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Adeus Palavras


O que são versos, senão fragmentos de sentimentos
Pedaços perdidos e solitários de uma alma
O que são palavras senão pensamentos incompletos
Pensamentos cheios de ferocidade

A tristeza é a chave para as minhas palavras fluírem
Ela embriaga os sentidos e os deixam mais favoráveis aos versos
Eu temo ser infeliz, porém temo por não escrever
Ah se eu pudesse criar versos com o amor

Os versos de amor são tão cheios de flores
São inevitavelmente lindos
Mas os versos de dor, ah, esses são maravilhosamente conhecidos
Todos os adoram em silencio

Talvez o fracasso esteja eminente
Talvez as guerras voltem à terra quente
As doenças e a desgraça
Temo pelos versos nunca escritos

Sou tão egoísta meu deus
Gostaria apenas que meus versos fossem lidos
Talvez na penumbra da noite
Ou em voz alta pela manhã

Não temo a morte e nem a solidão
Temo a perda de minhas palavras
De meus sentimentos nas pontas dos dedos
Temo por minha mãe e minha irmã

Rezo por meu pai e que ele seja feliz
Ao meu coração, nada peço
Nem mesmo uma gota de misericórdia divina
Que deus guarde suas bênçãos aos justos

Eu já devo muito e carrego comigo muita dor
A dor é aquele ser pequeno que se alimenta das lágrimas
Do amor sofrido e incompreendido
Das palavras ditas e mal compreendidas

Adeus meus versos, vou-me
Vou voar para onde o vento me levar
Flutuando em uma folha de papel azul
Fique com deus e não me esqueça
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Homem: ainda há salvação “nisso”?

Peço desculpas aos que ofenderei neste desabafo, mas 90% da população masculina são deste jeito miserável do qual estarei falando neste texto. Aos outros 10% leiam, e, por favor, não se ofendam!
Após várias décadas de progresso e quebras de tabus, existe ainda aquela pequena porcentagem de pessoas do gênero masculino que continuam com um hábito desagradável e desrespeitoso para com as mulheres, o machismo.

Sim, um hábito pois, parece ser um ensinamento passado de pai para filho: “Filho, mulher tem que esquentar a barriga no fogão e esfriar na pia”, “Mulher tem que ter cabelo comprido”, “É feio mulher que beber”, “Mulher descente não têm que gostar de sexo”, “A mulher tem que fazer de tudo para agradar seu marido e provedor”... Chega disso! O ser chamado denominado “Mulher” é sim um ser livre como todos os outros, e é um ser tão belo.

A mulher é doce, mas também é forte, nenhum homem aguentaria o que agüentamos. Cólicas, menstruação, filhos, várias tarefas ao mesmo tempo, cuidar da casa e ainda “servir bem o seu marido”. Pelo amor de deus, estamos em 2014 e a maioria dos homens agem como se estivessem em 500 d.c!

Ninguém é dono de ninguém, a sua esposa não é sua propriedade, senhor machista, gordo que fica com a bunda sentada na poltrona vendo futebol na globo! Onde eu trabalho, canso de ouvir a mesma coisa: “Sr. A sra. Fulana se encontra?”, “Do que se trata”, “Assuntos a tratar com ela referente ao banco ####”, “Ah, pode falar pra mim, eu é que cuido das contas dela”, “Cento Sr. Mas eu preciso falar diretamente com ela, já que a ficha está no nome DELA”... E ai eles dizem “Mas eu é que pago”, “Eu é que cuido”, como se a mulher não fosse nada, como se eles pudessem mandar e desmandar, como se fosse uma boneca sem vida onde eles trocam de lugar a hora que bem entenderem.

E ah, o sexo, bem em questão ao sexo não preciso me estender muito, a maioria dos homens quer que a mulher faça o caralho a quatro para eles (desculpem minhas palavras), mas não querem fazer para elas, nós não somos éguas das quais o macho monta, “faz o trabalho”, se satisfaz e sai. Não somos bichos, e acredito que VOCÊ, homem, também não é!

