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O que faz seu sumisso ser triunfante?

Quando você decide dar um tempo na/da vida. Quando a vida dá um tempo de você. Quando você chega tão cansada em casa, todos os dias, e mesmo assim emoldura um sorriso na paisagem que são seus lábios.
É quando enxerga poesia nas coisas mais banais, quando você abraça cada coisa que lhe faz bem, inclusive você.

Seu sumisso te faz triunfante quando você ergue o rosto e não deixa nada estragar seus planos. Quando você tem um blog, muita coisa pra falar, mas te falta um empurrão, porque esse tempo que você e a vida deram lhe tirou a paixão de publicar e demonstrar todo seu transbordar.
Quando você liga só para dizer que não vai poder falar comigo, porque não está bem (mas tá tudo bem) e quer ficar sozinho consigo mesma.

Quando você quer gritar, quebrar e chorar, mas sabe que o melhor remédio é outro e não está nos braços de alguém, porém, ainda aceita o chamego do colo alheio, que lhe faz igualmente bem (mas somente quando você sabe que é tudo que precisa ter).

Você triunfa quando todos estão dizendo o contrário:
Fracassado!
Vai quebrar a cara!
Eu avisei!
Tá sendo precipitado!
E mesmo assim você segue seu coração, e quebrando a cara ou não, sabe que fez o certo. Isso se chama vitória (sobre você, sobre os outros, sobre as coisas, e principalmente, sobre a vida).

Ps: Carta aos meus queridos

Perdoem-me pelo sumisso. Eu precisei ir alí na esquina, na outra quadra e depois na outra cidade, fora de mim, aprender a ser mulher, aprender a ser gente, aprender a me amar e isso demorou alguns meses.
Hoje eu estou de volta. Novamente. Renovada.
Hoje, sou mais mulher do que minha paixão por livros permite que eu compre. Do que meu tesão aceita que eu fique sem sexo. Do que minha criatividade consegue ser contida e medida. Do que meu coração consegue segurar os impulsos da paixão. Do que meu ser cabe em mim.
Se amar é o primeiro passo para qualquer empreitada da vida.
É produto raro e escaço. Mas, viciante.
Aliás, 'tu vicia'.
Beijos, prometo não demorar a voltar novamente.

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Pequeno desastre

O que posso dizer
De mim mesma?
Sou feita das minhas escolhas
Das colheres de chá que dei
Das noites que abdiquei
Sou feita de devaneios
Das nuvens tempestas 
Das lágrimas furtivas
E dos gritos de raiva
Mas, sou calma
Como o mar de ressaca
Como o vento antes da tempestade
Acho que sou esse tal de tsunami
Invadindo a alma alheia com minhas loucuras
Sou feito flor na alge do inverno
Fora de época, 
Prestes a morrer de frio
Sou o doce que vai ser comido pelo felino do vizinho
Sou os olhos fechados diante do sol quente
Sou o sal do mar
O cabelo sem cor
Sou as manchas no rosto causadas pela idade
Eu sou
Cada
Pequeno
Desastre 

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Das coisas que talvez eu saiba


Há coisas que talvez eu saiba
Mas nego
Por medo ou imaturidade
Como o fato de eu te ver 
Em minha mente
Todos os dias 
Ou o fato de eu desejar ter-lhe
Nos braços
Somente mais uma vez
Afagar seus cabelos negros
E beijar os seus olhos cinzentos
De adormecer com o calor do seu corpo
Contra o meu
Sentir sua respiração contra minha própria pele
Pois lhe daria, se pedisse
Poder tocar as curvas dos dedos
E desenhar o arco da sobrancelha espessa
Ou o vinco do lábio superior rosado
Quem me dera que um sonho me levasse
Novamente ao seu encontro
Amor das minhas vidas
Alma que é parte da minha
Aguardo seu retorno
Para o ventre que carrego somente para o dia
Que dele tu puderes nascer
Para o bebê que sonhei ser meu filho, um menino lindo que chamei de Mikhail.
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Nostalgia, o que seria?


Fui pesquisar no Aurélio o que dizia: sf. 1. Saudade da pátria. 2. P. ext. Saudade. Mas, eu não sinto saudade da minha pátria, e talvez nem saudade eu sinta, não me contentei, e fui buscar mais. O Sr. Google me deu esta resposta, e mais diversas outras:
Nostalgia significa o estado de profunda tristeza causado pela falta de algo. É a sensação de saudade originada pela lembrança de um momento vivido no passado ou de pessoas que estão distantes.
É um sentimento melancólico geralmente produzido em pessoas que se encontram longe da sua terra natal e sente saudades da sua pátria, do seu lar e de coisas que lhe são familiares.Etimologicamente, a palavra nostalgia é formada pelos termos gregos nostós (que significa regresso a casa) e álgos (que significa dor). Esse sentimento de tristeza é causado em um indivíduo pela distância em relação a um lugar, pessoas ou coisas. Esse afastamento em relação a elementos queridos provoca abatimento e uma vontade extrema de voltar a esses momentos e lugares ou de estar com algumas pessoas.A nostalgia pode gerar um comportamento anormal em indivíduos que foram afastados da sua terra natal ou separados da sua família. Há um forte desejo de regressar à pátria ou de rever os seus familiares. É um sentimento semelhante à saudade mas tende sempre a aumentar. Os pensamentos nostálgicos também podem estar associados a momentos de felicidade vivenciados em determinado período da vida, em alguns casos são idealizados. O estado de nostalgia também é produzido através da lembrança da infância. Dos brinquedos, jogos, brincadeiras, programas de televisão e de outros momentos vividos quando criança. O Romantismo foi um movimento cultural marcado pela nostalgia, que era manifestada pelos românticos na literatura, arquitetura e artes plásticas. Um estado de tristeza indefinida, tal como a melancolia. ”Encontrado em: http://www.significados.com.br/nostalgia/

“Os pensamentos nostálgicos também podem estar associados a momentos de felicidade vivenciados em determinado período da vida, em alguns casos são idealizados. ” Sim! Era disso que eu me referia, para minha pessoa, estar nostálgico não significa exatamente sentir saudade, mas lembrar de momentos bons, que hoje são meras lembranças do meu cérebro infantil das quais me agarro fortemente para que não desapareçam.
Uma delas é o filme A Princesinha (1995, mais precisamente dois meses após meu nascimento, ou seja, 10 de maio de 1995), Wikipédia me disse que:
A Princesinha (A Little Princess) é um filme de drama de 1995 dirigido por Alfonso Cuarón, estrelado por Liesel Matthews, Eleanor Bron, Liam Cunningham, e Vanessa Lee Chester. Ambientado durante a Primeira Guerra Mundial, ele se concentra em uma jovem que é relegada a uma vida de servidão em uma escola de Nova York pela diretora depois de receber a notícia de que seu pai foi morto em combate. Vagamente baseado no conto infantil A Little Princess de Frances Hodgson Burnett, a mesma autora de O Jardim Secreto, esta adaptação foi fortemente influenciada pela versão cinematográfica de 1939 e toma liberdades criativas com a história original. ”
Esse filme me marcou muito, lembro exatamente do inverno, a textura do edredom da minha mãe, eu e meu pai sentados na ponta da cama, assistindo a fita VHS. Os dois chorando pela situação desesperadora que a menina passa por achar que o pai estava morto, onde na verdade estava [SPOILER] internado num hospital, sem identificação e sem memória. Passei a minha infância toda assistindo esse filme no Programa “Sessão da Tarde”, na Globo.

