As Rosas


Deixada, desamparada em um canto qualquer,
Sentada sobre pétalas de rosas, murchas e entristecidas,
Sua cor vermelha, cuja vida recém fora arrancada da terra,
Agora de volta a ela, morta, sem cor, em pedaços...

Como meu coração, cuja cor e luz, eram como rubi contra a luz do sol,
Hoje como ônix, cuja luz não passa,
Negro e estilhaçado, como os vidros de uma janela velha,
De uma casa abando nada...

Ainda sentada, senti um arrepio, e vi ao meu lado, 
O anjo da morte, que viera ceifar minha alma,
Que se encontrava perdida, mergulhada,
No fundo de um lago, denso e obscuro...

Anjo, cujas mãos me puxaram me acolhendo,
Meus olhos viram a luz novamente,
Eu o vi, era belo e jovem,
Meu anjo, minha morte...

Carregando-me nos braços, minha face conta seu peito,
Era quente como a luz do sol,
E nesse momento eu percebi,
Que jamais estive só...

Pois ele sempre estivera ao meu lado, 
Esperando meu coração despedaçado,
Pulsar pela ultima vez, falhar,
E então, parar...

Morrer não é difícil,
O difícil é viver...
... Já diziam as rosas...

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