odiava aquilo, era desconfortável e fazia seus seios se juntarem, quase pulando para fora do vestido. Era constrangedor para ela chamar atenção, já que era linda, delicada, educada e agradável de conversar, uma moça perfeita, como dizia sua mãe!

Era seu aniversário, exatamente as 23:00 ela completaria 18 anos. Era tradição de a família comemorar no horário em que as pessoas haviam nascido. Nascera no dia 20 de março, em pleno equinócio de Outono, quando o clima está agradável, o calor estava se retirando e dando lugar ao frio. Era sua época favorita do ano, a brisa soprava leve e ainda tinha o cheio de verão.

Ela descera até a sala a procura da mãe, o que foi em vão, pois, não a achou então ouvindo barulhos na loja, que ficava ao lado de sua casa, um pequeno chalé onde a mãe se distraia todos os dias, menos aos domingos, feriados e aniversários.

A loja não era para estar aberta, ela pensou enquanto andava até a mesma. Os saltos dos sapatos faziam barulho no assoalho de madeira. Ela ouvia a mãe conversar com alguém, ouvira também uma voz grossa, devia ser de algum homem, mas quem?

– Rose, é você? Venha cá filha!! – gritou-lhe a mãe em um tom de alegria.

– Ah você tem que ver como é linda minha pequena rosa! – disse ao homem.

Rose se aproximava da porta dos fundos, à abriu lentamente olhando primeiro apara a mãe e logo para o estranho que estava de virado, com as mãos nas costas admirando os vasos de flores nas prateleiras, suas costas eram largas, fora apenas o que notara, nada mais.

– Sim mamãe, o que foi? Por que a loja está aberta hoje? – lhe perguntou confusa.

A mãe se virou para ela, a pegando pelo braço gentilmente a levando até o homem ainda de costas.

– Hoje é um dia mais que especial esse é seu noivo, seu pai já acertou tudo com ele e eu... Bem, só estava mostrando nossas lindas flores para ele. – a mãe sussurra em seu ouvido, toda sorridente.

– Senhor Vau, está aqui minha florzinha! Rose...

O que estava acontecendo? Como seu pai pudera arranjar um casamento sem ao menos lhe contatar? Ela fitava desesperado o homem do qual supostamente estava noiva. Movendo-se lentamente ele se virara para as duas, elas estavam a menos de 2 metros dele.
E agora? Quem é esse noivo? E seu anjo, como ficará? Descubra acompanhando "A Rosa de Miguel".

3 comentários:

  1. hehe sempre sendo muito boa e apaixonada a cada parte dessa romantica historia ... to curioso pra saber quem é o noivo dela. Conseguiu prender minha atenção novamente, continue assim Mury_chan.

    Ansioso pela proxima parte ^o^

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  2. Ah não! Como vai ficar o Miguel? Tadinha da Rose! Mas, vamos esperar para ver no próximo não é Mury-chan? Afinal, o amor deles é forte, mesmo nessa época em que os pais decidem o casamento.

    Mury-chan, como vc sabe, eu amo suas estórias! Sua escrita mostra uma estória delicada, romantica e fofa *-*. Ah, muito obrigada por seus comentários nas minhas oneshots, e claro que vc escreve bem, na verdade muito bem! Muito obrigada pelos elogios, eu sinceramente acho que vc escreve muito melhor do que eu ^^. Queria eu poder escrever estórias tão lindas *-*. Então, quando eu escrevo romance, não que eu não de beijos ou abraços, mas acho mais bonito ficar somente olhares, e aquele ar de amor entre os apaixonados, talvez seja a influencia do Tite Kubo, pois ele deixa tudo nas entre linhas, ai acabo deixando assim também nas minhas estórias XD.

    Enfim Mury-chan, muito, mas muito obrigada por suas palavras! Vou estar sempre aqui acompanhando suas estórias pois sua fã *-*

    Bjs!

    daimaginacaoaescrita.blogspot.com

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    1. Eu que agradeço Sammy, e sim, você escreve muuuito bem! Volte sempre que quiser!

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