Outra coisa que me traz momentos bons, é olhar para o Box de livros da Série Os Imortais, da autora Alysson Nöel. Eu li essa série no último ano do Ensino Médio, que foi, por sinal, bem punk. O livro 1 – Para Sempre li nos dois últimos dias de aula do ano de 2011, sim, eu li o livro todo em dois dias, devolvi para a biblioteca no último momento antes de ela fechar. No terceiro ano acabei fazendo um trabalho sobre ele, reescrevi um capítulo (aqui) e que por sinal, ficou bosta, bem fiel ao livro, pra variar. A série fala sobre alquimia e vida pós morte, encarnação e luta a lá clã Cullen. A história gira em torno da menina que perdeu a família em um acidente de carro e o cara bonitão da escola, que ela achava ser um vampiro (Eduard Cullen, risos), depois nós descobrimos que ela é a reencarnação das almas que ele vem procurando e se apaixonando a cada “nova vida”, porém que ela é sempre assassinada pela ex-mulher dele psicopata imortal. Aliás, eles são imortais, certo? Pegaram a ideia? Então ok.

E por último, mas nem menos importante, o filme I Origins, por culpa de uma amiga do meu ex namorado, que indicou. Acho que foi um dos últimos momentos de união, paz e felicidade que tivemos, embora o filme fosse triste e eu acabei ficando triste, nunca terminei de ver, pois pedi para parar e fomos ver outra comédia romântica levinha. O filme fala sobre um cientista obcecado e cético (nada de anormal) que descobre um amor “muy loco” e dá umas “piradinhas” básicas, veja a sinopse: 

O Dr. Ian Gray (Michael Pitt) é um cientista que pesquisa sobre a íris ocular. Obcecado por descobrir a origem da visão, ele tenta provar que o desenvolvimento do olho humano faz parte da evolução natural, e não precisaria de um "designer inteligente" - ou seja, uma figura divina para criá-lo. Ele trabalha com a ajuda de sua estagiária Karen (Brit Marling) e de Kenny (Steven Yeun). Um dia, ele conhece Sofi (Astrid Berges-Frisbey), e os dois se apaixonam, apesar da diferença de convicções. A aproximação dos dois fará Ian buscar explicações além da ciência para os mistérios que o olho humano pode guardar. Encontrado em: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-221216/



Esse filme me faz querer nunca mais me relacionar com pessoas céticas, ele me lembra o quanto eu sofri por isso, e como os homens podem ser ridículos sem o mínimo esforço. Digo, ridículos no sentido de insistirem reto e certo sobre algo que não temos provas. Prefiro ser a louca dos signos, espíritos e tarô do que tentar provar tudo constantemente.

Mas, enfim, penso em nostalgia como algo que gostaria de vivenciar novamente, não exatamente a vida toda, mas a alegria, o sentimento puro e imaculado dos primeiros momentos de surpresa e expectativa! Sinto falta de coisas, embora não queira elas por perto. Sou uma pessoa curiosa, eu acho. Algumas pessoas são como livros, alguns eu quero ler de novo, outras eu já decorei na primeira lida, outras eu adoro, mas me doeu a separação do final de uma história para a outra, e prefiro deixar somente na lembrança.


Um conselho, agora, da louca dos signos: Tratem as pessoas como livros, com cuidado, dedicação ao estarem em uma leitura, e atenção aos pequenos detalhes. Cheiro de livro é sempre tão bom! 

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Cartas perdidas de Isabelle


Isabelle escrevia em seu diário todas às noites, mas algo mudou em sua vida, num daqueles dias ensolarados demais e que a roupa gruda no corpo e tu só quer um banho. Ela encontrou o amor da sua vida, que duraria um pouco mais de um ano, e durante aquele ano ela se absteve de escrever em seu velho e fiel amigo diário e passou a anotar coisas aleatórias sobre ele. Por quê? Porque ela o amava em qualquer lugar e a qualquer distância.

Porém, as coisas começaram a dar errado. Ele pouco falava com ela, pouco a ouvia, pouco fazia questão de vê-la, e aquele amor genuíno foi se tornando ódio, ela o odiava com todas as forças possíveis e impossíveis de seu corpo franzino de 1,55 de altura. Ela o odiava até a raiz dos cabelos ruivos, em todas as sardas do seu rosto, em cada pequeno traço de seus olhos verde acinzentados. Ela odiava o fato de não conseguir odiá-lo por muito mais de uma semana, pois na outra ele lhe enviava uma mensagem sedutora e ela transbordava pelas bordas de suas curvas tão sutilmente desenhadas pela mão de algum artista perverso.

Isabelle é uma mulher doce, é um vulcão, ela está em constante ebulição, mas como lidar com isso? Se nem mesmo seus amigos e parentes a entendem? Se refugiar nos braços de alguém e ser submissa? Jamais! Ser “rotulada” como fácil? Será que foi isso que lhe sobrou? Ela pensava dias e noites, incansavelmente. E foi em um dia igual aquele que ela o encontrou que resolveu lhe enviar cartas, estas que seriam entregues via telepatia ou tele-transporte, pois nunca seriam lidas pelo homem do sorriso sedutor que roubou seu coração de menina e o corrompeu com beijos desejosos.

Ela disse para si mesma, agora chega, depois disso serei uma nova mulher, não! Serei eu mesma novamente, reformulada após esse longo tempo de afastamento do meu ser. Ela me escreveu contando tudo isso esses dias, e me permitiu ler as cartas, que diziam basicamente assim:

11. 05. 2014
Eu nunca pensei que iria me apaixonar por você no momento que dei “match” naquela rede social, pensei: “Ah, legal, ele deve ser alguém agradável de se conversar.” Mas, era muito mais. Suas palavras eram doces sem serem chatas, era divertido de um jeito culto, você era uma ilusão tão convidativa que seria tolice resistir, foi o que pensei na época, afinal, o que poderia dar errado? Tudo, absolutamente tudo poderia dar errado.
Depois de todos os meses, quando eu achei que estava segura e pronta para seguir em frente, você me chama e diz que me deseja, e novamente, seus lábios e olhares se tornaram tão convidativos. Tenho que ser forte. Sou forte, sempre fui e sempre serei. Não me trate como se fosse uma boneca, você sabe que não sou e que nunca fui. Foi bom enquanto durou, embora aquela angústia sempre esteve presente em meu peito,meus olhos eram loucamente apaixonados pelas sardas que desenhavam constelações em seu corpo.
Ah, seu corpo, tão sedutor (para mim), não tenho palavras para descrever, embora seu coração fosse um túmulo vazio. Não quero ver meu nome na lápide, então, meu bem, adeus.

