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Resenha: Grandes Olhos - Margaret Keane


Escolhi assistir no ultimo domingo e chorei, me debati aqui dentro e decidi que jamais abdicaria da minha expressão criativa após assistir essa trama tão intrigante!


Lançamento 2015 (1h 47min)Direção: Tim Burton
Elenco: Amy Adams, Christoph Waltz, Danny Huston mais
Gêneros Biografia, Comédia , Drama
Nacionalidades EUA, Canadá
A história real por trás de Grandes Olhos é extraordinária: Margaret Ulbrich é uma pintora insegura, mãe solteira, até descobrir o carismático Walter Keane e se casar. Ela cria obras populares de crianças com grandes olhos, mas Walter passa a assumir publicamente a autoria das obras, com a conivência da esposa. Dez anos mais tarde, ela decide processá-lo na justiça para retomar o direito de seus próprios quadros. Mas como todos teriam acreditado nessa farsa durante tanto tempo? Por que Margaret teria se deixado levar pelo esquema? 

Resenha:


Durante 10 anos Margaret deixa que seu marido Walter Keane se passasse por autor de seus obras, os belos "Grandes Olhos", quadros de crianças muito tristes ou de olhar marcante, com olhos em realce. Esses quadros seriam a expressão da arte de Margaret, seus filhos, um pedaço de si, sua identidade. 

No filme vemos a grande agonia da protagonista, que além de ter que mentir, não podia permitir que ninguém soubesse que era ela, uma mulher, a artista por traz dos quadros mais vendidos do mundo. Vemos também um retrato de relacionamentos abusivos que as mulheres viviam há não muito tempo atrás e ainda hoje. Ele a fez acreditar que ninguém compraria se soubessem que eram feitos por uma mulher, a menosprezava, diminuía, e jogava a culpa de uma baixa nas vendas nela.

Estava lendo Um Teto Todo Seu, da Virginia Woolf e é bem isso, as obras das mulheres são sujeitas a risos e pena. Não somos de fato talentosas, porque, afinal, não somos homens. E numa cultura feita por homens e para homens não há espaço para mulheres.

É um filme sobre superação, sobre empoderamento, sobre o basta dos relacionamentos tóxicos e da independência de uma mulher quando nem se era possível uma separação sem que a mulher passasse fome.
Imagem real
Margaret ainda pinta, mesmo idosa. Seu marido morreu pobre. Ela é um simbolo de resistência e resiliência. Indico esse filme pra quem ama arte e biografias feministas.
Além disso é uma lição de vida: Nada nem ninguém pode parar o fogo que temos no peito e a força criadora que temos nas mãos, portanto, jamais deixe alguém diminuir você, nem por um segundo.

Ps: Tem na Netflix! 


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Resenha: A Química - Stephenie Meyer


Esse é o livro que eu escolhi para o Desafio Literário do mês de Maio. Deveria ser um livro que falasse de profissões ou que tivesse uma citada nele. Como eu já tinha adquirido o livro foi bem fácil encaixar. Embora eu tenha tido certo preconceito com ele a princípio, quando eu passei do primeiro capítulo já estava apaixonada e sem volta. Sabia que seria um daqueles livros que eu iria sentir falta e querer ser o próximo logo. 

Informações:

(Skoob)
Ano: 2016
Páginas: 496
Editora: Intrínseca
Avaliação: ★★★★★❤ 
Resenha Skoob: Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.
Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou.
Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.
• Stephenie Meyer consolidou-se como uma das autoras mais vendáveis dos últimos tempos com a série best-seller Crepúsculo. Seus livros somam mais de 155 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, 7 milhões apenas no Brasil.
• A química é o primeiro lançamento inteiramente inédito da autora em seis anos, um thriller diferente de tudo o que ela já publicou.
Resenha:

Juliana Fortis (este é o nome verdadeiro da personagem) é médica e trabalhava para o governo em uma divisão secreta de informações e desarmamento de armas químicas e biológicas. Tudo estava indo bem até que tentam matá-la, não uma, mas várias vezes. Ela troca de identidade diversas vezes durante a narrativa e muda fisicamente, ela é um camaleão. Durante todo o livro ela será chamada de Alex. Seu antigo "parceiro" de divisão, Carston, um agente de polícia aparentemente relax, a contata para "fazer as pazes" e ela vai ao seu encontro disfarçada, ele lhe entrega os dados de uma pessoa da qual ela deverá interrogar e torturar sem deixar marcas, Daniel Nebecker Beach. Aparentemente ele está envolvido com a comercialização e distribuição de um mega vírus que poderia dizimar toda a população.

Ok, aí é que começa a ficar realmente interessante, ela sequestra Daniel enquanto ele está indo trabalhar, o dopa, leva-o para uma propriedade afastada da cidade e monta uma tenda que isola toda e qualquer luz do lugar. Ele está nu e amarrado a uma mesa, com uma sonda intravenosa e ela usa de suas substâncias capazes de fazer qualquer um falar, mas Daniel não parece ser culpado, e ela não está entendendo absolutamente nada até que outra pessoa fura o telhado e invade o local, surra ela e bem, há uma longa luta que Alex ganha com sua inteligência, não força física.

