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A Mariposa


Nenhuma vida valia nada, por assim dizer, ela o pensava. Até sair do seu casulo, a Mariposa sofrida se deu conta, que o sofrimento não era uma característica só dela, ele existia para os outros tão vivo quanto para ela, em suas lembranças. Todos a adoravam, mal sabiam que era um bichinho vazio, envolvido pelas tramas da vida, o álcool, o sexo, a vaidade e o poder que suas balas palavras tinham.
Ela dançava belamente no ar, nos dias de sol, mas fugia da noite como o diabo foge da cruz, se é que ele é realmente real, pois, tenho minhas dúvidas. O inferno é a tempestade perto da colheita, ele destrói os sonhos que nós plantamos, tão ingenuamente, achando que nada poderia dar errado. O inferno somos nós mesmos, é criação nossa.

A Mariposa era individualista e imediatista, uma criança fútil, que nada sabia da vida, das dores e cicatrizes alheias, até conhecer o Senhor Coruja, um bicho sábio e pacifico que lhe contou sua história de dor e superação, e que, mesmo assim, continuava sorridente e fazendo graça da vida.
Ela, um ser leve e tão belo, que vivia dizendo que a vida era curta demais para viver triste, no fundo de seu coraçãozinho, era o serzinho mais triste e solitário, amargurado e egoísta que poderia voar livre pelos céus. Naquela tarde ela não voou, não comeu, não dançou. Tampouco sorriu, andou quilômetros, pensativa, o que sou eu, afinal? Indagou-se.

Por fim, concluiu que não era nada. “Eu sou, disse para si mesma, uma criança mimada, pobre de coração e solitária, ninguém me amaria pelo que realmente sou, ninguém leria as palavras tristes que rabisco em meu diário todas as noites, se por acaso, alguém olhasse em meus olhos e, por trás das ruguinhas de sorriso, enxergasse a dor que não cabe em mim, que é ridiculamente pequena comparada a dos outros, e que eu a torno tão enormemente importante, ririam de mim”.

“Por mais que não admita, sou a rainha do drama e das brumas do cigarro, das quais deixei-me levar quando experimentei pela primeira vez das mãos do Senhor Lagarta, eu sou uma vergonha, o que minha mamãezinha diria se visse as coisas que eu faço quando o véu da noite cai. O que pensariam as criancinhas que me assistem bailar pelos céus, se soubessem que eu não sou doce e pura como imaginam?! O que eu devo pensar de mim?!”


E sua tortura durou os segundos restantes de sua vida, afinal, a vida é breve, e a pobre Mariposa, por poucos minutos deixou que suas preocupações afetassem seu pensamento lógico, que, “a vida é curta demais para ser levada tão a sério”, e morreu absorta em seus dramas particulares. Contudo, ninguém esperava menos dela, pois, era apenas um objeto de desejo alheio, linda e delicada, frágil demais para se cobrar tanto. Todos a amavam pelo que sabiam que era de verdade, seus olhos eram transparentes, só ela não percebia o quão inebriante era seu voo matinal, ainda sob efeito das drogas da noite. 

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Um conto da pobreza


Ella era de uma família muito pobre, gente da terra, que ganhava o pão com o suor do seu trabalho. Ella sempre achou honrada a forma com que seu pai pensava, e ele sempre repetia: Nunca te esqueça de onde veio, quem tu és, e filha de quem tu és. A garota jamais se esqueceria disso, estava enraizado nela, e embora Ella adorasse ler e passar horas sonhando com o dia em que se tornaria professora, das crianças que aprenderiam com ela e todas as belas histórias que poderia contar, seu velho pai insistia em cortar-lhe os sonhos.

Certa vez, Ella fez a prova mais difícil da vida dela, essa prova julgaria se estava apta para se tornar responsável por uma classe. Todos a recriminavam: “Você não poderá ter uma família, e logo ficará velha para casar”, “Seu pai espera netos, alguém para continuar a linhagem dele”, “Toda professora é malvada e mal amada” entre outras coisas que ela recusava-se a pensar.