27. 06. 2014
Meu caro ex-amor. Você foi ridiculamente desnecessário ao dizer “mas a minha garota gosta assim”. Você sabe que sou e sempre fui perdidamente apaixonada por ti, e mesmo assim, depois de tanto tempo que não nos víamos você falou aquela (com o perdão da palavra) merda.
 Você não sabe o poder que exerce sobre mim. Meu corpo todo congela, foi assim desde o primeiro encontro. Não sei como lidar com isso, não sei o que fazer para me curar dessa doença que é te amar. Veja só, até rimou, que coincidência maldita.
Eu poderia ter sido qualquer um de seus adjetivos pejorativos – dos quais todos os homens acham o máximo e um elogio, mas nós mulheres só gostamos de ouvir na cama, às vezes – e saiba que se você precisasse de um rim eu seria a primeira a entrar na fila de doação. Eu busquei te entender, mesmo que você não fizesse o mesmo.
Eu, com meu amor de menina quis mudar e curar seu coração. Então não faça pouco dos meus sentimentos e também não espere que eu pare para trocarmos palavras vazias no meio da rua. Não sou mais assim, não sou mais aquela menina que você conheceu e tomou nos braços sob a luz bruxuleante do quarto.
Não o farei mais. Não me verá mais. Muito menos saberá de mim. Serei livre como o vento e quem me ver saberá que vivi a vida no limite.


E foi assim que Isabelle nos deixou após uma dose de whisky naquela noite chuvosa, com um vestido negro e a boca vermelha. Uma mala debaixo do braço e a gola do casaco levantada. Ela foi ser livre como a brisa que umedecia os fios soltos de seu cabelo cor de tangerina madura. Afinal, aquela mulher é uma tempestade de verão. Ou será que é realmente um vulcão?

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Tragédias da Educação


 Em uma conversa com umas colegas de faculdade, chegamos à conclusão de que as pessoas (pais) não querem ver a verdade sobre seus filhos, que eles brigam, mordem, não tem realizam atividades com destreza, eles PAGAM e querem resultados. Simples assim. Então, se o aluno não faz as atividades, as “profs” terminam por eles, “pinte como uma criança de três anos” foi o que minha colega ouviu em seu emprego. Ou então quando um aluno bate noutro, morde ou machuca de qualquer forma, nós “educadoras” temos que camuflar de qualquer forma isso, e em ultimo caso, quando a coisa já está fora de controle, conversamos com os pais. Ou quando omitimos que o aluno comeu tudo, que faz todas as atividades corretamente, porque o portfólio tem que estarem bonitos e como dito anteriormente, os pais querem resultados.

 E tem mais, se a criança tem um arranhão, um cabelo fora do lugar, é processo. Agora, quando eles são descuidados, o que vemos diariamente, crianças com cortes na cabeça e rosto por descuido dos pais, eles se escapam da responsabilidade de reportar a escola. Já troquei crianças que foram bem higienizadas e estavam bem, foram para casa e voltaram com as genitálias totalmente em carne viva, que dava dó só de olhar. Vemos pais que não estão presentes e compensam com bonecas novas a cada dia. Desculpem-me os educadores de plantão, mas há duas coisas fundamentais para o desenvolvimento moral de uma criança: amor e limites.

 Ou então quando ouvi que eu não sabia brincar com as crianças. Eu realmente não sei. Acho que elas tem o mundinho delas e eu não devo me meter, muito menos “ensinando-as a brincar”, introduzindo métodos e ideologias adultas de como se deve brincar de boneca, de carrinho, “porque isso não está certo”, mas meu caro leitor, o que é correto para o meu padrão de moral e ética pode não ser o seu, o que eu acho belo pode lhe causar repulsa, então como nós adultos e responsáveis podemos dizer tais palavras? Ensinar a criança a brincar é padronizar o seu imaginário, é prepará-lo para agir como uma máquina em uma linha de produção exigente. Onde estão as escolas e educadores construtivistas?

 Me pergunto para onde vão todas as idéias revolucionárias que aprendemos a desenvolver na faculdade, se quando nos formamos temos que seguir a risca os padrões de ensino defasados de muitas escolas de “nome” justamente para mantermos nossos egos alimentados e nossos estômagos cheios (e as carteiras). Ouvi da minha tia, recém formada também em pedagogia “te acostuma, que as coisas são assim, auxiliar é auxiliar e ninguém vai te ensinar nada, muito menos te informar sobre as atividades do dia, a professora titular só vai te avisar o que é pra fazer e tu faz, simples”. Essas palavras me deixaram sem chão. E o pior foi que ela afirmou fazer o mesmo com a auxiliar dela, ou seja, um dia ela foi tratada dessa forma e agora está fazendo o mesmo, entrando em um padrão ridículo.

Acredito que se queremos tanto esse tal de “resultado” das crianças e a evolução da educação, podemos partir do principio de ouvir mais e impor menos. Ter firmeza, ser justo e pontuar os valores, ser antes de tudo franco com os pais e familiares, que eles precisam por limites, que amar não é deixar o filho fazer absolutamente tudo. Mas, afinal, quem sou eu para fazer essas tantas especulações? Sou apenas uma estudante de terceiro semestre, nunca fui mãe e estou estagiando fazem apenas poucos meses. Contudo, isso basta para plantar a semente da discórdia e fazer muitos pensarem.

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Ser adulto tem receita?


Não sei se era Vygosky ou Piaget que dizia que as pessoas são o resultado do meio onde vivem e o que aprendem e sentem. Bem, eu sou uma pessoa psicologicamente afetada, diga-se de passagem. Tenho cá meus problemas e limitações afetivas, também tenho um grande problema: sempre confundo Vygotsky com Piaget (risos).

Exatamente, digam, o que é ser adulto? Porque acho que estou em mais uma de minhas crises existenciais onde me pergunto “o que estou fazendo da minha vida?” e “isso está correto, ou estou sendo egoísta, egocêntrica e filha da puta?” com o perdão da palavra! Ser adulto é ficar em um emprego ruim ou que já não está te fazendo bem, só porque paga suas contas? Ser adulto é ficar em um relacionamento que caiu na mesmice, mas mesmo assim, você deve continuar, porque um relacionamento é uma constante construção e adaptação? É se anular ou ficar dando burros em ponta de facas? É se apegar a alguém que só suga suas energias por medo de magoar o outro e por reflexo, se magoar e cair no sentimento de perda e auto piedade?

Se isso é ser adulto, prefiro ser qualquer outra coisa, menos essa versão irresponsável e desleixada com sua própria vida emocional e saúde mental. Nós nos negligenciamos por conta de uma sociedade carente afetivamente e capitalista em demasia. Nós buscamos dinheiro, muito dinheiro para aproveitar a vida, mas para ter dinheiro não se pode ter tempo ou perder tempo aproveitando a vida. É necessário trabalhar demais para ter dinheiro, e eu não consigo ser assim, então sou rotulada de irresponsável, jovem e sem preocupações etc.


Porque eu não consigo ficar em um lugar que me sufoca, com pessoas desrespeitosas eu sou a louca, que não consegue se acostumar ao sistema, porque “é sempre assim, tu vai ter que te acostumar”, mas veja bem, eu não quero me acostumar a ser um robô que repete os atos errados dos outros.

Eu sou tachada como chata, mandona, porque eu não gosto de gostar de quem me quer bem, porque eu trato mal e piso em quem me ama. Porque eu termino meus relacionamentos quando está começando a ficar ruim, porque eu não insisto, não tento me adaptar, porque não sou flexível. Me digam, como ser flexível se falo pra quem eu quero bem, “não faz isso/assim porque vai acontecer isso” e ela faz, e depois vem com o rabo entre as pernas me dar razão e se fazer de coitadinha. Haja paciência, e isso é algo que sou desprovida.