Mulher dá carinho e gosta de receber, quer mimo, quer sentimento, quer se sentir necessária, quer se sentir bela e atraente para o seu homem. Lógico que, assim como existem homens que não deveriam ler isso por serem pessoas maravilhosas, também existem mulheres víboras que merecem umas boas de umas bofetadas!

Então, nesse meu texto, fiz um desabafo referente ao modo que muitos homens tratam suas mulheres ou as mulheres em geral: Como uma propriedade sua, assim como um carro, um aparelho eletrônico, um cachorro. Somos seres iguais a vocês e temos o direto de sermos livres e respeitadas igualmente. Também, peço encarecidamente para as novas gerações de homens: Não sejam como os pais e avôs de vocês, evoluam!


Obrigada pela atenção de todos que leram isso! Pois, escrevi após uma longa análise dos fatos que me cercam, de pessoas e ações das quais não me agradam nem um pouco. 

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Ele

E é ele que está comigo quando eu choro, ele que entende como me sinto (ou tenta), ele que me abraça quando eu mais preciso, ele que me faz rir e chorar de tanto rir. 

Ele que aguenta quando estou na tpm, que suporta ser trocado por um livro, que faz o melhor cafuné e que respeita meu silêncio! O sentido, aquela coisa que eu sempre soube que faltava na minha vida, essa coisa é ele! 

E hoje tudo faz sentido!
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Diálogos da Madrugada!


A garota chega no bar e senta-se num dos banquinhos perto do balcão.

- Pra você querida? - pergunta o senhor dono do bar, olhando-a com ternura.
- Hmm, um amor. - ela olhar ao redor. - E um café, quentes, por favor!
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Frases - Citações no Ônibus


Algumas palavras são como facas em nossos corações, outras são as chaves para a alma.
Então use bem suas palavras, elas podem abrir ou fechar as portas.
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Mais citações no Ônibus


Em seu abraço encontro o conforto de um perdão. Um sorriso singelo e sem pressa. Um beijo apenas e o amanhã não terá fim. 

Não me olhe com esses olhos que enxergam além dos limites das curvas do coração. Você é muito mais que um sorriso bonito. Você é muito mais que suas palavras guardadas a setes chaves. Não saberia descrever-lhe sem essa confusão de palavras.

Você me tem e faz isso tão bem que não há o que contestar. Eu lhe amo, sem mais, sem juras. Estaria me traindo se lhe jurasse amor. Por isso, tão simples quanto é fechar os olhos e beijar-lhe o coração. Abraçar-lhe a alma e prender a respiração. É dar-te essas palavras tão cheias de confusão.

Simples e sinceramente, te amo.

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Citações no ônibus

Eu não vou te dizer o que eu sinto. 
Se você me sente, vai enxergar em meus atos.
Eu sempre fui do tipo transparente, mas hoje sou diferente, sou oculta por trás de palavras.
Cabe a você decifrá-las. 
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Nada Demais


Olá, saudade daqui, o trabalho toma muita energia, eu mal entro no pc, internet menos ainda, não escrevo mais, só durmo, quando acordo sou um zumbi, um robô programado para levantar às 5:50 e só voltar para casa as 18:00. 
Pareço uma velha, até as velhas são mais ativas que eu. Tantos pensamentos, tantas dúvidas e tantos sentimentos misturados. Eu tenho medo, eu tenho sono e fome. Eu choro enquanto sorrio e não deixo ninguém perceber. 
As luzes da cidade a noite são tão lindas, a lua no céu de manhã dando passagem ao sol com seu brilho ofuscante como o dos faróis dos carros. 
O frio e a respiração quente são tão familiares, as mãos frias e os olhos nublados. Esta sou eu, este é meu mundo, minhas dores e meus amores.
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Conversa entre duas Amigas