Ok, vou usar gifs do Crepúsculo porque é da mesma autora e vai ser engraçado!
O homem que invadiu é o mesmo das fotos dos arquivos que Carston lhe deu. Só que o que ela não sabia era que, o irmão de Daniel, Kevin que supostamente estava morto, era o cara das fotos e não Daniel, e que isso foi uma armadilha para acabar com duas pessoas importantes e perigosas de uma vez só usando seu irmão como isca. 

Nisso eles passam o maior perrengue pra lá e pra cá, matando assassinos contratados e entre isso, Alex e Daniel se apaixonam e rolam altos momentos amorzinhos dele cozinhando pra ela e de sexo, contato físico e o mais incrível, ele não tem medo dela por ela ter torturado ele e ser a famosa "mulher veneno". Devo dizer que fiquei bem animada com a escrita da autora sobre esses momentos, já que ela consegue te deixar imaginando coisas sem nem ao menos ter de fato escrito sobre. 

Então, resumindo: Muito nu, muito sexo, muito sangue e tortura e, olha, eu nunca achei que haveria tanta paranoia numa pessoa quanto nessa protagonista! Ela não deixa nada, absolutamente nada passar. Uma ligação estranha e ela já corta o chip, joga o celular fora e sai de fininho loucamente pra ninguém perceber nada!


Como bom final de trama, ela, Kevin e Daniel (eu esqueci de falar que o Kevin cria cães treinados e um deles é o Einsten, um pastor super mal encarado), conseguem descobrir quem está por traz de tudo (e é um político filho da puta), matam todos e assumem novas identidades bem simplistas. E tudo acaba por aí.

Só que eu não queria que tivesse acabado. Por que? PORQUE EU REALMENTE AMEI O LIVRO E TODA A HISTÓRIA!   Fiquei muito chateada na verdade, pela Stephenie não ter desbravado mais no Epílogo, e se ela pudesse e se eu pudesse ditar algo, acho que conversaria com ela pra não parar por ai!


Bem, essa é a resenha de hoje! Espero que tenham gostado, espero que vocês possam ler A Química.

Ps: Adorei usar Jaboc como cobaia de hoje!

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Resenha: Eragon - Christopher Paolini


Eragon foi o livro escolhido pro mês de abril do Desafio Literário do qual estou participando e talvez vocês já saibam. Atrasei a leitura, terminei ela em junho por causa dos estresses ocasionais da faculdade e da crise de ansiedade, e atrasei mais ainda pra escrever essa resenha, espero que me perdoem.
O tema de Abril era Mártir ou Herói: Temos nesse mês dois feriados de mártir, Páscoa e Dia de Tiradentes então a proposta é ler um livro que tenha algum herói ou mártir, aquele personagem abnegado, que fez o que podia pelos demais!

Sendo um livro que eu já tinha e que queria muito ler, não exitei em colocá-lo na lista do desafio. Ele é totalmente diferente do filme, que não faz jus à grandeza do livro. Recomendo!

Informações: 

Eragon
Ciclo da Herança # 1
Christopher Paolini
Ano: 2003
Páginas: 460
Editora: Rocco
Avaliação: ★★★★★
Snopse Skoob: Eragon é o romance de estréia de Christopher Paolini, uma história repleta de ação, locais fantásticos e perigosos vilões. Com dragões e elfos, cavaleiros, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria. O protagonista, de quinze anos, é um pacato rapaz do campo, que ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é peça principal.

Resenha:

Tudo começa com o garoto comum, com suas neuroses comuns e vida comum. Até que em outro lugar o mapa uma elfa está fugindo de espectros e monstros na tentativa de salvar um ovo de dragão do qual o império quer pôr as mãos novamente.
Eragon encontra o ovo, que ele acha ser uma pedra em uma caçada pelas montanhas chamada de A Espinha.

Nesse momento Eragon tenta vender a “pedra” de qualquer maneira sem sucesso, e é quando desperta o interesse de Brom, um velho contador de histórias muito misterioso. Eragon se surpreende quando a “pedra” cai no chão e de lá sai um dragão, ele tenta alimentá-lo mas acaba percebendo que o filhote é mais independente do que ele poderia imaginar, é quando ele faz um abrigo na floresta para a pequena Safira. Numa dessas saídas para cuidar do filhote é que a casa de Eragon é queimada e seu tio morto. Nisso ele sai em uma caçada com Safira e Brom, que o salva e o ajuda a fugir de Carvahall. Eles percorrem cidades e desertos atrás dos assassinos do rei, os Ra’zac.

Nisso sofrem emboscadas, Eragon aprende a usar magia, a lutar, e deixa de ser um menino franzino e passa a ser um homem, um guerreiro. Encontram aliados como um menino gato, mágico e especial, e uma mulher mística e bruxa que lê eu futuro e diz que ele está destinado a grandes feitos e que a mulher de sua vida será tão bela e especial quanto seu amor.