No dia do resultado, Ella estava ansiosa, pôs a melhor roupa e prendeu os cabelos. Tremia feito vara verde, respirou fundo várias vezes até controlar os tremores nas mãos. Subiu na carroça e tocou-se para a cidade, na porta da universidade estava à lista com os nomes dos aprovados, ela ficara na vigésima terceira colocação, de trinca vagas. A moça não continha-se de tanta alegria! Correu até a feira e comprou ótimos legumes, faria a ceia da noite em comemoração. Chegando em casa, arregaçou as mangas, vestiu um avental velho e surrado, e pôs-se a cozinhar, varreu o chão e acendeu as lamparinas para que quando os mais irmãos e o pai voltassem da roça, a casa estivesse um brinco. Tudo isso ensinada pela mãe, que deus a tenha, copeira de uma família rica da cidade.

Os três irmãos mais novos e o pai chegaram, cada um contribuiu para sujar o chão da cozinha com o barro dos pés, ela pediu: “Limpem os pés, varri a casa toda!” e o que recebeu em troca? Um xingamento do pai, “A casa é minha, e eu faço o que bem entender! Mulher foi feita pra cuidar da casa, se está suja, limpa de novo”. Com lágrimas nos olhos, falou baixinho, “Sim pai, desculpe. É que eu tenho uma boa notícia, passei na prova, poderei ser professora”.

O pai parou bem onde estava, olhou para os filhos e depois para Ella, passou as mãos no rosto e bufando, disse: “Já está se achando melhor que os outros, não é mesmo! Daqui a pouco vai querer mandar no modo que nós nos vestimos, vai querer andar com roupas chiques e nos corrigir quando falarmos errado. Porque tu não te casa, tem filhos e cuida de uma casa como toda boa mulher faz?”
Aquilo a destruiu por dentro, e o pai continuou: “Nunca se esqueça de onde veio, de quem és e de quem tu és filha! Eu sou um pobre lavrador, teus irmãos não são muito diferentes de mim, agora, porque tu teve educação, por causa da tola e sonhadora da tua mãe, não menospreze a nós!"

“Mas, pai, não foi isso que eu quis dizer!” Soluçou a pobre garota. “Eu só queria comemorar, fazer algo diferente para comermos, e ainda mais agora, serei enviada para outra cidade para leciona!” O pai ainda mais furioso berrou, “Viste? Ela vai se mudar! Vai abandonar a família, essa daí tem jeito de rica, sempre teve, desde pequena adorava as coisas caras, os mimos que o dinheiro dá”.

As lágrimas brotaram pelo seu rosto, meio rouca, pode pronunciar suas ultimas palavras naquele lugar, “Eu lhe amo, mas basta! Se o senhor escolheu essa vida, se orgulhe dela, mas não tire o meu direito de sonhar, de viver e de crescer! Eu sou livre, e sempre serei! Nunca serei como a minha mãe, que se casou com o senhor e morreu sem ganhar uma flor sequer!” Ella arrancou o avental, passou pelo pai e pelos irmãos atônicos, pegou a trouxa de roupas e pertences, o dinheiro que economizara durante anos e foi-se embora.

Naquele dia choveu muito, penso que foram as lagrimas da mãe da garota ao vê-la sofrer. Aquele homem amargurado nem sempre fora assim, mas alguém lhe mostrou que os sonhos não o levariam a lugar algum, então num certo dia, ele parou de sonhar. Ouve-se que Ella nunca se casou, que cuida de uma escola e, apesar da rigidez com que lida com as crianças, é sempre doce e sonhara. Ela nunca esquecera de onde veio, nunca deixou de ser a menina dos cabelos soltos que vivia no campo, mas agora, os tempos são outros, ela usa preto e prende os cabelos, Ella ainda sonha a noite, e todos os dias, reza para que jamais deixe de sonhar!


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A História de Luciana


Luciana se via sozinha quase sempre, mesmo rodeada de pessoas e em festas badaladas, ela era do tipo que se entediava facilmente e que detestava as grandes multidões. Ela tinha um amor que mais parecia amizade, embora ele a quisesse só para ele, ela se queria para ela e nada mais.