Não gosto da mesmice de relacionamentos “longos” (6 meses ou mais), porque as pessoas param de sugerir lugares, posições sexuais diferentes, filmes e comidas diferentes, é só a mesma coisa que ela sabe que tu gosta, mas se ela não sugerir, tu não vai saber. Outra, eu canso de tentar coisas diferentes e a pessoa não se mobilizar nem para pedir privacidade no lugar onde mora. Eu gosto de privacidade. E tem mais, eu gosto de ficar sozinha no meu quarto, com os meus livros e as minhas músicas e incensos. Não gosto da muvuca, de grandes reuniões.


Não sou e nunca serei aquele tipo de pessoa que vive para o ser amado, eu tenho a minha vida e os meus amigos, os meus parentes e os meus pais. E eu sinto falta de sair só com eles, de viver a vida. Não que eu não queira ver a pessoa amada, quero e muito. Mas, não o tempo todo. Isso me cansa, porque ela fica ali parada, não se enturma, não conversa, ou quando conversa, questiona absolutamente tudo sobre religião e exoterismo, e pelo amor dos deuses, não podemos citar política, porque aí o papo fica monopolizado.

Me sinto uma megera insensível dizendo tudo isso, ainda mais pós longa conversa com a minha querida mãe que defendeu meu ser amado, acho que ela se esquece que eu sou a filha dela e quem deveria ser defendia e entendida sou eu, não ele. Também, nada de anormal, dois acomodados, uma defendendo o outro. Não consigo gostar dessa situação emocional/social das pessoas que param no tempo e aceitam suas condições de “vou fazer o necessário para viver bem, e só, só quero viver na paz”. Meu bem, não é bem assim, não vamos nos limitar.

Choro, choro mesmo, só de pensar que posso nunca crescer conforme essa sociedade espera, será que serei uma eterna solitária feminista independente e dominadora? Será que nunca conseguirei ter filhos correndo pela casa e um marido para esquentar a cama/ um chá/ a comida/ a vida para mim? Será que meu destino é ser fria e solitária? Ou viver na espera do “alguém certo” pra mim? Porque quando algo não está dando certo vem mil e uma pessoa dizer que “um dia tu acha o cara certo” ou “o curso certo” “o emprego certo” será que existe “o planeta certo” também? Porque eu me sinto fora de contexto, meio sem chão, com um senso irrefreável de liberdade de me expressar, de sentir, de viver, de amar, e as pessoas impõem normas e regras o tempo todo.


Sou uma piranha insensível ou ingênua demais em pensar que posso sair por aí sendo amiga de ex namorado que vai ficar tudo bem? Que posso amar quem eu quiser, que serei amada e compreendida de volta? Que é possível um relacionamento sem mesmice, e veja bem, não é rotina, eu gosto de rotina, às vezes. Não gosto de falta de interesse, de falta de criatividade, de falta de respeito, falta de empatia, falta de privacidade, falta de espaço, falta de puta que pariu, tantas coisas!

Mas sim, sei que estou exigindo demais de um cérebro com poucas sinapses, apesar de uma quantidade significativa maior de neurônios, como o do homem. Não sei o que é pior, o bicho mulher ou o bicho homem. Ou pior ainda, o bicho sociedade capitalista rotuladora, preconceituosa, intrometida e excludente. Afinal, se você não entra no grupo, no meio, no conjunto, é considerado estranho e é deixado de lado. É tratado como qualquer um, e eu já estou cansada disso. Sou uma velha de vinte e um anos, com uns três cabelos brancos e olheiras causadas pelo sono e o café de um dia inteiro escrevendo com um copo de café ao lado.

Enfim, se alguém tiver um mapa, uma tabela ou uma dica de como ser adulto. Se eu estou muito ou muitíssimo errada com meu modo de pensar. Se minha vida é uma porcaria ou se eu dramatizo demais mesmo. Por favor, escrevam, enviem, por carta, email ou sinal de fumaça. Porque eu já não sei mais o que é esperado de mim, ou de um adulto, ou de uma mulher. Não sei se devo ou não ligar para isso. Se devo mandar tudo para os ares ou simplesmente deixar estar, como a vida quiser que seja. Ou melhor, me enviem números de psicólogos, psiquiatras e clinicas de tratamento, acho que preciso me internar.

Abraços calorosos de quem deseja o bem à todos aqueles que não pisam no meu calcanhar no ônibus lotado.


Ps: É Vygotsky sim. 

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Conto de além da vida na Terra


Minha bisavó me contou uma história, foi um dia, desses bem comuns, quando nós nos sentamos na beirada da janela e contemplamos o céu. Gostaria de poder sentir o cheiro das árvores, pensei, então ela suspirou e disse, naquela sua voz rouca e cansada, porém suave.

- Sabe, minha querida, nem sempre o mundo foi assim, intocável. 

- Eu sei bisa, eu li naquele e-book da escola. 

- Não, meu bem, tu não sabes nem a metade. O cheiro das árvores, da chuva e da terra molhada, da lama, dos pés descalços na grama e de contemplar uma abelha em seu voo ligeiro. 

Então, fiquei em silêncio por uns segundos fitando seus olhos vagos, perdidos nas lembranças do passado.

- Como chegamos até aqui? O que aconteceu realmente, que a história omite? 

- Foram os homens gananciosos, primeiro vieram as queimadas, o desmatamento, e por consequência o efeito estufa. Depois as inundações repletas de resíduos tóxicos industriais, a floresta, os rios e lagos morreram, os peixes, os animais terrestres e logo depois as aves. Flores e insetos. Hoje eles tentam reconstruir a beleza da terra verde e azul, mas nada será como aqueles lindos dias de glória em que nós vivíamos pensando no dinheiro e trabalho, longas jornadas de trabalho exaustivas. Presos em ternos e amarrados em gravatas numa sala com ar gelado. Nós nos perdemos naquela curva chamada corrupção, minha querida. Lembre disso. 

Então ela sorriu, um sorriso triste e melancólico. Foi nesse dia que eu soube que jamais seria assim, mesmo que nunca chegasse a ver uma árvore no jardim em toda minha vida.

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A bruxa que vivia aos pés da colina

Aos pés da colina mais alta, no fim do mundo, existe uma casinha entre os pinheiros. Sua chaminé nunca cessa seu trabalho de expulsar a fumaça cheirosa pelos ares. Nessa casinha singela, coberta por musgo, que vez ou outra expõe seus tijolos vermelhos, mora uma bruxa tão doce quantos os doces que fabrica.

Contam as más línguas, que, quando jovem ela era muito bonita, que sua beleza perdurava geração após geração. As mulheres que habitaram aquela casinha foram contempladas com longos cabelos cor de fogo, olhos azuis e um sorriso encantador. Mas, apesar de toda a beleza, as pessoas as temiam. Por isso, filhas, mães e avós sempre acabavam sozinhas. Mas, não vamos nos deter as bruxas que passaram por ali, e sim na atual senhora que habita o lar dos doces frescos de todas as manhãs.
A bruxa, que mora aos pés da colina, gosta que a chamem de Dorotéia, pois soa engraçado. Vive sozinha, disse que nunca teve filhos, e teme não poder passar suas receitas miraculosas adiante. Seus olhos azuis como o mar escondem tristezas maiores que o céu, salpicado de estrelas à noite. E, mesmo assim, quando ela sorri, seus seis dentes brancos, emoldurados pelas várias ruguinhas de seu rosto, reluzem alegria.