Anny chega à casa de Ever, ela toca a campainha não demora muito e ouve passos na escada, a maçaneta gira e a porta se abre. Ever estava com os olhos vermelhos e a amiga assustada pergunta o que ouve...
Ever: Entra que eu te conto tudo.
As duas se abraçam ainda na posta e Ever a fecha em seguida. Elas sobem as escadas até chegar ao quarto ligeiramente espaçoso de Ever, Anny senta-se na cama e espera a amiga fazer o mesmo. Estão de frente uma pra outra quando Ever começa a contar.
Ever: Não estou mais com o John!
Anny: Como assim?! Você amava aquele garoto!! O que houve?!
Ever fica em silencio e abaixa a cabeça.
Anny: Ele é gay amiga, porque, pra não querer você, por favor né!!!
Ever: Não, ele não é gay. Ele... ficou com outra.
Houve silencio novamente, agora das duas partes.
Anny: Que canalha!!! Vou dar um soco nele da próxima vez que o ver!!
Ever: Não faça isso! Nós não tínhamos nada, eu não era sua namorada então...
Anny: MAS CARA, vocês se falavam todo dia e ele era supeeeer fofo contigo, se aquilo não era um relacionamento eu não sei o que era! Vocês estavam sempre grudados!
Ever: É verdade, mas, como eu disse, nunca foi oficial.
Anny: Ta, mas, me conta como tu descobriu?
Ever: Ele disse.
Anny: Ann?
Ela estava chocada, como assim ele disse?!
Ever: Ele saiu pra beber com os amigos ontem, e essa manhã recebi um sms de “bom dia” dele, perguntei como foi ontem e ele disse “Foi além das expectativas”. Eu soube na hora o que aconteceu, mas mesmo assim perguntei.
Anny: E o que ele disse?
Ever: “Tu vai ficar braba” e eu respondi “Diz logo kkk”, o sms seguinte demorou pra chegar e eu demorei pra abri-lo sabia o que estava escrito ali, e quando abri estava assim “fiquei com uma guria, fui o único que pegou alguém kkkkkk”.
Ever abaixa a cabeça e espera a amiga falar, mas Anny estava sem palavras.
Anny: QUE FILHO DA PUTAAA, EU VOU MATAR ESSE GURI!
Ever: Não, sério, não vale à pena!
Anny: Como assim não? Cara, ele ficou com outra e te disse!
Ever: Por que eu pedi!
Anny: Ta, mas mesmo assim!! Ele sabe que tu gosta dele e ele disse que gostava de ti!
Ever: Sabe... eu chorei.
Anny: Ah não cara, não quero te ver chorando por causa daquele bosta!
Ever: Sabe que eu não pude segurar né? Eu sempre seguro o choro na frente dos outros, eu choro por dentro, mas não deixo que ninguém perceba. A mãe estava no mercado e eu estava sozinha então desabei no meu travesseiro, depois de 15 minutos chorando eu parei, sequei as lágrimas disse a mim mesma “não vale a pena” e fui tomar um banho.
Anny: Isso não faz muito tempo né? Teus olhos ainda estão vermelhos.
Ever: Não, faz menos de uma hora, a mãe achou que eu estava com cólica, por isso nem foi me chamar.
Anny: Eu quero bater nele!
Ever riu. Logo as duas estavam rindo.
Ever: Esquece ele poh! Não vale a pena, nunca daria certo mesmo!
Anny: Por quê?
Ever: Porque ele quer viajar, morar em outros lugares até o final do ano e eu, bom, quero ficar aqui, trabalhar, ler, estudar, te ver toda a semana... Nossos sonhos não são compatíveis.
Ever olha pela janela, seu olhar está distante.
Anny: Mas, não era tu que disse que iria com ele pra onde fosse?
Ever: Não fui eu, foi à paixão. Ela me cegou.
Anny: Hmm. Então, BEM VINDA DE VOLTA AMIGAA!
Anny a abraçou e a balançou de um lado para o outro, Ever dizia que a amiga tinha o abraço mais acolhedor do mundo e realmente tinha. As duas riram e saíram do quarto.
Ever: Vamos comer chocolate e depois dar uma volta na praça?
Anny: Hmm, tem uns guris lindos lá!
Ever: Essa é a ideia, guris lindos mais eu, igual a muitos beijos!
Anny: Uhullll, isso aeeee amiga! Maas, o chocolate... não vamos abusar ok?!


