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O que faz seu sumisso ser triunfante?

Quando você decide dar um tempo na/da vida. Quando a vida dá um tempo de você. Quando você chega tão cansada em casa, todos os dias, e mesmo assim emoldura um sorriso na paisagem que são seus lábios.
É quando enxerga poesia nas coisas mais banais, quando você abraça cada coisa que lhe faz bem, inclusive você.

Seu sumisso te faz triunfante quando você ergue o rosto e não deixa nada estragar seus planos. Quando você tem um blog, muita coisa pra falar, mas te falta um empurrão, porque esse tempo que você e a vida deram lhe tirou a paixão de publicar e demonstrar todo seu transbordar.
Quando você liga só para dizer que não vai poder falar comigo, porque não está bem (mas tá tudo bem) e quer ficar sozinho consigo mesma.

Quando você quer gritar, quebrar e chorar, mas sabe que o melhor remédio é outro e não está nos braços de alguém, porém, ainda aceita o chamego do colo alheio, que lhe faz igualmente bem (mas somente quando você sabe que é tudo que precisa ter).

Você triunfa quando todos estão dizendo o contrário:
Fracassado!
Vai quebrar a cara!
Eu avisei!
Tá sendo precipitado!
E mesmo assim você segue seu coração, e quebrando a cara ou não, sabe que fez o certo. Isso se chama vitória (sobre você, sobre os outros, sobre as coisas, e principalmente, sobre a vida).

Ps: Carta aos meus queridos

Perdoem-me pelo sumisso. Eu precisei ir alí na esquina, na outra quadra e depois na outra cidade, fora de mim, aprender a ser mulher, aprender a ser gente, aprender a me amar e isso demorou alguns meses.
Hoje eu estou de volta. Novamente. Renovada.
Hoje, sou mais mulher do que minha paixão por livros permite que eu compre. Do que meu tesão aceita que eu fique sem sexo. Do que minha criatividade consegue ser contida e medida. Do que meu coração consegue segurar os impulsos da paixão. Do que meu ser cabe em mim.
Se amar é o primeiro passo para qualquer empreitada da vida.
É produto raro e escaço. Mas, viciante.
Aliás, 'tu vicia'.
Beijos, prometo não demorar a voltar novamente.

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Para onde vai toda a raiva guardada?


Acho que a gente sempre tem aqueles dias que acorda azedo, com o rabo atravessado como diz a minha mãe. Hoje meu computador deu uma estragadinha básica e dai já viu. Sai de casa cuspindo fogo, coitadinha da minha mãe e da minha irmã que tiveram que escutar toda aquela merda que eu falei. Enfim, segue uns versos não tão bonitos para espairecer um pouquinho!

Pra onde vai toda essa raiva trancada a sete chaves?
Onde fica toda essa dor que te rasga o peito
E esse fogo que te queima a garganta,
Que aperta os punhos,
Que te faz cerrar os dentes até doer o maxilar?
Pra onde vai toda essa mágoa azeda
Que te faz salivar mais do que gostaria?
Pra onde vai a frustração da infância,
Que foi mal resolvida?
Quem se importa com as gavetas mal fechadas?
Com as portas destrancadas e as correntes,
Que outrora faziam voltas nas trancas e juntas
Hoje se encontram enferrujadas e destroçadas pelo tempo?
Quem vive, talvez, uma vida agitada, 
Uma vida complicada,
Uma vida repleta de sentimentos engasgados.
Esses, talvez, saibam te responder
Todas essas indagações.
Hoje eu já não posso mais falar por mim
Sou água corrente
Rio afluente
Que deságua no mar tempestuoso 
Que é o coração alheio.
Nada mais sei de mim
Do que fui ou serei.
Só sei que sigo e sigo sem olhar para trás,
Para as portas que me prendiam, 
Para as mágoas que inventei para meu bel-prazer. 
Só sei que sou o que tiver que ser, 
E pergunte ao seu deus, 
Se for necessário
De onde vim e para onde vou.