Todos os dias ela acorda cedinho, antes que a lua se despeça e começa seu árduo trabalho de colher lenha para o borralho, logo que o sol nos brinda com os primeiros raios brilhantes da manhã, na soleira de sua janela descansam uma torta de maça, ainda saindo fumaça, pães doces e salgados, bolinhos de queijo, biscoitos em forma de borboletas e flores (em cada estação os biscoitos tem formas diferentes), pequenos bolinhos com açúcar colorido em cima, e quindim, que eu chamo de bolo de sol, por ser tão dourado quanto o próprio.

Eu a visito todas as manhãs, minha mamãe pede que eu busque os pães com erva doce da bruxa, em troca ela manda cinco moedas e um litro de leite. Bato a porta verde, três vezes. Ela abre mostrando a bruxa com um pacote bem enrolado entre os braços, em cima um bolinho colorido e um pedido de silencio nos olhos, ela pisca, me entrega o pacote, e eu o leite e as moedas, sorrio e saio. Ela aguarda uns instantes e fecha a porta, posso ouvir o ranger lento após uns dez metros.

Uma vez perguntei para a bruxa Dorotéia por que ela era tão sozinha, se não tinha medo de escuro ou se sentia frio à noite. Ela disse que seu gato a esquentava, juntamente com o calor do borralho. Perguntei também se nunca tivera alguém como o papai é para a mamãe. Ela disse que uma vez teve, quando ela era bem jovem e bonita (embora eu a ache linda, de boca fechada), ele era alto como um pinheiro e tinha olhos verdes como a relva na primavera, mas que teve que ir embora, e nunca mais voltou. Diz que desde então o espera com a torta de maçã na janela, ele adorava a torta dela, mas afinal, quem não gosta?


Costumo ficar triste com a bruxa, mamãe diz que tristeza envelhece, talvez se o homem que parece um pinheiro voltar, ela volte a ser formosa como as tias fofoqueiras falam. Ou talvez ela se alegre se o milagre acontecer e bater a sua porta, como aconteceu com a mamãe. Meus pais não tinham filhos e eram tristes, até que a fada da noite me deixou em sua porta, mamãe disse que quando a abriu se apaixonou por meus olhos verdes e meu cabelo laranja, que as minhas bochechas eram rosadas como o açúcar da cobertura dos bolinhos da bruxa. As pessoas ruins dizem que eu sou um pão de mel que a bruxa fez e transformou em gente, eu gosto da ideia. Mamãe diz para eu não dar bola, que um menino inteligente como eu, não deve acreditar no que as pessoas más dizem. Pede também para eu sempre visitar a bruxa, que ela é muito solitária, e que seus bolos são os melhores. Eu gosto da bruxa, e acho que ela gosta de mim.
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A Mariposa


Nenhuma vida valia nada, por assim dizer, ela o pensava. Até sair do seu casulo, a Mariposa sofrida se deu conta, que o sofrimento não era uma característica só dela, ele existia para os outros tão vivo quanto para ela, em suas lembranças. Todos a adoravam, mal sabiam que era um bichinho vazio, envolvido pelas tramas da vida, o álcool, o sexo, a vaidade e o poder que suas balas palavras tinham.
Ela dançava belamente no ar, nos dias de sol, mas fugia da noite como o diabo foge da cruz, se é que ele é realmente real, pois, tenho minhas dúvidas. O inferno é a tempestade perto da colheita, ele destrói os sonhos que nós plantamos, tão ingenuamente, achando que nada poderia dar errado. O inferno somos nós mesmos, é criação nossa.

A Mariposa era individualista e imediatista, uma criança fútil, que nada sabia da vida, das dores e cicatrizes alheias, até conhecer o Senhor Coruja, um bicho sábio e pacifico que lhe contou sua história de dor e superação, e que, mesmo assim, continuava sorridente e fazendo graça da vida.
Ela, um ser leve e tão belo, que vivia dizendo que a vida era curta demais para viver triste, no fundo de seu coraçãozinho, era o serzinho mais triste e solitário, amargurado e egoísta que poderia voar livre pelos céus. Naquela tarde ela não voou, não comeu, não dançou. Tampouco sorriu, andou quilômetros, pensativa, o que sou eu, afinal? Indagou-se.

Por fim, concluiu que não era nada. “Eu sou, disse para si mesma, uma criança mimada, pobre de coração e solitária, ninguém me amaria pelo que realmente sou, ninguém leria as palavras tristes que rabisco em meu diário todas as noites, se por acaso, alguém olhasse em meus olhos e, por trás das ruguinhas de sorriso, enxergasse a dor que não cabe em mim, que é ridiculamente pequena comparada a dos outros, e que eu a torno tão enormemente importante, ririam de mim”.

“Por mais que não admita, sou a rainha do drama e das brumas do cigarro, das quais deixei-me levar quando experimentei pela primeira vez das mãos do Senhor Lagarta, eu sou uma vergonha, o que minha mamãezinha diria se visse as coisas que eu faço quando o véu da noite cai. O que pensariam as criancinhas que me assistem bailar pelos céus, se soubessem que eu não sou doce e pura como imaginam?! O que eu devo pensar de mim?!”


E sua tortura durou os segundos restantes de sua vida, afinal, a vida é breve, e a pobre Mariposa, por poucos minutos deixou que suas preocupações afetassem seu pensamento lógico, que, “a vida é curta demais para ser levada tão a sério”, e morreu absorta em seus dramas particulares. Contudo, ninguém esperava menos dela, pois, era apenas um objeto de desejo alheio, linda e delicada, frágil demais para se cobrar tanto. Todos a amavam pelo que sabiam que era de verdade, seus olhos eram transparentes, só ela não percebia o quão inebriante era seu voo matinal, ainda sob efeito das drogas da noite. 

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Um conto da pobreza


Ella era de uma família muito pobre, gente da terra, que ganhava o pão com o suor do seu trabalho. Ella sempre achou honrada a forma com que seu pai pensava, e ele sempre repetia: Nunca te esqueça de onde veio, quem tu és, e filha de quem tu és. A garota jamais se esqueceria disso, estava enraizado nela, e embora Ella adorasse ler e passar horas sonhando com o dia em que se tornaria professora, das crianças que aprenderiam com ela e todas as belas histórias que poderia contar, seu velho pai insistia em cortar-lhe os sonhos.

Certa vez, Ella fez a prova mais difícil da vida dela, essa prova julgaria se estava apta para se tornar responsável por uma classe. Todos a recriminavam: “Você não poderá ter uma família, e logo ficará velha para casar”, “Seu pai espera netos, alguém para continuar a linhagem dele”, “Toda professora é malvada e mal amada” entre outras coisas que ela recusava-se a pensar.

No dia do resultado, Ella estava ansiosa, pôs a melhor roupa e prendeu os cabelos. Tremia feito vara verde, respirou fundo várias vezes até controlar os tremores nas mãos. Subiu na carroça e tocou-se para a cidade, na porta da universidade estava à lista com os nomes dos aprovados, ela ficara na vigésima terceira colocação, de trinca vagas. A moça não continha-se de tanta alegria! Correu até a feira e comprou ótimos legumes, faria a ceia da noite em comemoração. Chegando em casa, arregaçou as mangas, vestiu um avental velho e surrado, e pôs-se a cozinhar, varreu o chão e acendeu as lamparinas para que quando os mais irmãos e o pai voltassem da roça, a casa estivesse um brinco. Tudo isso ensinada pela mãe, que deus a tenha, copeira de uma família rica da cidade.