As duas se olharam, e pensaram a mesma coisa: Que se dane o chocolate, vamos pra praça!!

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Máquina do Tempo


Amo algo inalcançável
Sinto algo inexplicável
Vejo manchas escuras
Toco criaturas invisíveis

Eu estendo os braços, porém, não lhe alcanço
Eu corro, e cada vez mais tu te afastas
Eu grito, e nenhum som sai de meus lábios
Eu amo, porém teu coração já pertence à outra

Ah, se eu tivesse uma maquina do tempo
Juro que faria tudo melhor
Eu lhe alcançaria e lhe abraçaria forte
Faria você me notar

Eu lhe entenderia e não, não discordaria
Eu ficaria em silêncio
Eu saberia ler sua alma pelas cores dos seus olhos
Eu reconheceria um “amo você” em suas palavras

Se eu tivesse uma maquina do tempo
Eu correria mais rápido
Eu seguraria sua mão
E deixaria você comandar a situação

Eu não gritaria, se tivesse uma maquina do tempo
Mas, faria com que você olhasse em meus olhos
E assim, nenhuma palavra seria dita
Apesar de ser entendida

Se eu tivesse uma máquina do tempo
Eu lhe amaria e faria você me amar
Sem pressa, sem sufoco, de mancinho e com jeitinho
E não deixaria, em momento algum, roubarem você de mim

Se eu tivesse uma máquina do tempo, faria tudo isso e muito mais
Sem querer fazer, apenas porque as coisas haveriam de ser feitas
Eu seguiria com o vento e sem medo de errar, de se feliz
Porque eu estaria ao seu lado

É uma pena eu não ter uma máquina do tempo
A vida seria muito mais bonita e colorida
Os sentimentos seriam explicados e eu conheceria pessoas de outros tempos
Mas, como não tenho tal máquina, fico aqui, apenas desejando tempos melhores

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Sangue e lágrimas



Nunca me considerei uma pessoa normal
As pessoas normais não escrevem sobre o amor
Muito menos sobre a dor
Elas se escondem por trás de máscaras mal feitas
Cobertos de mentiras e falsidades
Mas, eu não, eu sempre fui transparente

E todos os meus versos
Todos aqueles que falam de amor e solidão
Foram feitos para você e por causa de você
Escritos com sangue e lágrimas
Em meio a noites frias e chuvosas
Com as mais belas e tristes palavras

Nunca fui de mostrar minhas palavras aos outros
Eles não entenderiam, ah, não mesmo
E eu não quero que eles me vejam
Eu não quero que eles me sintam
Pois só você me sente, e sente tão bem
Só você compreende meu coração

E ele sangra, ele chora, meu peito derrama palavras
Palavras por você e para você
E mesmo que os outros não entendam
E mesmo que os outros não aceitem
Todos meus versos que falam sobre amor
Foram feitos para você

E eu não consigo mais dormir a noite
Porque em minha mente só existe você
Então não me abandone, fique mais um pouco
Leia meus versos loucos, pois somente os loucos entendem
Você e eu somos iguais,
Um coração que sangra e olhos que derramam lágrimas

Porque ninguém mais tem coragem
Porque ninguém mais acredita no amor
Todos usam máscaras e não conhecem a dor
Então fique e leia meus versos loucos
E eu não quero que ninguém me veja
Pois eles não entenderiam

E eu nunca me considerei uma pessoa normal
Pois as pessoas normais não escrevem sobre o amor
Muito menos sobre a dor
Elas se escondem por trás de máscaras mal feitas
Cobertos de mentiras e falsidades
Mas, eu não, eu sempre fui transparente

E eu não consigo mais dormir a noite
Porque em minha mente só existe você
Então não me abandone, fique mais um pouco
Leia meus versos loucos, pois somente os loucos entendem
Você e eu somos iguais,
Somos palavras escritas a sangue e lágrimas.