Como no filme, Brom morre e ele se alia a um estranho chamado Murtagh, que logo depois acabam por descobrir ser o filho do renegado que matou a maioria dos cavaleiros de dragão.

Eles se encontram com os Varden, ajudam a proteger a montanha fortaleza de ogros descomunais e em um momento entre a vida e a morte ele se vê com um ancião que lhe mostra coisas que ele deve aprender. Quando ele acorda coloca essa meta de ir para a fortaleza élfica e aprender mais sobre o que ele é e o que veio fazer.

Pra vocês já deve ser manjado o livro por causa do filme, mas indico totalmente porque É TOTALMENTE DIFERENTE E VALE A PENA LER!!!!

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Resenha: O garoto dos meus sonhos - Lucy Keating


Primeiramente gostaria de dizer que esperava mais do livro. Acredito que a capa me enganou um pouco, até minha mãe concordou que a capa era linda e muito atrativa. Basicamente, fui enganada por uma capa bonita e um prefácio diluído em qualquer fantasia adolescente do garoto dos seus sonhos. 

Informações:


Ano: 2016
Páginas: 264
Editora: Globo Alt
Avaliação: ★★★Sinopse Skoob: Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art... e acabaram se apaixonando. Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é... Ou faz? Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte. Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas –, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar. Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?
Resenha

Desde que Alice pode se lembrar ela sonha com Max, só que ela acha que ele é fruto de sua imaginação, porém ao se mudar e entrar na nova escola acaba por perceber que o Max dos seus sonhos é totalmente real!

Entorno dessa trama de sonhos vão se desenvolvendo histórias paralelas,como a dela e do pai, a relação com a mãe que a deixou quando era pequena demais, e seus traumas. O livro fala basicamente de traumas de infância que não foram superado se a relação dela e do Max nos sonhos não passou de um objeto de transição, que é quando você precisa de algo ou alguém para lhe ajudar a superar aquele momento difícil, porém eles nunca superaram e se agarraram um ao outro nos seus sonhos para manter aquele pouquinho de sanidade dentro de si.

Achei bem vago como o tema sono e neurociências foi abordado, também de como eles saíram dessa: eles sonham, Max se afasta, e é isso. Eles acordam e estão parando de sonhar um com o outro.

Como todo livro voltado para o público adolescente os adultos são vagos, chatos e até bobos. Porque os adolescentes são muito espertos, o que me faz lembrar que eu não saía para ter altas aventuras na adolescência e nem desconfiava de diversas coisas. Mas, enfim, é um bom livro, cheio de meiguice e romance, isso não pode faltar, porém é tudo muito sutil. Você não vai encontrar grandes e ardentes beijos, tampouco cenas de sexo/primeira vez cheias de detalhes. Seria uma boa comparar com amanhecer, da saga crepúsculo. Lua de mel de bela e Edgard. Basicamente isso.

Porém, apesar de o assunto neurociências ser bem vago foi muito lindo ver um pouco do que ele estudo no meu trabalho na faculdade ser abordado em um livro de literatura. Neurociências e psicologia, minhas paixões acadêmicas!

Espero que não tenha sido uma resenha muito ruim e destruído a expectativa das pessoas sobre o livro, acho que vale a pena ler, é um livro leve, com paixões adolescentes é uma trama bem maluca e inesperada, entretanto não é um livro tão profundo, apenas isso.

Enfim, espero que tenham gostado, leiam sempre que possível e mesmo que seja impossível. Até logo!
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Resenha: Sway - Kat Spears


Agora são exatamente três horas da manhã e eu deveria estar indo dormir, mas nada metal pregar os olhos. Nenhuma conversa é interessante o suficiente para me manter atenta por muito tempo. Com isso resolvi escrever sobre esse livro que me fisgou de uma maneira enlouquecedora. Sway foi pra mim como um primeiro beijo: inesquecível. E, não venham me dizer que o primeiro beijo de vocês não foi, porque por pior que ele tenha sido, pro pior que a pessoa tenha te tratado depois, a sensação de dormência, a falta de ar, a palpitação, ela sempre fica. Sempre. E a gente vai tentar repetir essas sensações diversas vezes na vida posteriormente e nunca será a mesma coisa. Chega um ponto que até fica chato, porque nada se iguala aquilo. 

Sway é o livro escolhido para o Desafio Literário do Mês de Julho, ele representa o mês da amizade, porque, quando eu comprei ele achei que se tratava de uma história de amor, mas no fim ele fala sobre amizade, companheirismo, lealdade e sobre fazer de tudo para cuidar dos amigos.