Não era feminista, mas detestava o machismo, achava sem cabimento o tamanho do desrespeito dos homens (que, por sinal, nasciam de mulheres) para com ela. Luciana já foi chamada de vadia, fácil, sem vergonha e a melhor “a puta da galera”. Me responda você, quem em sã consciência não gosta de beijar? Sim, ela amava beijar e dividir um pedacinho de seu coração em cada beijo, em cada toque. Nada mais, nada menos.

Romântica ao extremo, do tipo que se afundava em cobertas e passava as noites lendo romances medievais e com amores impossíveis. Nada parecido com seu amor da vida real, dependente e dramático, vivia fazendo-se de vítima e criando casos, brigas etc.

Ao conhecê-lo Luciana caiu de cabeça no amor, não fazia nada sem pensar nele, tudo o que ela queria era passar mais uma hora dormindo ao seu lado todas as manhãs. Porém, ele parecia estar sempre insatisfeito com tudo, com a roupa dela, o cabelo, a forma como ela o tratava (e convenhamos, não era a mais doce, mas era a sua forma de ser doce), seu tom de voz, e finalmente, o mais importante, o tempo que ela dedicava a ele parecia ser sempre monopolizado por outra atividade mais importante que o ato de “babar o namorado”.

A garota nunca foi do tipo que sente ciúme ou que vive em cima das pessoas que ama, mas nem todo mundo entende isso, e ele era uma dessas pessoas. Seu relacionamento estava acabando, dia após dia e o que ela poderia fazer? Já havia feito de tudo e nada parecia ter surtido efeito, ela parecia ser sempre a errada da relação e o namorado, o lindo e perfeito.

Ela estava enojada, e no dia em que fariam aniversário de namoro, sua suplica e seu último fio de esperança se extinguiram, ele foi, mais uma vez, rude com ela. Acabou, ela disse, foi a gota d’água, nunca mais homem algum fará isso comigo novamente. Então, ela foi até a cozinha da casa dela, onde estavam jantando para comemorar aquela data mega especial, pegou uma faca e arrancou seu coração, mesmo chorando, seu sofrimento parou no instante em que seu companheiro de tanto tempo parou de bater, olhando para ele, Luciana disse: “Nunca mais, ninguém nos machucará novamente.”.

No dia seguinte era manchete no jornal local: “Garota amargurada arranca coração e em seguida mata namorado com 47 facadas no peito”. Luciana nunca mais se sentiu só entre a multidão, porque na prisão a puseram no isolamento, alegaram ser insana e incapaz de manter a própria vida a salvo. Hoje, ela e seu coração não sofrem mais.



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Página Arrancada


Arranquei uma folha do meu diário e a joguei pela janela. Esperava justamente que alguém a lesse e entendesse um pouco dos sentimentos das pessoas. Uma semana depois, no jornal dominical havia o seguinte título em uma coluna, “A página arrancada”. Percebi que se tratava da minha “página arrancada”, então parei para ler. Sentei no meu sofá, cujo espaço era perfeito para meu tronco, braços e pernas encolhidos embaixo de uma coberta de lã.

A coluna falava exatamente da ultima folha do meu diário, este, do qual jurei nunca mais escrever, não somente para mim, a partir daquele instante eu escreveria para todos, pois assim, todos entenderiam e saberiam que alguém, talvez muito longe dali, o entendia. A matéria começava assim.
Semana passada, enquanto andava na rua ouvindo música distraidamente, uma folha de caderno bloqueou minha visão, irritado peguei-a e no impulso de amassá-la, parei por um instante e vi que se tratava da data exata do dia, como não resisto a uma boa leitura a dobrei e coloquei no bolso. Chegando à redação, acomodei-me em minha mesa tirando o papel do bolso e comecei a lê-lo. Dizia o seguinte:

‘22/ 08/ 12 – Como tudo terminouOlá, seja lá quem estiver lendo, me chamo Lúcia e esta é a ultima vez que escrevo algo só para mim, quero compartilhar algo com você, peço paciência, obrigada.
Foi no ano passado, quando tudo começou. O conheci por meio de amigos, via-o somente de longe, achei-o interessante, porém só fui puxar assunto algumas semanas depois. Estávamos na rua, eu sozinha como sempre e ele acompanhado de um amigo, seu cabelo estava diferente, havia cortado, chorei por dentro, pois seu cabelo era tão bonito comprido. Andei mais rápido para alcançá-los até que perguntei “por que cortou o cabelo, era tão bonito?”, ele me respondeu espantado que cortara por causa do trabalho, ponto assunto acabado, ri e o amigo dele também, lhe lembrei que era amiga de uns amigos dele e ele soltou um breve sorriso desconfiado, corei e disse que tinha pressa, dei tchau e fui embora, sem dúvida, devia ter me achado uma louca.
Passaram-se algumas semanas, ele se aproximou de mim em uma festa, trocamos números de telefone, começamos a nos falar com mais freqüência, ficamos amigos, estávamos sempre juntos. Indiquei alguns livros para ele, ele algumas músicas para mim. Os meses se passaram rápido demais, tivemos alguns relacionamentos frustrantes, cada um chorou no ombro do outro em certos momentos. Eu me preocupava muito com ele, considerava-o importante demais, tinha até um tanto de ciúmes quando aparecia com uma garota nova, que logo o magoava.

Um garoto que eu estava namorando terminou comigo por ciúmes de nós, da nossa amizade. Éramos muito íntimos, chorei tanto, fiquei tão brava, mas ele estava lá, ele sempre esteve! Até que chegou uma manhã, ele estava na minha casa, havia me acordado em pleno domingo, eu estava fazendo café e ele arrumando os fios do vídeo game, quando me dei conta que o amava em segredo há meses. Não havia notado antes, mas toda aquela preocupação e todo aquele ciúme não eram normais.
Com cuidado levei uma xícara para ele e mantinha a minha entre os dedos da outra mão. Acho que te amo, disse baixinho, seus olhos voltaram para mim espantados, ele pegou a xícara e se sentou, ainda boquiaberto. Seus lábios se abriram, tentando falar algo, mas calou-se novamente, até que soltou “Porque disse isso? Está brincando comigo, não é?”. Não, certamente eu não estava brincando com ele, voltei a dizer “Acho que te amo, veja bem, me preocupo excessivamente contigo, tenho ciúmes quando anda com outra garota e sinto sua falta a cada instante, se isso não for amor, não sei o que pode ser!”.
Naquele instante ele soltou a xícara e veio em minha direção, sentou-se aos pés da poltrona da qual estava sentada e me disse “Então me beija, se me ama”, gelei olhando para aqueles olhos castanhos cor de chocolate. Larguei minha xícara também, sentando-me ao lado dele no chão, meu coração poderia saltar por entre meus lábios, estava nervosa demais, minhas mãos tremiam e mesmo assim pus uma delas em sua nuca e acariciei seus cabelos negros. Não tinha olhos para mais nada além dele, sua mão pousou na minha cintura, então nos aproximamos parando a centímetros dos lábios se tocarem, os olhares se cruzaram e os lábios uniram-se, num beijo demorado e de parar o coração, se pudesse prolongaria aquele instante por mil anos.
Tínhamos um namoro, mais amizade do que namoro. Algumas semanas depois de termos encontrado o amor, unimo-nos, ele me passou a confiança necessária para que eu o desejasse do modo que se não o tivesse poderia sufocar. Tomamos banho juntos, lavei seus cabelos e ele os meus, deitamos no sofá e ficamos ali, sentindo o calor um do outro, adormeci.
Acordei quando as brigas começaram, as discussões por ciúmes, ciúmes vindo dele. Éramos muito felizes, mas ao mesmo tempo tão infelizes, fazia de tudo para não brigarmos, mas sempre havia um motivo do qual eu nunca sabia, mas eu sempre tinha culpa por deixá-lo com raiva, ciúme, “vontade de matar alguém”.
Até que chegou o dia que não aguentava mais, brigávamos todos os dias, eu andava no trabalho feito um zumbi, mal comia, só dormia, estava fraca e deprimida. Terminei, não foi uma escolha fácil, na verdade a mais difícil que eu fiz, ele chorou, eu chorei, voltamos umas três vezes, aceitei a promessa de não haver mais brigas, porém sempre havia.