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Telefonema


No meio da noite o telefone toca, o número é bloqueado, atendo o telefone e uma voz misteriosa sussurra do outro lado da linha "eu amo você". Mas que é, pergunto-me, a ligação cai, passo a noite pensando em quem possa ser, pela manhã recebo um bilhete, "eu vejo você". Um medo invade meu coração, será um ladrão? 
Talvez ele venha roubar meu corpo, meu coração, há alguém cuidando meus passos, o que posso fazer? Chorar, correr, gritar ou simplesmente aceitar que há um estranho me amando?
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Sorria


E sorrir não significa estar realmente feliz, significa ser forte o suficiente para esquecer dos problemas e seguir em frente. Chorar não é sinônimo de fraqueza, ninguém é forte o tempo todo, as vezes os problemas não demasiado fortes para aguentarmos. 

Então sorria, mesmo que seu coração esteja quebrado, levante mesmo sem forças para caminhar, cante mesmo que sua voz esteja fraca e não pare de lutar, mesmo que sua mão não aguente o peso de sua alma!
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Página Arrancada


Arranquei uma folha do meu diário e a joguei pela janela. Esperava justamente que alguém a lesse e entendesse um pouco dos sentimentos das pessoas. Uma semana depois, no jornal dominical havia o seguinte título em uma coluna, “A página arrancada”. Percebi que se tratava da minha “página arrancada”, então parei para ler. Sentei no meu sofá, cujo espaço era perfeito para meu tronco, braços e pernas encolhidos embaixo de uma coberta de lã.

A coluna falava exatamente da ultima folha do meu diário, este, do qual jurei nunca mais escrever, não somente para mim, a partir daquele instante eu escreveria para todos, pois assim, todos entenderiam e saberiam que alguém, talvez muito longe dali, o entendia. A matéria começava assim.
Semana passada, enquanto andava na rua ouvindo música distraidamente, uma folha de caderno bloqueou minha visão, irritado peguei-a e no impulso de amassá-la, parei por um instante e vi que se tratava da data exata do dia, como não resisto a uma boa leitura a dobrei e coloquei no bolso. Chegando à redação, acomodei-me em minha mesa tirando o papel do bolso e comecei a lê-lo. Dizia o seguinte:

‘22/ 08/ 12 – Como tudo terminouOlá, seja lá quem estiver lendo, me chamo Lúcia e esta é a ultima vez que escrevo algo só para mim, quero compartilhar algo com você, peço paciência, obrigada.
Foi no ano passado, quando tudo começou. O conheci por meio de amigos, via-o somente de longe, achei-o interessante, porém só fui puxar assunto algumas semanas depois. Estávamos na rua, eu sozinha como sempre e ele acompanhado de um amigo, seu cabelo estava diferente, havia cortado, chorei por dentro, pois seu cabelo era tão bonito comprido. Andei mais rápido para alcançá-los até que perguntei “por que cortou o cabelo, era tão bonito?”, ele me respondeu espantado que cortara por causa do trabalho, ponto assunto acabado, ri e o amigo dele também, lhe lembrei que era amiga de uns amigos dele e ele soltou um breve sorriso desconfiado, corei e disse que tinha pressa, dei tchau e fui embora, sem dúvida, devia ter me achado uma louca.
Passaram-se algumas semanas, ele se aproximou de mim em uma festa, trocamos números de telefone, começamos a nos falar com mais freqüência, ficamos amigos, estávamos sempre juntos. Indiquei alguns livros para ele, ele algumas músicas para mim. Os meses se passaram rápido demais, tivemos alguns relacionamentos frustrantes, cada um chorou no ombro do outro em certos momentos. Eu me preocupava muito com ele, considerava-o importante demais, tinha até um tanto de ciúmes quando aparecia com uma garota nova, que logo o magoava.