Os três irmãos mais novos e o pai chegaram, cada um contribuiu para sujar o chão da cozinha com o barro dos pés, ela pediu: “Limpem os pés, varri a casa toda!” e o que recebeu em troca? Um xingamento do pai, “A casa é minha, e eu faço o que bem entender! Mulher foi feita pra cuidar da casa, se está suja, limpa de novo”. Com lágrimas nos olhos, falou baixinho, “Sim pai, desculpe. É que eu tenho uma boa notícia, passei na prova, poderei ser professora”.

O pai parou bem onde estava, olhou para os filhos e depois para Ella, passou as mãos no rosto e bufando, disse: “Já está se achando melhor que os outros, não é mesmo! Daqui a pouco vai querer mandar no modo que nós nos vestimos, vai querer andar com roupas chiques e nos corrigir quando falarmos errado. Porque tu não te casa, tem filhos e cuida de uma casa como toda boa mulher faz?”
Aquilo a destruiu por dentro, e o pai continuou: “Nunca se esqueça de onde veio, de quem és e de quem tu és filha! Eu sou um pobre lavrador, teus irmãos não são muito diferentes de mim, agora, porque tu teve educação, por causa da tola e sonhadora da tua mãe, não menospreze a nós!"

“Mas, pai, não foi isso que eu quis dizer!” Soluçou a pobre garota. “Eu só queria comemorar, fazer algo diferente para comermos, e ainda mais agora, serei enviada para outra cidade para leciona!” O pai ainda mais furioso berrou, “Viste? Ela vai se mudar! Vai abandonar a família, essa daí tem jeito de rica, sempre teve, desde pequena adorava as coisas caras, os mimos que o dinheiro dá”.

As lágrimas brotaram pelo seu rosto, meio rouca, pode pronunciar suas ultimas palavras naquele lugar, “Eu lhe amo, mas basta! Se o senhor escolheu essa vida, se orgulhe dela, mas não tire o meu direito de sonhar, de viver e de crescer! Eu sou livre, e sempre serei! Nunca serei como a minha mãe, que se casou com o senhor e morreu sem ganhar uma flor sequer!” Ella arrancou o avental, passou pelo pai e pelos irmãos atônicos, pegou a trouxa de roupas e pertences, o dinheiro que economizara durante anos e foi-se embora.

Naquele dia choveu muito, penso que foram as lagrimas da mãe da garota ao vê-la sofrer. Aquele homem amargurado nem sempre fora assim, mas alguém lhe mostrou que os sonhos não o levariam a lugar algum, então num certo dia, ele parou de sonhar. Ouve-se que Ella nunca se casou, que cuida de uma escola e, apesar da rigidez com que lida com as crianças, é sempre doce e sonhara. Ela nunca esquecera de onde veio, nunca deixou de ser a menina dos cabelos soltos que vivia no campo, mas agora, os tempos são outros, ela usa preto e prende os cabelos, Ella ainda sonha a noite, e todos os dias, reza para que jamais deixe de sonhar!


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Lembranças do tempo em que não tinha juízo


Lembro-me claramente quão desajuizada era em minha breve adolescência. Corria pela cidade como se ela fosse o pátio de minha casa. Quase nua ou totalmente coberta, não importava, chamava olhares por onde passava, propositalmente ou não. Foi nesse dia que percebi quão lindos eram meus longos cabelos vermelhos (e rebeldes).

Você, meu caro, foi o sol quente em uma tarde fria de inverno, tudo ia bem até nos encontrarmos naquele café, meio sem querer, muito de propósito. Lembro-me claramente o quão profundo eram seus olhos azuis e como eles me devoravam, tanto que tu conseguias me deixar completamente sem jeito em dois segundos, e ao mesmo tempo, fazia meu sangue fervilhar mais que meu ator favorito, ou aquela música da qual eu nunca lembro o nome, mas deixa meu corpo elétrico.

Seus beijos e suas caricias, tudo, tudo era absolutamente perfeito e como eu queria que durasse a eternidade (embora eu saiba que se durasse mais que cinco segundos, provavelmente teria enjoado). Tu eras tão sedutor, uma simbiose genuína entre um bad boy de Hollywood e os anjos dos meus livros de cabeceira, tão dócil e ardiloso.

E todo esse turbilhão de sentimentos que me inundaram a alma, as duvidas e os anseios, se acabaram alguns meses depois, quando me dei conta que não fui mais que um breve passa tempo, de mais uma de suas viagens. Ah, meu bem, sinto tanto por ti, por ter me conhecido e não ter podido ficar, perdestes de ver o melhor de mim, e sei que muito inda há de vir.

Perdestes de ver nossos filhos correndo pelo apartamento cheio de flores e plantas, já que tu odeias o campo, faria da cidade a minha selva particular, faria todos os teus dias tristes um pouquinho mais alegre, entretanto, tu preferiu permanecer com tua tristeza tão absolutamente particular e com esse escudo impenetrável.

Fomos tão tolos: Tu achaste que eu seria tua apenas por uns instantes, e eu, imaginei a eternidade para nós. Perdoa minha alma de menina e meus olhos furados, que insistem em derramar lágrimas vez ou outra, pois, assim como sei que pensas em mim, luto arduamente para não lembrar-me de ti.

Siga em frente, capitão, a jornada é longa e eu sou apenas uma poeta cheia de amor no coração, pois, afinal, meus versos estão encharcados de ti, e nosso amor virou poesia para os outros admirarem, não cabe em meu peito, muito menos em meus lábios e então escapam-me pelos dedos.


Agradeço-te pelas tantos belos versos que me proporcionastes, é meu consolo saber que se não virar amor, pelo menos, vira poesia e encanta o coração de alguém.

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A História de Luciana


Luciana se via sozinha quase sempre, mesmo rodeada de pessoas e em festas badaladas, ela era do tipo que se entediava facilmente e que detestava as grandes multidões. Ela tinha um amor que mais parecia amizade, embora ele a quisesse só para ele, ela se queria para ela e nada mais.

Não era feminista, mas detestava o machismo, achava sem cabimento o tamanho do desrespeito dos homens (que, por sinal, nasciam de mulheres) para com ela. Luciana já foi chamada de vadia, fácil, sem vergonha e a melhor “a puta da galera”. Me responda você, quem em sã consciência não gosta de beijar? Sim, ela amava beijar e dividir um pedacinho de seu coração em cada beijo, em cada toque. Nada mais, nada menos.

Romântica ao extremo, do tipo que se afundava em cobertas e passava as noites lendo romances medievais e com amores impossíveis. Nada parecido com seu amor da vida real, dependente e dramático, vivia fazendo-se de vítima e criando casos, brigas etc.

Ao conhecê-lo Luciana caiu de cabeça no amor, não fazia nada sem pensar nele, tudo o que ela queria era passar mais uma hora dormindo ao seu lado todas as manhãs. Porém, ele parecia estar sempre insatisfeito com tudo, com a roupa dela, o cabelo, a forma como ela o tratava (e convenhamos, não era a mais doce, mas era a sua forma de ser doce), seu tom de voz, e finalmente, o mais importante, o tempo que ela dedicava a ele parecia ser sempre monopolizado por outra atividade mais importante que o ato de “babar o namorado”.

A garota nunca foi do tipo que sente ciúme ou que vive em cima das pessoas que ama, mas nem todo mundo entende isso, e ele era uma dessas pessoas. Seu relacionamento estava acabando, dia após dia e o que ela poderia fazer? Já havia feito de tudo e nada parecia ter surtido efeito, ela parecia ser sempre a errada da relação e o namorado, o lindo e perfeito.