Informações:

Sway - Kat Spears


Ano: 2016
Páginas: 256
Editora: Globo Alt
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Skoob: Sway é o apelido de Jesse Alderman, por causa de seu talento para conseguir qualquer coisa para qualquer pessoa, como providenciar trabalhos escolares, fazer com que pessoas sejam expulsas da escola, arrumar cerveja para as festas, entre outras coisas, legais ou ilegais... É sabendo dessa fama que Ken Foster, o capitão do time de futebol da escola, pede a ele um trabalho controverso: Ken quer que Bridget Smalley saia com ele. Com seu humor ácido e seu jeito politicamente incorreto de ver a vida, Sway terá que encarar o trabalho mais difícil que já teve: sufocar todos os sentimentos que Bridget desperta nele, a única menina verdadeiramente boa que ele conheceu em toda a sua vida.
Resenha: 

Jesse é o típico cara que consegue tudo para todos que o pagarem bem. E ele não tem problemas nisso, esse é exatamente o problema: ele não liga, só se acostumou. Acho que ele entrou num piloto automático e quando se deu conta que era bom naquilo foi cada vez mais fundo até não poder mais sair. Mas é aí que tudo muda. Quando o bar boy master que se faz de bonzinho, contrata ele pra conseguir a garota mais gente boa e doce da escola, e Jesse/Sway se apaixona por ela, é quando começa seu dilema. 

Ele e Bridget ficam amigos, Jesse acaba descobrindo toda a vida dela, fica amigo do irmão com deficiência, dos outros amigos dela e de um senhor em uma casa para idosos que não tinha nada a ver com a história. Eu escolhi esse livro pro desafio literário justamente por falar do valor das amizades. Jesse tem uma amiga, Joey que passa por umas barras bem pesadas durante a trama, e ele faz o que está além do seu alcance para mantê-la segura. 

Ele é o tipo de cara que toda garota do ensino médio se apaixonaria sem nem ao menos conhecer, se conhecesse haveria uma chance de se afastar, mas haveria aquela pequena porcentagem que iria querer saber até onde o seu lado ruim seria capaz de ir. Como todo romance adolescente clichê, ele é salvo pela garota, ela acaba o “mudando”, mas acho que ela mais “mostra a luz no fim do túnel” pra ele, do que realmente o muda. 

Jesse é um cara inteligentemente medida, interessante, gosta de musicas antigas e caros igualmente particulares. Embora estrague consideravelmente o fato de ele ser/trabalhar para traficantes de drogas bem pesadinhas e conseguir umas paradas bem punks. Mas, afinal, eu sempre tive uma queda por caras do tipo bad boy “na dele” como Sway

Nesse livro tem cada roubada que eu me pergunto, onde estão os pais desse adolescentes americanos de romances adolescentes? Porque, com dezesseis anos eu mal saia de casa sem minha mãe saber onde eu ia e com quem. E nos livros eles fazem a festa, viajam, conseguem carteiras de identidade falsas, drogas, bebidas, altos rolês perigosos e nada, absolutamente nada acontece. 
No mais, Sway é viciante como cada tragada de um cigarro qualquer. Doce e amargo, que provavelmente vai te matar psicologicamente, mas te mantém loucamente excitada e pedindo mais.
Desafio Literário faz parte do Café com Blog e o Interative-se!

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Resenha: Outros jeitos de usar a boca - Rupi Kaur


Estou há meia hora olhando para essa tela em busca de palavras para descrever a sensação que é ler este livro. Milk and Honey, da Rupi Kaur é um livro sensacional! Eu li todas as vezes chorando e sempre que vou emprestar ele para alguém acabo lendo mais uma vez, e chorando, é claro. 

A primeira vez que eu soube desse livro foi no canal da Jout Jout, ela leu diversas poesias dele e eu fiquei com gostinho de quero mais na boca. Depois a minha linda Bruna Morgan escreveu uma resenha sobre e eu fiquei gritando desesperadamente. Até que mês passado eu consegui comprar em uma oferta relâmpago na Amazon. 

(link do skoob)
Outros jeitos de usar a boca
Rupi Kaur
Ano: 2017
Páginas: 208
Editora: Planeta Brasil
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Skoob: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.
O vídeo da Jout Jout


Resenha

Esse não é um daqueles livros que você compra pra se divertir. Ele é sofrido. Ele corta. Ele faz doer até mesmo onde você achava que não seria possível sentir algo. Cada palavra, cada verso é ensopado de sentimentos que a maioria das mulheres já sentiu ou presenciou. O abandono, a agressão, o abuso, a dor, a ilusão, a raiva, o amor, a descoberta do amor próprio, e diversos outros. 

Eu pude, pela primeira vez em toda a minha vida, me ver naqueles poemas que não foram feitos por mim, porque foram justamente feitos por uma mulher de verdade, que sofreu de verdade, que passou tudo que passou de verdade, e ela veio nos dizer o quão fantásticas nós somos e que não devemos nos deixar ser maltratadas por pessoas que não sabem entrar pela porta da frente e sentar no sofá como uma boa visita.

Aqui estão alguns de muitos (todos) os poemas que me tocaram profundamente.








Esse vídeo também é fantástico!


Enfim, não há mais o que falar, já que as palavras da Rupi falam por si só! 