Um garoto que eu estava namorando terminou comigo por ciúmes de nós, da nossa amizade. Éramos muito íntimos, chorei tanto, fiquei tão brava, mas ele estava lá, ele sempre esteve! Até que chegou uma manhã, ele estava na minha casa, havia me acordado em pleno domingo, eu estava fazendo café e ele arrumando os fios do vídeo game, quando me dei conta que o amava em segredo há meses. Não havia notado antes, mas toda aquela preocupação e todo aquele ciúme não eram normais.
Com cuidado levei uma xícara para ele e mantinha a minha entre os dedos da outra mão. Acho que te amo, disse baixinho, seus olhos voltaram para mim espantados, ele pegou a xícara e se sentou, ainda boquiaberto. Seus lábios se abriram, tentando falar algo, mas calou-se novamente, até que soltou “Porque disse isso? Está brincando comigo, não é?”. Não, certamente eu não estava brincando com ele, voltei a dizer “Acho que te amo, veja bem, me preocupo excessivamente contigo, tenho ciúmes quando anda com outra garota e sinto sua falta a cada instante, se isso não for amor, não sei o que pode ser!”.
Naquele instante ele soltou a xícara e veio em minha direção, sentou-se aos pés da poltrona da qual estava sentada e me disse “Então me beija, se me ama”, gelei olhando para aqueles olhos castanhos cor de chocolate. Larguei minha xícara também, sentando-me ao lado dele no chão, meu coração poderia saltar por entre meus lábios, estava nervosa demais, minhas mãos tremiam e mesmo assim pus uma delas em sua nuca e acariciei seus cabelos negros. Não tinha olhos para mais nada além dele, sua mão pousou na minha cintura, então nos aproximamos parando a centímetros dos lábios se tocarem, os olhares se cruzaram e os lábios uniram-se, num beijo demorado e de parar o coração, se pudesse prolongaria aquele instante por mil anos.
Tínhamos um namoro, mais amizade do que namoro. Algumas semanas depois de termos encontrado o amor, unimo-nos, ele me passou a confiança necessária para que eu o desejasse do modo que se não o tivesse poderia sufocar. Tomamos banho juntos, lavei seus cabelos e ele os meus, deitamos no sofá e ficamos ali, sentindo o calor um do outro, adormeci.
Acordei quando as brigas começaram, as discussões por ciúmes, ciúmes vindo dele. Éramos muito felizes, mas ao mesmo tempo tão infelizes, fazia de tudo para não brigarmos, mas sempre havia um motivo do qual eu nunca sabia, mas eu sempre tinha culpa por deixá-lo com raiva, ciúme, “vontade de matar alguém”.
Até que chegou o dia que não aguentava mais, brigávamos todos os dias, eu andava no trabalho feito um zumbi, mal comia, só dormia, estava fraca e deprimida. Terminei, não foi uma escolha fácil, na verdade a mais difícil que eu fiz, ele chorou, eu chorei, voltamos umas três vezes, aceitei a promessa de não haver mais brigas, porém sempre havia.