Mas a ultima briga foi a gota d’água, não vem ao caso o porquê, quando e como, só importa que terminamos de vez, embora o amasse loucamente. Chorava todos os dias, ainda choro, mas com menos freqüência. Fui a casa dele uma semana depois, tive uma recaída, ele estava frio comigo, chorei na frente dele e provei que o amava, que o motivo do qual havia terminado era porque não tínhamos sido feitos para ficar juntos, infelizmente.
Meu aniversário se aproximava e eu pedi que ele tocasse para mim, meio a contra gosto ele tocou uma música que tinha ouvido uma vez apenas, chorei ainda mais, porém ele sorria. No instante em que o olhei fixamente ele me roubou um beijo, o ultimo, a despedida, chorei como se as torneiras de lágrimas estivessem abertas.
Transamos, foi um erro da minha parte, acho que tudo foi um erro meu, do começo ao fim, minha culpa. Se não tivesse dito que o amava nada teria começado e sem um começo não há um fim. Nos afastamos depois disso, ele tentou se aproximar, porém eu não deixei, não podia, se não eu correria o risco de querer voltar.
Um mês depois de cortarmos contato soube que ele estava namorando outra garota. Ele, que havia me jurado amor, ele que disse que me amaria para sempre e que nunca se esqueceria de mim, estava chamando outra garota de “princesinha, gatinha e baixinha”.
O homem que eu amei, sendo como amigo, irmão ou namorado, havia morrido e permanecia apenas em minhas lembranças. Ainda o amo, mesmo tentando reconstituir minha vida e aceitando convites de outros caras para sair. Fico pensando se fui eu quem criou esse monstro, ele mudara muito desde que o conheci, muitos haviam dito isso.
E o pior de tudo é que eu o odeio, odeio o fato de não poder o odiar, odeio o fato de o amar tanto, com todos os seus defeitos, mesmo estando com outra, mesmo não estando morto como em meu coração.

Criei um blog e vou começar a escrever lá, um caderno velho abriga muitos sentimentos, é perigoso ele pegar fogo e minhas palavras serem perdidas, pelo menos em um site, um passa para outro e assim meus sentimentos passam de coração em coração aliviando esta dor conhecida, porém nunca admitida.

Obrigada, querido estranho, por ler esta página arrancada, não somente de meu diário, mas de minha alma e de meu coração.’

Não agradeça, querida Lúcia. Peço que se for possível, entre em contato comigo, sua história é linda, porém sofrida. Boa sorte daqui em diante e não chore mais. Até a próxima semana, com uma nova coluna.

Então, senhor colunista, obrigada por levar a milhares de pessoas minha história, espero ter acolhido em um abraço muitos corações sofredores, porém prefiro não ser identificada, espero que ele leia isto e se lembre de nós, que seja muito feliz e que siga sua vida, como estou fazendo com a minha.

Como diz em um livro que estou lendo:

“Aprendi que amar não significa estar junto, mas sim querer ver a pessoa feliz, mesmo que isso custe a sua felicidade.” 
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Partida



Fico imaginando onde isso começou... O começo do nosso fim. A palavra "nós", nunca será a mesma sem ele. Até domingo passado, meu mundo estava completamente feliz, meus amigos e parentes me elogiavam e comentavam como estava radiante. Eu me sentia amada, eu amava... Amava uma pessoa que hoje desconheço.

Nós saímos no domingo, pela manhã estava quente, mas a tarde se tornou tão agradável que nos sentamos à sombra, no parque. Aninhei-me em seu colo, acariciando seus cabelos – ah, como amava seus cabelos, tão finos e macios.

Conversávamos sobre coisas aleatórias, até que, sei lá porque, perguntei se ele estava me enrolando, pois aquilo tudo era bom demais para ser verdade. Ele faz uma cara de decepção e me perguntou o porquê daquela pergunta, fiquei totalmente sem jeito e pedi desculpas, dizendo para ele esquecer o que havia dito. Mas, como sempre, ele insistiu, então expliquei que, era tudo tão mágico, estávamos indo tão bem, que eu só poderia estar sonhando, enfim, acho que o convenci, pois ele voltou a sua expressão habitual e despreocupada.