Ela estava enojada, e no dia em que fariam aniversário de namoro, sua suplica e seu último fio de esperança se extinguiram, ele foi, mais uma vez, rude com ela. Acabou, ela disse, foi a gota d’água, nunca mais homem algum fará isso comigo novamente. Então, ela foi até a cozinha da casa dela, onde estavam jantando para comemorar aquela data mega especial, pegou uma faca e arrancou seu coração, mesmo chorando, seu sofrimento parou no instante em que seu companheiro de tanto tempo parou de bater, olhando para ele, Luciana disse: “Nunca mais, ninguém nos machucará novamente.”.

No dia seguinte era manchete no jornal local: “Garota amargurada arranca coração e em seguida mata namorado com 47 facadas no peito”. Luciana nunca mais se sentiu só entre a multidão, porque na prisão a puseram no isolamento, alegaram ser insana e incapaz de manter a própria vida a salvo. Hoje, ela e seu coração não sofrem mais.



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Se eu morrer...


No ônibus, esta manhã me dei conta de uma questão que inunda a minha alma, se eu morrer amanhã, como será? 

Provavelmente eu vá para uma cidade espiritual, ou talvez para o umbral, talvez não aconteça nada, morri e ponto, acabou-se, o nada, o vazio, ou a eternidade nos campos elísios. Mas, e minha família e amigos? Os colegas da faculdade, o pessoal do Facebook e do blog, alguém sentirá a minha falta além dos amigos mais próximos?!

Talvez meu Facebook fique cheio de mensagens de saudade, de lágrimas escritas. Minha mãe recolherá as minhas roupas do varal e passará a mão levemente sobre aquela blusa branca que eu tanto gostava. Meu pai olhará meus livros, os nossos livros, alguns ainda inacabados e com o marca-páginas perdido entre o capítulo onze e o doze e em silêncio devotaria as mais sinceras lágrimas para as palavras não lidas e para mim.

Minha irmã, por outro lado, melhoraria na escola pensando que eu gostaria disso, passaria a ler meus velhos livros e provavelmente guardaria alguns pertences meus, com ela. Meus avós fariam aquele drama básico de "como ela era uma boa neta e nós nunca dissemos isso a ela", minha madrinha se sentiria vazia e não brigaria com ninguém durante umas semanas. Minha tia pensaria "ela poderia ter se formado no próximo ano", meu namorado provavelmente se revoltaria e passaria a odiar o deus que eu tanto amo, mas dentro de um ano ou dois ele voltaria ao site de relacionamentos que nos conhecemos para consolar seu coração. 

Meus animais ficariam deitados no tapete do meu quarto e suspirariam vez ou outra, meu gato miaria do seu jeito manhoso, me chamando e minha cadela me esperaria todos os dias, na janela, pensando "quem sabe hoje ela volta"Meus amigos, os verdadeiros, se lembrariam de como eu detesto homenagens e não falariam nada, ou talvez um ou outro escreveriam um texto gigante contando como nos conhecemos inusitadamente e como eu chamava a atenção movimentando as mãos no ar loucamente. 

Só sei que nada disso me traria de volta, meus livros continuariam acumulando pó ou provavelmente seriam vendidos para algum sebo e minhas roupas mais extravagantes a algum brechó, minhas paixões, assim eu seguiria viva em alguém, mesmo que distante. Se eu tenho algum pedido? Joguem as minhas cinzas ao vento, eu sempre gostei de como meus cabelos balançavam quando sentava num daqueles bancos altos no ônibus, como hoje, que uma mecha insiste em entrar no meu olho esquerdo fazendo eu me arrepender, mesmo que brevemente, de ter deixado o cabelo crescer novamente. 

E a vida é isso, num sopro, ela se apaga, como a chama de uma vela.

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Uma mera Desconhecida


Olá caro leitor, para você, neste momento, não passo de uma mera desconhecida que sofre de dores nas mãos e mesmo assim, está aqui, às 02:00 da madrugada, escrevendo. Sem nomes ou lágrimas contarei a minha breve história.

Nasci há alguns anos, com uma forte esperança de que tudo seria melhor, mas ao longo da minha turbulenta adolescência percebi, com as palavras de uma amiga, que o mundo é preto e branco, mais exatamente, ela dizia: “O mundo é uma bosta e estamos todos cagados”

Pensei em colorir meu mundo, mas a cada dia, mês ou ano percebia que era tão difícil quanto fazer chover no Saara. Vi amores cheios de esperança e doçura, tentei fazer o mesmo, mas o que consegui foram bons arranhões e cicatrizes profundas em minha alma e coração. Pobre coração sonhador, desejava apenas ser confortado, e eu tola, o joguei aos leões famintos e sagazes. 

Infelizmente, mesmo tentando lutar contra a injustiça, perceba, o mundo não é justo, alguns dizem “o mundo é dos justos”, não, não mesmo, o mundo é de quem ganha mais, rouba mais, fode mais com os menos inteligentes ou com menos recursos. O mundo é o céu da boca de um jacaré. 

Afoguei-me em pensamentos e lágrimas muitas vezes, e também na banheira, mas temi realmente morrer e não completar a minha grande obra. Plantei umas boas dez árvores, mas falta o tal livro, que toda pessoa deveria escrever ao final de sua vida, é uma meta. 

Todos falam que faço drama, mas o que eles vêem é apenas a ponta do iceberg, detesto quando comentam algo como “Nossa, como tu estás profunda hoje”, eu sou profunda o tempo inteiro, a vida toda. Eu já cheguei ao fundo do poço e sei o quão difícil foi de subir razoavelmente até o topo. 

Minhas revistas de literatura estão começando a acumular pó, gostaria de ter ânimo de tirar uma a uma e limpá-las, mas, veja bem, não tenho um pingo de agilidade nem mesmo quando algo está pegando fogo, quando um relacionamento está afundando, porque tiraria o pó das minhas revistas? Você tiraria o pó delas? Foi o que pensei. Não.

No final, falei muito e não disse nada, mas a vida não é isso mesmo? É um faz de conta que sei de tudo, mas no fundo sei que não sei nada. O universo é tão vasto e eu sou apenas uma partícula de um grão de areia em uma praia do planeta terra. 

A vida se resume a um suspiro, às vezes mal dado, outras que te tira o ar. Lembre-se de não desmaiar, siga em frente e faça o melhor que conseguir, talvez assim, quem sabe, consiga ser o grão de areia, em uma praia, no planeta terra. 

Agradeço pela atenção, um breve adeus, nos falamos.

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Quem sou eu?


Pra quem não sabe ainda, estou estudando Pedagogia na PUCRS, e como “exercício” de aula, a professora Síntia Ebert nos pediu para completar o perfil do Modle (pra quem não sabe, é a plataforma digital onde os professores disponibilizam alguns trabalhos e textos), e para isso, passou-nos o texto da Martha Medeiros – Quem sou eu?? e, sem querer ser repetitiva ou copiá-la em seu modo de descrição, pus-me a pensar, e saiu isso, que vem logo a seguir.