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Pequeno desastre

O que posso dizer
De mim mesma?
Sou feita das minhas escolhas
Das colheres de chá que dei
Das noites que abdiquei
Sou feita de devaneios
Das nuvens tempestas 
Das lágrimas furtivas
E dos gritos de raiva
Mas, sou calma
Como o mar de ressaca
Como o vento antes da tempestade
Acho que sou esse tal de tsunami
Invadindo a alma alheia com minhas loucuras
Sou feito flor na alge do inverno
Fora de época, 
Prestes a morrer de frio
Sou o doce que vai ser comido pelo felino do vizinho
Sou os olhos fechados diante do sol quente
Sou o sal do mar
O cabelo sem cor
Sou as manchas no rosto causadas pela idade
Eu sou
Cada
Pequeno
Desastre 

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Das coisas que talvez eu saiba


Há coisas que talvez eu saiba
Mas nego
Por medo ou imaturidade
Como o fato de eu te ver 
Em minha mente
Todos os dias 
Ou o fato de eu desejar ter-lhe
Nos braços
Somente mais uma vez
Afagar seus cabelos negros
E beijar os seus olhos cinzentos
De adormecer com o calor do seu corpo
Contra o meu
Sentir sua respiração contra minha própria pele
Pois lhe daria, se pedisse
Poder tocar as curvas dos dedos
E desenhar o arco da sobrancelha espessa
Ou o vinco do lábio superior rosado
Quem me dera que um sonho me levasse
Novamente ao seu encontro
Amor das minhas vidas
Alma que é parte da minha
Aguardo seu retorno
Para o ventre que carrego somente para o dia
Que dele tu puderes nascer
Para o bebê que sonhei ser meu filho, um menino lindo que chamei de Mikhail.
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Eu em mim mesma

Não me diga,
que meu sofrimento é passageiro
somente eu sei
o destino do meu veleiro.
Somente eu, 
em meio à tempestade,
sinto a dor e o frio da chuva
que cai e cai,
freneticamente
em meu rosto.
Somente eu posso calcular
a quantidade de dor
que meu ser suporta.
Somente eu sei
dos meus sentimentos
os inícios
e os fins.
Então, meu amor
não digas o que eu preciso
e se preciso
de um médico,
de "me tratar"
porque só eu
sei
o que se passa
no meu lar.

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Das Lágrimas

As minhas lágrimas
De dor
Jorram sangue
E as de amor
Suspiros
Soprados ao vento
Quem sabe um dia
Amor
Tu possas amar
Como um dia eu amei
Quem controla o tempo
E o destino
É um ser belíssimo
E talvez o mais solitário
Dentre os imortais
Quem tece o fio da vida
E escreve em linhas tortas
Provável que seja
Quem muito amou
Muito doou
E pouco recebeu
E quem dera eu
Um dia
Poder ser dona do meu destino
E das gotas de orvalho
Que choro pela manhã

- Muryel Oliveira

Parte do desafio dos quatro dias que a Mirian Sodré me marcou.
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(Na)Morar


A casa da gente
Pode ser um casebre
Ou uma mansão
Mas, isso não importa agora não

A minha casa é campo alegre
Sem início, nem fim
A minha casa é onde, cansada
Repouso a alma

Pela minha casa muitos passam
Mas, poucos realmente ficam
A minha casa é morada do sorriso solto
E dos bolinhos de chuva ao fim de tarde

Tem casa que abriga duas almas, um cachorro e um papagaio
Ou, tem aquelas que abrigam os corações e sonhos perdidos
Na minha casa, eu abrigo meus amigos
Alguns amores e poesia

Eu me pergunto: Por que tem casas como a minha
E outras totalmente vazias?
É injustiça divina, fazer de pessoas casas cheias de magia
E outras jardins abandonados pelas flores

Acho que tem gente que nasceu pra ser morada
E tem gente que nasceu pra morar
Por isso, quando gostamos de alguém
Chamamos (na)morar

Então venha
Sem acanhamento
(Na)morar a minha morada
Tão cheia de bem querer!

Desafio proposto pela minha amiga Mirian Sodré, no facebook (quem quiser ver, clica aqui), em breve teremos mais!

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Máscaras


E as brumas das incertezas se dissiparam
E na décima segunda badalada
As máscaras caíram

O salão cheio de espelhos
Mostrou silhuetas sem rostos
Molduras adornadas para almas vazias

E eu era a única alma viva
Dentre tantos naquele baile
A unica imagem refletida no espelho

E aqueles olhos profundos e sedutores me hipnotizaram
E seus lábios desejavam meu sangue doce
Eu estava no covil do morcego, daqueles que fogem da cruz

A lua brindava ao banquete
As lágrimas me escorriam na face pálida
O coração acelerado, suplicando aos céus por ajuda

O meu vestido cor de fogo e os lábios pintados, rubros.
Eram um convite, eu era o banquete
Eu era a corça e eles os lobos

