Mostrando postagens com marcador mascaras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mascaras. Mostrar todas as postagens

Máscaras


E as brumas das incertezas se dissiparam
E na décima segunda badalada
As máscaras caíram

O salão cheio de espelhos
Mostrou silhuetas sem rostos
Molduras adornadas para almas vazias

E eu era a única alma viva
Dentre tantos naquele baile
A unica imagem refletida no espelho

E aqueles olhos profundos e sedutores me hipnotizaram
E seus lábios desejavam meu sangue doce
Eu estava no covil do morcego, daqueles que fogem da cruz

A lua brindava ao banquete
As lágrimas me escorriam na face pálida
O coração acelerado, suplicando aos céus por ajuda

O meu vestido cor de fogo e os lábios pintados, rubros.
Eram um convite, eu era o banquete
Eu era a corça e eles os lobos

A máscara caiu, meu bem, não se esconda mais nas sombras do quarto
Eu vi seu pior ângulo, sua silhueta sem rosto no espelho
Eu sou a luz, o amor e a vida, não roube isso de mim

Sinto muito, meu caro, mas está é a última noite em que serei seu banquete
Sua máscara caiu, eu vi seus olhos negros desejarem meu pescoço
Não por amor ou desejo, mas por sede de sangue

Leia mais...

Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.