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Resenha: Documentário Cidades Fantasmas


Primeiramente, estava com saudades de escrever aqui. Mas as coisas andaram difíceis e, bem, vocês sabem, final de semestre, recuperação pós crises de ansiedade etc. Porém, hoje não vim falar das minhas tristezas, mas de uma alegria. Finalmente consegui assistir o Doc de um GRANDE amigo meu (ele não é grande, na verdade é... enfim, deixa assim) Guilherme Soares Zanella. Apesar dos problemas que aconteceram que quase me fizeram não ir assistir consegui vencer o receio e fui! 

O Guilherme é um dos roteiristas de Cidades Fantasmas que venceu a competição brasileira de longas e médias-metragens da 22ª edição do festival É Tudo Verdade em abril. Na época eu não pude ir por motivos de provas na faculdade. O doc foi pro cinema há algumas semanas, mas somente na ultima (essa) que deu pra eu (finalmente) ver.

Informações:
Data de lançamento: 15 de junho de 2017 (1h 10min)
Direção: Tyrell Spencer
Elenco: atores desconhecidos
Gênero Documentário
Nacionalidade Brasil
Avaliação: ★★★★★


O documentário retrata quatro cidades que ficaram abandonadas com o passar do tempo. Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Um dos lugares é Fordlândia no Pará, espaço criado por Henry Ford, durante o auge do ciclo da borracha que atualmente está ocupado por pessoas que cuidam da historicidade do lugar.

Humberstone (Chile) abre o doc, o deserto, a narrativa triste e simples. A pobreza nua e crua choca logo de primeira, é impactante. Mal conseguia permanecer sentada na poltrona daquela sala escura. Me causou inquietação. Algo me corroía por dentro como o tempo tratava de corroer as paredes daquelas casas, das vilas, do antigo maquinário. As fotografias antigas dos trabalhadores e de suas famílias retratavam a precaridade da vida naquele lugar tão sem vida. Me recordaram os relatos da infância de meu pai, o passar necessidade, as longas jornadas de trabalho, crianças com uma curta infância. 

Fordlândia (Brasil) do deserto para o meio da mata. Também banhado em precaridade, as fotografias dos trabalhadores ressoava da dos americanos que comandavam a extração de borracha. Os relatos da rigidez do trabalho, a fala arrastada e cansada dos senhores que viveram aquela época. Também da luta que é fazer desse lugar um marco histórico de uma época que só a presença dos americanos fazia do lugar uma vila mágica. As casas com varanda que remetem uma época de ouro pós guerra. Lembro que um senhor se perguntava da bandeira Americana que ficava acima da caixa d'água, ele lembrava com nostalgia dela. 

Armero (Colômbia) a tragédia em Armero me tocou de tal forma que é como se em outra vida estivesse acontecido algo muito parecido comigo. A cidade foi soterrada por lama após a erupção do vulcão Nevado del Ruiz.  Os relatos de mães que perderam seus filhos, o sentimento de abandono, de vazio de uma cidade que era feliz, alegre e viva! Sou suspeita para falar porque tive a honra de conviver um semestre com uma colega da Colômbia (Sara, saudades), e mesmo na tristeza ela se mostrava alegre. O drama de Armero vai muito além da erupção, pois o governo sabia e não lhes disse nada. No ar pairava indignação e uma raiva banhada a lágrimas por entes queridos que jamais serão vistos novamente. A avalanche de lama veio e levou a alegria do lugar e dos seus habitantes. 

Epecuén (Argentina) apesar de ser a cidade que me pareceu menos viva e mais arrasada, Epecuén me tocou de uma forma menos incisiva. Ela era uma cidade resort, alegre e festiva. O lago era famoso pela sua salinidade que fazia as pessoas flutuarem, muitas delas eram curadas pelas qualidades medicinais das águas. Tudo que arrecadavam com o turismo os mantinha no resto do ano, porém quando a seca estava por vir uma barragem se rompeu e inundou a cidade, tirando dela sua graça. Um dos moradores disse que parece que quando a água veio o sol se foi. Entretanto atualmente um senhor mora na cidade, com sua bicicleta e seus cachorros. Alguns o chamam de louco, mas ele me parece ser o louco mais lúcido que vi em toda a minha vida.


Acredito que o documentário mostre a face da insanidade em cada um, envoltos nas memórias do passado, nostalgia e tristeza pela devastação que cada perda os causou. Digo com propriedade, pois sou uma dessas pessoas que se apaixonam por histórias tristes e trágicas. Tanto que sai da sala de cinema embasbacada, lembro que olhei para o meu amigo e ele perguntou "e ai, que achou?" e eu disse pausadamente "U - A -U !!!". Pensei muito em como seria minha crítica, mas vejo que não consigo fazer uma. Me sinto submersa na imensidão que é ter vivenciado esse momento. Vai muito além de prestigiar o trabalho de um amigo.