Mas a ultima briga foi a gota d’água, não vem ao caso o porquê, quando e como, só importa que terminamos de vez, embora o amasse loucamente. Chorava todos os dias, ainda choro, mas com menos freqüência. Fui a casa dele uma semana depois, tive uma recaída, ele estava frio comigo, chorei na frente dele e provei que o amava, que o motivo do qual havia terminado era porque não tínhamos sido feitos para ficar juntos, infelizmente.
Meu aniversário se aproximava e eu pedi que ele tocasse para mim, meio a contra gosto ele tocou uma música que tinha ouvido uma vez apenas, chorei ainda mais, porém ele sorria. No instante em que o olhei fixamente ele me roubou um beijo, o ultimo, a despedida, chorei como se as torneiras de lágrimas estivessem abertas.
Transamos, foi um erro da minha parte, acho que tudo foi um erro meu, do começo ao fim, minha culpa. Se não tivesse dito que o amava nada teria começado e sem um começo não há um fim. Nos afastamos depois disso, ele tentou se aproximar, porém eu não deixei, não podia, se não eu correria o risco de querer voltar.
Um mês depois de cortarmos contato soube que ele estava namorando outra garota. Ele, que havia me jurado amor, ele que disse que me amaria para sempre e que nunca se esqueceria de mim, estava chamando outra garota de “princesinha, gatinha e baixinha”.
O homem que eu amei, sendo como amigo, irmão ou namorado, havia morrido e permanecia apenas em minhas lembranças. Ainda o amo, mesmo tentando reconstituir minha vida e aceitando convites de outros caras para sair. Fico pensando se fui eu quem criou esse monstro, ele mudara muito desde que o conheci, muitos haviam dito isso.
E o pior de tudo é que eu o odeio, odeio o fato de não poder o odiar, odeio o fato de o amar tanto, com todos os seus defeitos, mesmo estando com outra, mesmo não estando morto como em meu coração.

Criei um blog e vou começar a escrever lá, um caderno velho abriga muitos sentimentos, é perigoso ele pegar fogo e minhas palavras serem perdidas, pelo menos em um site, um passa para outro e assim meus sentimentos passam de coração em coração aliviando esta dor conhecida, porém nunca admitida.

Obrigada, querido estranho, por ler esta página arrancada, não somente de meu diário, mas de minha alma e de meu coração.’

Não agradeça, querida Lúcia. Peço que se for possível, entre em contato comigo, sua história é linda, porém sofrida. Boa sorte daqui em diante e não chore mais. Até a próxima semana, com uma nova coluna.

Então, senhor colunista, obrigada por levar a milhares de pessoas minha história, espero ter acolhido em um abraço muitos corações sofredores, porém prefiro não ser identificada, espero que ele leia isto e se lembre de nós, que seja muito feliz e que siga sua vida, como estou fazendo com a minha.

Como diz em um livro que estou lendo:

“Aprendi que amar não significa estar junto, mas sim querer ver a pessoa feliz, mesmo que isso custe a sua felicidade.” 
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Texto sem nome...


Eu queria poder me libertar. Ser livre e voar, sem ter alguém para me prender ou dizer que devo fazer algo que não me agrada. Sinto-me sufocada, me afogo em minhas mentiras a cada instante que passa, mentiras ditas a mim mesma para tentar me convencer de algo.

Todos nós queremos colo, todos nós precisamos de um abraço acolhedor, de alguém que se importe conosco, de uma ligação inesperada, daquela voz aveludada no outro lado da linha te perguntando se está bem.

Eu só queria poder chorar e gritar pra todos ouvirem que o amo, mas ninguém quer ouvir, ninguém aceita isso vindo de mim. É triste não poder ficar com quem se ama, é sufocante, é sorrir todos os dias com um espinho cravado em seu pé, é uma dor que não passa, se disfarça, mas sempre está lá.

Eu sempre fui travada nesse sentido, sempre tive dificuldades em me abrir e confessar o que sentia, sempre achei que me xingariam ou não entenderiam. E realmente, não entendem, eu preciso viver isso, mesmo que digam “isso passa”, “isso é paixão que logo acaba”, deixem me viver isso, se vocês tiveram, deixe-me ter.Enquanto o encanto não passar, será doloroso para mim, será doloroso para os outros.

Sou muito sentimental, sei disso, talvez esse seja meu ponto fraco, mas também o mais forte. Quero fazer minhas escolhas, quero alçar vôo, já está na hora de andar com minhas próprias pernas. Neste momento gostaria de ser mais velha e independente, é irritante depender dos outros, ser mandada e ter que obedecer, minha vida, minhas escolhas, por mais erradas que sejam, quero tentar, dêem-me um voto de confiança.