A máscara caiu, meu bem, não se esconda mais nas sombras do quarto
Eu vi seu pior ângulo, sua silhueta sem rosto no espelho
Eu sou a luz, o amor e a vida, não roube isso de mim

Sinto muito, meu caro, mas está é a última noite em que serei seu banquete
Sua máscara caiu, eu vi seus olhos negros desejarem meu pescoço
Não por amor ou desejo, mas por sede de sangue

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A menina


Eu vi uma menina correndo pela floresta, longos cachos cor de cobre, o vestido âmbar.
Ouvia-se os cavalos não muito longe
A terra estava molhada e escorregadia
O medo banhava seu corpo

Ela corria
Lágrimas caiam de seus olhos
As sardas do seu rosto escondidas pela terra
A floresta pregava peças nas pessoas

Os olhos atentos perderam-se
E os cavalos estavam cada vez mais perto
Os homens de ferro queriam pegá-la
Mas para onde fugir?

No meio da clareira
Olhando para o topo das árvores
Um raio de esperança
Brindou-lhe os olhos

Uma mão, um sujeito
Um anjo salvador
Puxou-a para as árvores
Ajudou-a escalar

Os cavalos passaram abaixo de seus pés
Estava salva
Nos braços daquele jovem de cabelos negros como a noite
Olhos distantes e sorriso inocente

Ah, o amor
Nunca seria o mesmo após aquele dia
Acordou como se estivesse em um sonho perfeito

De volta para sua dura realidade
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Guerreiro do Inferno


E certo dia eu o vi em minha cama
Forte e alto, com a pele morena e quente
Minha respiração parou com seu olhar
Que despia todas as minhas barreiras

Ele era minha perdição e eu sua salvação
Eu me apaixonei por um guerreiro do inferno
Perdi-me em seus abraços
Afoguei-me em seus lábios

Muitos me julgaram uma bruxa
Muitos quiseram me queimar
Mas o que eu podia fazer, senão aceitar ele me amar?!
E como me amava aquele homem com olhos tristes

Eu era tão pequena em seus braços
E seu coração parecia querer-me dentro dele
Ele tinha seus pecados para pagar
E eu o aceitei ao meu lado

Eu me apaixonei por um guerreiro do inferno
E ele me deu sua vida, um lar e um amor maior que o mundo
Minhas noites nunca mais foram solitárias
E meu coração estava cheio de amor

Então não me tirem isso, eu supliquei
Mas o sacerdote era cruel, ele não entendia
Meu guerreiro só buscava o perdão
O meu perdão talvez, meu amor em troca

E então ele se foi, com medo de me perder
Ele era minha perdição e eu sua salvação
E todas as noites eu o esperava
E todas as noites em meus sonhos ele estava



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Adeus Palavras


O que são versos, senão fragmentos de sentimentos
Pedaços perdidos e solitários de uma alma
O que são palavras senão pensamentos incompletos
Pensamentos cheios de ferocidade

A tristeza é a chave para as minhas palavras fluírem
Ela embriaga os sentidos e os deixam mais favoráveis aos versos
Eu temo ser infeliz, porém temo por não escrever
Ah se eu pudesse criar versos com o amor

Os versos de amor são tão cheios de flores
São inevitavelmente lindos
Mas os versos de dor, ah, esses são maravilhosamente conhecidos
Todos os adoram em silencio

Talvez o fracasso esteja eminente
Talvez as guerras voltem à terra quente
As doenças e a desgraça
Temo pelos versos nunca escritos

Sou tão egoísta meu deus
Gostaria apenas que meus versos fossem lidos
Talvez na penumbra da noite
Ou em voz alta pela manhã

Não temo a morte e nem a solidão
Temo a perda de minhas palavras
De meus sentimentos nas pontas dos dedos
Temo por minha mãe e minha irmã

Rezo por meu pai e que ele seja feliz
Ao meu coração, nada peço
Nem mesmo uma gota de misericórdia divina
Que deus guarde suas bênçãos aos justos

Eu já devo muito e carrego comigo muita dor
A dor é aquele ser pequeno que se alimenta das lágrimas
Do amor sofrido e incompreendido
Das palavras ditas e mal compreendidas

Adeus meus versos, vou-me
Vou voar para onde o vento me levar
Flutuando em uma folha de papel azul
Fique com deus e não me esqueça
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Lágrimas de Sangue


Há uma história que eu quero contar
Foi há muitos anos atrás
Quando as guerras reinavam sobre a terra
E tudo era resolvido pela espada
Sua honra era decidida
Enquanto o sangue jorrava