Quem sou eu?
Eu sou a brisa de outono, o entardecer, o cheiro de terra e o andar de pés descalços. Eu que sou de peixes, detesto o mar, o protetor solar grudento e salpicado de um misto de sal, micro algas e areia. Ascendente áries e lua em câncer, por fora até pareço a rainha da auto confiança (como disse meu pai esses dias) e provavelmente como as pessoas que não me conhecem acham, cheia de si, mas não sou nada disso. Sou gelatina sentimental denominada coração, mais casa, campo, do que cidade, embora as horas de ônibus façam bem ao meu poeta interior.

Sou mais vegetais, menos carnes, embora comida japonesa me tire da dieta. Sou intolerância a lactose, mas adoro chocolate. Sou meditar e incensos, velas e chás. Sou o silêncio, mas também sou The Killers e Franz Ferdinand, às vezes bate uma melancolia e sou The Cranberries. Sou livros, livros e livros. Sou Netflix quando o dinheiro suporta. Sou suspiros, poesia, Álvares de Azevedo, John Green.

Talvez seja a neblina e a chuva que tanto detesto, pois cobre o sol. Sou a lua e as estrelas, sou a fogueira, o canto dos pássaros e as flores, amor perfeito, tulipas, hortênsias e margaridasSou all-star, nunca salto alto. Sou toda sorrisos, embora às vezes as lágrimas escorram pelos lábios. Sou paz, tranquilidade, mas nem sempre. Sou bolos que faço aos domingos, cinema, mas mais um filme em casa ao lado de quem me faz bem.


Sou amores que nunca vi ou vivi, sou essa mistura de rosto de menina e alma de velha, idade mental entre noventa e menos três. Sou as rimas que faço, as poesias anotadas no caderninho. Sou os dias cansativos a espera de chegar em casa e ser eu e meus bichos. Sou cão. Sou gato temperamental. Sou o protetor solar fator sessenta que sou obrigada a usar. Sou maquiagem e hidratantes. Sou perfumes de flor. Sou esse meu jeito de moleque. Sou viva. Sou humana. Sou os erros que cometi. E, por fim, sou os acertos que me levarão adiante. 

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Carta ao meu grande amor


Inspirado no filme “Se eu ficar”

   Meu amor, é a ti que dedico estas palavras, e sabendo que palavras não são o bastante para expressar tudo o que vivi e viverei, tudo e todos que amei, os obrigados e desculpas não ditos. Eu quero que mesmo que eu seja fraca e erre, mesmo que grite e chore, quero que fique comigo, como for, como der. Ah, amor, eu sofro tanto só em pensar em perdê-lo, não se vá e não me deixe ir, jamais.

    Se eu pedir “fique comigo”, tu ficarias? Eu sei dos meus defeitos, mas até um super herói tem uma fraqueza. Eu sou egoísta, sei que todos vêem isso, sei principalmente que tu vê, e tu me vê tão bem, sabe ler entre as minhas páginas amassadas e borradas, aquelas tristes e vazias que não permito que ninguém veja.

   Não se sinta só, pois nós sabemos o que é isso, eu estarei aqui, sempre, mesmo longe, mesmo quando nossos corpos forem poeira no espaço, seremos poeira de estrelas, e estrelas brilham, nós brilhamos, nosso amor brilha. Então apenas fique, e seremos fortes. 

   Tivemos e teremos bons motivos para ir, mas serão ou foram maiores dos motivos para ficar? O que será de mim se tu for para o horizonte distante? Quem será o espelho das minhas melhores faces e também dos meus olhares mais sombrios? Quem olhará pra mim dizendo “Tu está errada”, com um olhar de “Mesmo assim EU te amo”? Quem?

   Me abrace uma vez mais, como quando éramos mais jovens e os problemas suportados com uma canção lenta, uma valsa entre o sofá e a pia da cozinha. Quem me manterá nos braços até eu dormir e quem me acordará aos beijos ao domingo? Me pergunto, quem poderá um dia ensaiar te substituir, jamais, jamais o farão. 

   No tarô tem uma carta, A Estrela, ela lhe guarda segredos e presentes brilhantes, feche os olhos e basta desejar, que estarei em teus pensamentos, jamais esqueça quem te ama, quem tira o melhor de ti e quem mostra o quão ruim tu está sendo. São esses olhos castanhos, meio sem definição, e esse coração tão cheio de duvidas que te amará eternamente. 

   Sei que essa carta é só mais um monte de bobagens, mas eu vim e fiquei por um motivo, então, fique comigo só mais um pouco. 
Att. Seu Amor

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Coisas do Passado


O silencio diz muito mais que as palavras. As pessoas mais próximas, infelizmente, são as que mais magoamos, talvez por zelo, ou simplesmente porque elas esperem muito de nós, e este sentimento é recíproco! Por não esperarmos algum ato de quem amamos acabamos nos decepcionando, mas hoje eu entendo, todos nós somos humanos e somos propícios ao erro! Ninguém vem com manual de instruções, aprendemos dando com os burros n’água, buscando a felicidade e aquele sentimento que preenche nossos corações.

Demorei muito tempo para perceber isso, felizmente na juventude um simples “me desculpe, eu errei” é tão fácil de ser aceito! Não somos tão duros conosco como gostaríamos, e a falta daquela pessoa é tão grande que nossos egos inflados são deixados de lado pelo pequeno momento em que as palavras de arrependimento são ditas!

Eu mesma sinto tanta falta de velhos amigos, pessoas que me entendiam, que me faziam necessária em algum momento de suas vidas, pessoas que eram parte da minha, mas que infelizmente, em algum momento de nossa trajetória acabamos nos deixando levar por sentimentos a flor da pele e nos distanciando! Pessoas das quais eu não dei o devido valor, por ser impulsiva demais ou pensar só em mim. Pessoas que não deram valor aos meus sentimentos e que tentaram me moldar ao seu modo, mas ninguém é de argila e não se pode moldar um ser humano à maneira de outro, a menos que este queira!


A dor foi feita para ser sentida e a saudade para atormentar nossa mente e coração. E são nesses momentos que me lembro de uma frase de Chico Xavier, “Nós não podemos mudar o começo, mas podemos mudar e fazer um novo fim”, não podemos mudar o que fizemos no passado, nossos erros, mas podemos melhorar e refazer nossa história a partir daquele ponto, e por sequência ter um novo fim. 
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Guerreiro do Inferno


E certo dia eu o vi em minha cama
Forte e alto, com a pele morena e quente
Minha respiração parou com seu olhar
Que despia todas as minhas barreiras

Ele era minha perdição e eu sua salvação
Eu me apaixonei por um guerreiro do inferno
Perdi-me em seus abraços
Afoguei-me em seus lábios

Muitos me julgaram uma bruxa
Muitos quiseram me queimar
Mas o que eu podia fazer, senão aceitar ele me amar?!
E como me amava aquele homem com olhos tristes

Eu era tão pequena em seus braços
E seu coração parecia querer-me dentro dele
Ele tinha seus pecados para pagar
E eu o aceitei ao meu lado

Eu me apaixonei por um guerreiro do inferno
E ele me deu sua vida, um lar e um amor maior que o mundo
Minhas noites nunca mais foram solitárias
E meu coração estava cheio de amor

Então não me tirem isso, eu supliquei
Mas o sacerdote era cruel, ele não entendia
Meu guerreiro só buscava o perdão
O meu perdão talvez, meu amor em troca

E então ele se foi, com medo de me perder
Ele era minha perdição e eu sua salvação
E todas as noites eu o esperava
E todas as noites em meus sonhos ele estava



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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.