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Liberdade


Sou do tipo de mulher livre, ninguém me prende, ninguém me doma. Quem o tenta, acaba me perdendo. Quem me tem, é de corpo, alma e coração, minha palavra é lei, se amo, cuido, respeito, faço de tudo. O problema é que o homem inventou o ciúme, meu maior inimigo, ele acaba com meu coração, o quebrando em pedaços tão pequenos, que são tão difíceis de concertar.

Eu aviso ao ser ciumento, para que pare com isso antes que eu vá. Mas ele não me ouve, e eu vou, sem rumo, apenas vou, levo comigo meus sentimentos, meus amores, pois eu não deixei de o amá-lo como ele é, porém, ele nunca me amou como eu sou.

Sou desse jeito, meio desengonçada, amorosa e carinhosa, meus amigos ocupam grande parte do meu coração, só que ele tenta competir com esse sentimento, e o ciúme ganha, eu perco, e vou, o deixo apenas com suas lembranças feridas.

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A Fera...


Sabe, de todas as princesas da Disney eu sempre preferi a Bela (A Bela e a Fera). Além de ela não ser uma princesa (e loira), ela adora ler, é simples, não se apaixonou pelo fortão bonitão que a queria.

Ela não foi acordada por um príncipe, não foi a um baile a procura de um marido. Ela foi ao castelo da fera para salvar seu pai, ela lutou contra seus medos, ela lutou até o final, sempre com uma doçura inabalável, salpicada com grandes lições de moral e comportamento.
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Carta à Presidenta!


Vossa excelentíssima Presidenta, escrevo-lhe esta carta para informar que, caso não saiba, o ensino no país está precário. Pense bem, o Brasil está em 6° no ranking de economia, entretanto, se encontra em 88° em educação. Estranho, não é? Temos entre 4 e 5 horas darias de aula, sendo que em outros países as crianças passam cerca de 8 horas na escola, além de terem mais anos letivos, comparados aos nossos.

Além da carga horária diminuta, temos que aguentar professores desqualificados, que não sabem ensinar. Sem falar que, a infraestrutura das escolas é precária. Peço encarecidamente, que olhe mais para a educação do nosso país, pois educando as crianças não terás que punir os homens, sendo assim, mais educação e menos temor nas ruas. 

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Às vezes me vejo triste...


Às vezes me vejo triste, eu sou um incomodo. Mesmo tentando fazer as coisas da melhor forma, acabo errando, e isso é tão frustrante! Sinto-me sozinha, acabada, sem forças, neste momento seria ótimo um ombro amigo.

Acho que não sou boa em muitas coisas, na maioria das vezes me preocupo mais com os outros do que comigo mesmo, deixo-me levar pelo coração, e acabo escolhendo a razão nas horas mais erradas! Quando a noite chega, eu choro. Não me resta muito, mas pela manhã prometo melhorar. Sou humana, com todos os direitos e defeitos, mas uma chance alguém me da? Não. Simples assim, os olhos de reprovação são cruéis.

Vá embora, me deixe sozinha, não posso chorar em paz, me pergunto! As lagrimas lavam a alma, ou inundam de vez o coração. Desculpe-me se não sou boa o suficiente, fiz meu melhor, mas se mesmo assim é pouco, só lamento.
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Namoro


Tenho que confessar que, nunca tive um namorado por mais de quatro meses. Muitas chances de ser feliz foram desperdiçadas. Amei e não fui amada, fui amada e não amei, tentei amar quem me amava, e no fim, não amei.

Foram tantos desencontros, tantas ilusões. Nunca ouvi um 'eu te amo' sincero, nunca levei um namorado em casa, nunca senti aquela atmosfera tensa no ar quando meu pai e ele se olharam e apertaram as mãos, nunca deitei na cama com ele, nunca nos balançamos na rede, nunca deitei em seu peito.
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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.