Essa é a história de uma bela mulher
Com longos cabelos negros (os mais belos)
Sua família na guerra, seu amado em seus braços
E o pequeno irmão aos seus cuidados
Mas um dia tudo acabou
Seu amado sumiu e seu irmão morreu

E então ela chorou lágrimas de sangue
E o fogo queimou seu coração
Ela não precisava de seus cabelos
Então o cortou, algo nela também morreu
Seu destino era a guerra
Era lutar com seu pai e o outro irmão

Ela cavalgou noite e dia
Seu coração despedaçado ardia
E em uma manhã qualquer ela reencontrou
O que sobrou de sua família
Eles choraram, mas ela queria justiça
Contra o exercito negro aquela mulher lutou
Não havia nada a perder, ela disse

E o dia de ter sua honra de volta chegou
Em meio a uma luta seu amado ela encontrou
Ele fazia parte das trevas
O homem que matou seu irmão
O homem que despedaçou seu coração
Morte ao miserável! Seu peito gritou

O sangue banhava seu rosto
Mas ela não desistiria até arrancar seu coração
O coração daquele que feriu sua alma
Um raio de sol no céu iluminou seu caminho
E um coração morreu naquele dia
E lagrimas de seus olhos brotaram

Me acorde quando tudo acabar
Ela pedia em seu coração
Mas sua armadura era mais forte que isso
Adeus meu amado
Você não está mais em meu coração
Tudo havia acabado, a guerra chegou ao fim

Em um tempo onde a honra era tomada pela espada
Onde a vingança inundava os corações
Ela só queria justiça
Só queria sua vida de volta
Mas ela se tornou tão solitária
Que seu fantasma ainda vaga pelo mundo
Encorajando aqueles que buscam justiça


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Ligação


Noites frias em pleno verão
A cada dia que passa
Eu parto mais o que restou de meu coração
Qual é o sentido de tudo isso?
Amor, porque você não atende ao telefone?
Eu já estou cansada de ligar
Já estou cansada de amar a mesma pessoa

Amor, você me odeia tanto assim?
Porque não atende ao telefone?
Nas noites frias e solitárias
Eu fico olhando as estrelas
E esperando por uma resposta sua
Mas ela não chega

AH, isso é tão triste
Não me torture amor
Qual é o sentido de tudo isso?
O meu modo de amar
É mais intenso do que o das outras pessoas
Então amor, pare de me evitar
Você sabe que eu posso arrancar seu coração

O ser humano é um bicho estranho
Ele mata por prazer
Ele diz coisas sem sentir
Você me odeia tanto assim amor?
Então, porque não atende ao telefone?
Seu coração mentiroso está cheio de teias
Da sua boca, só saem doces mentiras
E a cada dia que passa
Eu parto o que restou do meu coração

Vá embora e não volte nunca mais
Não me ligue, nem chame meu nome
Não me faça juras, você as descumpre
Muito antes de prometê-las
Noites firas de verão
Eu quero que o vento sopre
E congele meu coração

Agora me diga, amor
Qual o sentido de tudo isso?
Não diga que me ama!
Não me torture, por favor
Apenas atenda ao telefone
E diga que não me ama
Atenda, atenda ao telefone
E me diga adeus... apenas adeus

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Cansaço


Talvez eu precise beber
Talvez eu precise chorar
Afogar-me no álcool
Inundar-me nas lágrimas

Ah, dias cruéis
Ah, noites mal dormidas
Ah, pensamentos insanos
Ah, coração ferido

Mal posso esperar
Para o dia acabar e eu voltar para casa
Pegar um ônibus lotado
E ficar pensando nas coisas certas

A água do chuveiro é quente
Faz-me pensar nas coisas erradas
Que levaram minha alma à loucura
E meu coração à ruína

Ah, dias chuvosos sem nenhum raio de sol
Ah, brilho ofuscante de uma palavra doce
Ah, dor que não cessa
Ah, lágrimas que não caem

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Marca de Batom


Eu já não sei mais o que fazer
Tenho meus olhos vendados
Minhas mãos atadas
E um coração ferido

Ah amor, foi uma tortura
Você saiu sem dizer aonde ia
E voltou com uma mancha de batom vermelho
Na sua camiseta branca

Eu o vi da janela do meu apartamento
Com outra em seus braços
Você sorriu para ela
Como sorri para mim

E todas as juras de amor
Que eu fiz para você
Não valeram nada?
Ele diz: Não é nada sério baby!