Foi algo visceral. Gosto de coisas que mexem com as minhas entranhas, mesmo que eu me debata um pouco no início. Guilherme diz que eu não aceito críticas construtivas, e que "é normal isso". Sempre reviro os olhos quando ele diz/escreve isso. Mas, acho que é muito além, é quase uma forma de manter a sanidade num momento de desespero, é, aquele momento de se acomodar na nova posição quando se está sentado no piso duro e gelado. E esse documentário, assisti-lo foi, não sei, como estar horas deitada no piso duro e querer se levantar. Seus ossos e a carne toda dói, as vezes falta força, você fica andando meio duro e desconfortável durante um tempo, mas quando se dá conta do que aconteceu só deseja voltar aquela posição novamente, a de espectador

Em Porto Alegre o filme fica até amanhã em cartaz, corre lá!
Espaço Itaú de Cinema
14:30 e 20:00
Cinebancários 
15:00

Fiquem com o trailer, espero que tenha feito jus ao filme, e é isso! 


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Resenha: A garota que eu quero - Markus Zusak



Eu comecei a ler esse livro nas férias e achei que não ia me acrescentar nada. Li o primeiro capítulo quase morrendo de tédio! Era o garoto, o protagonista falando e pensando sobre mulheres e corpos, e sobre como amaria uma mulher! Até aí eu estava pensando, "que bosta é essa gente?”, foi quando o livro tomou seu rumo e eu fiquei “uau, que livro!!”.

Informações:

(Skoob)
Ano: 2013
Páginas: 174
Editora: Intrínseca
Avaliação: ★★★★
Sinopse Skoob: O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.
Resenha:

O livro conta a história de Cameron, o filho mais novo de quatro irmãos. O mais velho era o durão bem sucedido, jogador de futebol americano, tinha a irmã que é pouco explorada na história, o irmão uns anos mais velho, gato, bad boy que larga as namoradas quando se cansa delas é Cameron, que não era nem um romântico nem um bad boy.

Só que tudo muda quando Octavia aparece e o trata como gente, com carinho e atenção. Ela não é só uma namoradinha banal do seu irmão, ela é a garota que ele quer! Logo que Rube, o irmão e namorado de Octavia a larga, ele passa a encontrar a menina com mais frequência, eles se conhecem melhor e tudo vai fluindo sutilmente. Ela é uma menina profunda e travada em alguns momentos e Cameron parece muito despreparado para a vida. Achei muito bonito como eles vão descobrindo o amor e tudo o mais, como os segredos vão se mostrando e sendo desvendados e as coisas vão fluindo sutilmente, como acredito que as coisas devam ser.

A cada capítulo Cam vai fazendo poemas acerca das coisas que viveu, sonhos e pressentimentos relacionados ao sobrenome deles: Wolfe.

Descobri recentemente, procurando na internet que esse livro faz parte de uma trilogia: O azarão, bom de briga e a garota que eu quero.



Recomendo fortemente esse livro é a sua trilogia, é um livro contado por um adolescente que se sente um pouco excluído e eu já me senti assim, acho que todos aqui também já se sentiram um dia e tudo mais. E é muito bom se envolver nas encrencas que ele é o irmão se envolvem por causa de uma garota. Vemos laços se estreitando ao longo do livro.

Foi uma leitura muito gostosa e leve. Vou procurar os outros livros e lê-los!!!

Esse post faz parte da blogagem coletiva do interative-se

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As Brumas de Avalon, Livro 1 e 2 - Marion Zimmer Bradley


Mais uma resenha dupla, acho que gosto de fazer isso. Se pudesse resenharia dos quatro livros, mas não disponho de tanto tempo para leituras quanto gostaria.

Avalon é um tema que me tem. Gosto muito. Me sinto em casa e posso imaginar viver naqueles reinos encantados cheios de magia e segredos.

(Skoob)
A Senhora da Magia - vol. 1
Ano: 2008
Páginas: 252
Editora: Imago
Avaliação: ★★★★★
Sinopse Wikipédia:
Neste romance, a lenda do rei Artur é contada pela primeira vez através das vidas, das visões e da percepção das mulheres que nela tiveram um papel central. Pela primeira vez, o mundo arturiano de Avalon e Camelot, com todas as suas paixões e aventuras - o mundo que, através dos séculos, cada geração recriou em incontáveis obras de ficção, poesia, drama - é revelado, como se poderia esperas, pelas suas heroínas - pela rainha Guinevere, mulher de Artur; por Igraine, mãe de Artur; por Viviane, a impressionante Senhora do Lago, Grande Sacerdotisa de Avalon; e principalmente pela irmã de Artur, Morgana, também conhecida como Morgana das Fadas, como a Fada Morgana - como feiticeira, como bruxa - e que nesta épica versão da lenda desempenha um papel crucial, tanto na coroação como na destruição de Artur. Trata-se, acima de tudo, da história de um profundo conflito entre o cristianismo e a velha religião de Avalon.
Resenha:

Li as brumas livro 1 no ano passado e fiquei pensando sobre a leitura. Achei a escrita muito densa, mais do que os outros livros da Marion. Se no A senhora de Avalon falam, no final do livro, sobre a infância e adolescência da Viviane, no livro 1 das Brumas aborda a vida da jovem Igraine e sua filha, Morgana. O marido mais velho que muitas vezes não respeitava seu querer e seu corpo, ou que buscava satisfação em outras mulheres quando a esposa pedia que não se deitasse com ela para que pudesse amamentar plenamente Morgana.
Morgana, uma criança pequena, morena é muito séria, absorvia tudo à sua volta.

Ela mesma diz que na sua infância já tinha a visão e não sabia, e como os padres queriam domar ela é sua tia Morgause. Morgause era atrevida e viva, até se insinuara para Gorlois, marido de sua irmã. Até que se casou com Lot.

O livro trata também do encontro de Igraine e de Uther e sua relutância a acatar as ordens da irmã de casar-se com o novo rei. Ou quando ela deixa Morgana de lado por causa do amor da sua vida e o filho desse amor, Arthur.

Vemos uma jovem Morgana que cuida do irmão pequeno como um filho que seria muito cedo para se ter e quando Viviane pede que deixe a menina ir para Avalon e Igraine aceita como salvação, ou a filha iria para um convento ou para Avalon.

É muito rico a descrição do treinamento de sacerdotisa da menina Morgana, sua revolta, seus amores, sua paixão por Lancelot, filho de sua tia Viviane e primo. De como ela foi a deusa para a iniciação do irmão Arthur e que só foi saber na manhã do casamento sagrado, após o ritual em que eles fizeram amor como o deus e a deusa. Morgana engravida e fica em dúvida se vai ou não tirar.


(Skoob)
A Grande Rainha - vol. 2
Ano: 2008
Páginas: 232
Editora: Imago
Avaliação: ★★★★Sinopse Wikipédia: No segundo volume, que começa pouco depois da coroação de Arthur como Grande Rei da Bretanha, há um amadurecimento das personagens, já enfrentando as conseqüências de suas escolhas.
A personagem que recebe maior destaque nesse volume é Guinevere (Gwenhwyfar), a princesa escolhida para se casar com Arthur e se tornar a Grande Rainha da Bretanha. Ela é uma cristã fanática, com ideias extremamente patriarcais e um profundo complexo de inferioridade por ser mulher. Guinevere se apaixona por Lancelote, o principal cavaleiro de Arthur, desde que o vê pela primeira vez. E como não consegue dar um filho a Artur, entende que isso é um castigo de Deus contra seu amor adúltero. Assim, para se redimir, Guinevere cobra de Arthur que ele se torne o mais cristão dos reis e tenta impor à Corte um estilo de vida cristão cada vez mais radical. Ao mesmo tempo, ela desenvolve um ódio crescente contra Morgana, em parte por ela não aceitar se tornar cristã e viver com a liberdade de uma mulher pagã, em parte pelo ciúme que sente de Morgana com Lancelote. E Arthur, supondo que o estéril do Casal Real talvez seja ele, permite que Guinevere se torne amante de Lancelote, para dar um herdeiro ao trono.
Resenha:

O livro 2 é mais voltado para Gwenhwyfar, ela e seu amor proibido pelo Lancelot que retribuiria. O casamento com Arthur e a tomada de consciência de que ela se tornará a grande rainha! Ela não conseguia ter filhos, engravidava e abortava e se culpava por seu amor por Lancelot, esse amor pecaminoso ser a causa disso.

Nesse livro Morgana sai um pouco de cena (o que me deixou bem triste e desanimada, porque acho Gwenhwyfar um tanto fútil e infantil, sem contar que ela é muito insegura), mas volta ao final para contar que estava perdida no reino das fadas, ela desbrava uma relação com Kevin, o bardo que irá substituir Taliesin, o Merlin. Vejo todas as mulheres em foco muito amarguradas com suas relações de amor. Viviane e Morgana, Morgana, Gwenhwyfar e Lancelot, Morgana e Arthur (que nutre um amor além do de irmão desde o Grande Casamento Sagrado em que foram Deus e Deusa um para o outro e para a Bretanha), Kevin e Morgana (eu realmente queria que esse casal fosse mais trabalhado na trama, acho eles muito lindos e silenciosos um com o outro, gosto disso) etc
É um livro rico historicamente e com as pinceladas de magia e crenças, mostrando sempre a fortaleza que são as mulheres para si e para os outros. 

Foi por esse motivo que o escolhi para ser o livro do mês de março do desafio literário, por se tratar de uma leitura que abrangeria diversas mulheres fortes e seus aspectos luminosos e também sombrios. 


Espero que tenham gostado, super indico, é uma ótima leitura, envolvente e cheia de surpresas!

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Resenha: Apaixonante Caos - Yuri Resende


"Muryel Oliveira?" 
Sim, esse é um livro que eu tive uma breve participação! 
"Mas, como assim Muryel?" 
Bem, explico! 
Yuri é meu amigo há uns 6 anos, no mínimo. Nunca nos vimos pessoalmente, mas o carinho ultrapassa a distância! Eu vi esse menino se transformar em homem e viver seu primeiro grande amor, ter seus momentos de dúvida, atender liações chorosas na madrugada em que passávamos horas e horas falando dos mais variados assuntos para dispersar as névoas do coração sentimental e ferido. 