E isso me dói ainda mais
Eu pensei que você fosse diferente
Pensei que fosse o cara certo
Para completar meu coração

Mas você só o deixou vazio
E ardendo em meu peito
Você ateou fogo em mim
Queimou meu coração e secou minhas lágrimas

Depois de hoje eu não esperarei
Você voltar para casa
Eu irei embora como você foi
Sem dizer para onde

E quando eu voltar para casa
Meu batom vermelho estará borrado
E não meus olhos, manchados de preto
Como eu sempre fico quando você me faz chorar


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Coração Derretido


Ele derreteu meu coração
Mas, não do modo bom
Não, ele não me amou
Ele fez meu peito derramar lágrimas de dor

Ele me aqueceu em seus braços
Fez meus lábios desejarem
Somente os dele
Para depois trocar beijos e juras com outra

Eu poderia arrancar meu coração
Mas, ele já o fez por mim
Ele derreteu meu coração
E o fez escorrer pelo meu peito

Meu coração que um dia o amou
Foi enganado mais uma vez
Eu que gritei que o amava
Hoje, sinto que tudo foi em vão

Eu o diverti com palavras
Ele se divertiu com meu coração
Palavras doces ditas para iludir
E um coração fraco que acreditou

Eu vou desmaiar
Meu peito dói
Meu coração se esvai
E ele continuará mentindo

Tola eu, que pensei
Que ele me amava
Pobre do meu coração

Que se derreteu com um beijo

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Loucura


Eu lembro como se fosse ontem
Quando você me parou
No meio da rua
E disse que eu era linda

Ele é louco, eu pensei
Mas, amei sua loucura
Ele alegrou meu dia
Com seu sorriso doce

Todos os dias eu o esperava
Naquela mesma rua
Naquele mesmo horário
Só para ver seu sorriso mais uma vez

E quando eu lhe via
Meu coração parava
Eu sei, era a jaqueta de couro
E o cabelo desarrumado que você usava

Sempre cantarolando Pink Floyd
Com um ar distraído
Porém, seus olhos sempre me encontravam
E logo o sorriso aparecia

Você foi meu sol de verão
Em pleno inverno
Foi minha doce paixão

E meu louco amor
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Sem querer


Eu andava sem rumo
Por todos os lados havia dor
As portas eram fechadas
Quando eu passava as luzes apagavam

Nunca soube o que fiz para merecer
As dores do passado
Os cortes e as feridas
Feitos por pessoas amadas

Então você apareceu
E foi como se todas as luzes se acendessem
Você colou meu coração pedaço por pedaço
Mesmo sem querer

Você me abraçou forte e em silêncio
Sem saber que era disso que eu precisava
Você me beijou e adoçou minha alma
Quando meus lábios eram frios e minha alma amarga

Você abriu as portas para eu entrar
Mesmo sem merecer, você me acalentou
Na sua simplicidade você foi completo

E mesmo não querendo, fez eu te amar

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Reconquistar


O que eu preciso fazer para reconquistar seu amor?
Todas as noites eu clamo a deus
Para que ele ouça meus pedidos
E traga você de volta para mim

Tempo, preciso de mais tempo
Tenho que reconquistar seu amor
Mas o que farei?
Ah, isso eu não sei!

Eu farei o que for preciso
Então olhe em meus olhos
Eu te guiarei por entre as estrelas
E te mostrarei meus sentimentos

Dê outra chance para o nosso amor
Venha olhar o céu estrelado comigo
Deite aqui do meu lado
Esqueça um pouco os problemas que nos separam

Apenas me deixe reconquistar seu amor
Deixe-me te roubar um beijo
Mesmo que seja o ultimo

Pois eu pedi a deus que o trouxesse de volta

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Coração de Ferro


Eu sou um amontoado de emoções
Sentimentos gravados em meu coração de aço
Não sei em que direção eu vou
Nem sei por onde começar

Estou perdida neste mundo vazio
Por todo o lado vejo pessoas frias
Vazias de sentimentos
Elas pisam em mim

Não sou nada e ao mesmo tempo sou tudo
Tudo o que elas desejariam ser
Maquina perfeita, um corpo eterno
E um coração artificial que consegue amar

Eu verei sua vida vazia passar
Eu o amarei e sei que você não vai notar
Pois, você é cego e não vê um palmo a sua frente
Você é 100% razão e não há espaço para emoção

Se eu que sou de ferro posso amar
Porque a humanidade de carne e ossos não?
Varias vidas, milhares de encarnações
Quem sabe em uma próxima vida, você me veja


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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.