Quando soube que ele estaria publicando um livro e fui convidada para fazer um posfácio/prefacio fiquei totalmente sem reação, "Eu? Uma simples mortal?" então escrevi um bem bonitinho, mas a editora não autorizou, mas o meu querido amigo deu um jeitinho que incluir minhas palavras no finalzinho do livro e meu coração se derreteu todo! 

Tenho que admitir que estou há meses para resenhar ele, acho que fui uma das poucos pessoas que leu em primeira mão as crônicas, algumas já conhecidas, e outras nem tanto. Então, enfim consegui resenhar e acho que não irei apanhar!! (Né Yuri?)

Informações:

(Skoob)
Ano: 2016
Páginas: 86
Editora: Multifoco
Avaliação: ★★★★
Sinopse Skoob: Da desordem do fim até o caos de um novo recomeço: esse é o caminho traçado pelos textos do autor deste livro. O conjunto de crônicas reunidas em "Apaixonante Caos" trata sobre sentimentos que se originam a partir de momentos eternizados nas nossas vidas como a melancolia e o amor. As reflexões provocadas por Yuri Resende buscam mostrar que as soluções para uma fase marcante – seja ela positiva, negativa ou de confuso diagnóstico – são diversas e essencialmente inesperadas.
Resenha:
Carta anônima sem destinatário
Querida, caminhando em silêncio pelas vielas desta madrugada após encontrar uma fotografia nossa perdida em meio aos livros, comecei a me indagar se lhe devo um pedido de desculpas. [...]Não, querida, não há adversidade neste teu esquecimento da minha pessoa. Sei que inconscientemente você levará para os teus próximos felizes anos tudo que aprendemos juntos. [...] No ápice do meu egocentrismo e do orgulho que por muitas vezes corrói a minha já debilitada alma, vociferarei contra estes anos que agora se despedem de nós com ar melancólico. [...]A solidão pela qual sempre prezei me faz uma encantadora companhia na maior parte do tempo. Admito que temos nossos desentendimentos por às vezes ela desejar se alimentar da minha alma por inteira em um único segundo de desespero, todavia estou conseguindo domar a fera. [...]Por fim, minha querida, desejo que a vida possa lhe surpreender sempre com as melhores regalias. Sob minha expressão fechada e indiferente, guardo com carinho e nostalgia todas as lembranças que nos dizem respeito. Se me encontrares no futuro, não precisa me fitar com estes olhos que um dia já se encheram de brilho ao ver apenas a minha sombra. Siga tranquilamente o teu maravilhoso caminho pois, ao contrário de um relacionamento, sei cuidar muito bem da minha tristeza, da minha loucura e das minhas idiossincrasias.
Cordialmente,Uma Coisa.
As palavras repletas de sentimentos engasgados de um amor como outro qualquer, mas que naquele momento foi o mais especial de todos. Temo dizer que todos os amores nos são especiais, pois, trazem para fora o melhor e o pior de nós, nossa essência, desvenda e desnuda nossa alma. 

Penso em na dona da inspiração de Yuri como uma menina normal, com uma vida normal, que sequer sabe das incontáveis noites em claro que proporcionou a um coração apaixonado, talvez dois ou três. E, também em como nosso tolo coração apaixonado nos prega peças lindas incontáveis vezes durante o processo de amadurecimento, e depois dele também. 

Fico imaginando os momentos da mais pura solidão em que meu caro amigo escreveu esses versos tão encharcados de moça ou de suas tentativas de esquecê-la. As vezes, e elas foram muitas, senti raiva dela. Mas, hoje, um pouco mais madura, vejo que são coisas deles, coisas de corações apaixonados! Me pego especulando quantos amigos raivosos não deixei para trás com amores que já não me cabiam mais ou quantas sogras desoladas por gostarem de mim e me querer na vida dos filhos delas e, ainda quantas pessoas me odeiam por ter feito o amor delas sofrer?

São coisas da vida que jamais teremos resposta!

Cada crônica tem um pouco de cada pessoa e seus amores. Pessoas comuns, como eu ou você. Pessoas que sentem e amam. Pessoas, vivas, na sua completude. Uma ótima leitura para outono!

Outros títulos que eu gostei bastante no livro: 

  • C'est fini, mon chéri!
  • Cecily
  • Felicidade Taciturna
  • Se a nostalgia tivesse uma forma
  • Multidão
O autor:
(Instagram)
Estuda História em UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Frequentou Colégio Pedro II
Mora em Rio de Janeiro
Um cara muito engraçado e poético. Está sempre pondo as pessoas pra cima com seu jeitinho "romântico das antigas".

Como ser uma boa amiga:


Enfim, é isso, espero que tenham gostado, indico muito esse livro, é uma leitura agradável e nos faz pensar em diversos momentos da nossa vida se "o que eu fiz foi certo?".
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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.