Já havia passado das seis da tarde e decidimos ir para casa – fomos para a minha. Tomamos um banho – juntos –, fizemos macarrão e uma bagunça incrível na minha cozinha, tomamos vinho e fomos ver um filme, deitados na cama. Uma noite normal, por assim dizer. Dormimos abraçados, mais uma vez digo, foi um sonho.
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A Rosa de Miguel - Capítulo 4 – A descoberta (parte 1)

Peço desculpas pela demora deste capítulo, foram meses em escrever, falta de tempo, escola, outros projetos, enfim, espero que gostem deste, e logo trarei mais, prometo!
A mulher continuava caindo e Miguel voava descontroladamente atrás dela, Rose conseguia se lembrar de algumas coisas, de alguns momentos com Miguel em sua vida anterior, mas nada muito claro. Aquela situação era angustiante, fora que, sua perna doía cada vez mais.

Quando, ela ouve do nada, seu nome ao longe. "Rose...", "Rose está agitada", "Rose irá acordar, eu sei que irá". Eram vozes conhecidas, familiares, claro, sua família deveria estar preocupada. Mas, preocupada com o que?

Estava escuro e frio Rose queria sair dali, mas não sabia como. Até que uma voz suave lhe disse, ao longe, quase como um sussurro.

– Abra os olhos... – disse a voz – Volte para mim minha rosa...

Os olhos de Rose abriram imediatamente, aquela era a voz de Miguel chamando por ela. Agora tudo estava claro, lógico que ela teria que pedir explicações a ele depois, mas, no momento teria que se fazer de desentendida.
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Pétalas Azuis - Capítulo 3 – Meu querido aniversário



Vestia-me enquanto Haru tomava seu banho. Tirei todas as roupas do guarda-roupa à procura de algo perfeito. Até que, no fundo encontrei meu vestido favorito, cujo usei poucas vezes com medo de estragar. Era lindo! Todo branco e com bordados nas cores, azul e pérola, o tecido era delicioso, leve e delicado, caia feito uma luva em meu corpo desajeitado.

Agora que parei para pensar, meus vestidos são quase sempre do mesmo modelo. Ou balonê ou soltinhos do busto para baixo. Vesti-me e fui para frente do espelho, o que faria no cabelo? Cachos talvez? Sim, sim, cachos! Comecei a enrolá-los lentamente, já que estavam molhados, os juntando no topo da cabeça e os prendendo com uma presilha em forma de flor, delicada e com algumas pedras azuis incrustadas na mesma.

Coloquei uma pulseira bem delicada e um anel. Passei a mascara para cílios e um gloss, só, e fui para sala. Chegando lá, sentei-me no sofá a espera de Haru, que devia estar se aprontando. Viajei em pensamentos, eram tantos, nada com ligação, todos variados. Até que meus pensamentos chegaram a alguém inesperado, Shou, aquele garoto misterioso e supostamente venenoso.

Aqueles momentos em que estivemos um na presença do outro pareciam vivos em minha mente, como se estivesse acontecendo naquele exato momento. Cada detalhe, cada sensação, cheiro, tudo era tão real me minha imaginação fértil. Porém, infelizmente, fui interrompida pela chegada de Haru, que estava incrivelmente lindo em roupas casuais.
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A Rosa de Miguel - Capítulo 3 - Meu noivo, Meu anjo! (parte 2)


Gretah se levanta ao vê-los entrando, mas Miguel faz sinal com a mão para que ela fique. Ele peque uma das cadeiras que estava mais a longe pondo para Rose sentar, a empurrando levemente.

Ele logo se sentara acompanhando as damas no chá, sendo que ele não tirava os olhos de Rose e se tirava era apenas para admirar a roseira branca que Safira cultivara desde antes do nascimento de Rose, mas só florescera, como mágica, após a menina nascer.

As duas mulheres apenas se olhavam, contendo o riso. O que era aquela sintonia tão repentina e sobrenatural? Era como sem eles se conhecessem há anos. Gretah estava encantada com a forma com que Miguel olhava apaixonadamente para Rose, ela que não tivera um companheiro, um marido admirava a felicidade alheia sem lhe desejar mal, apenas desejando o que ela não pode ter. A felicidade de um casamento era isso que desejava a Rose, já que praticamente a criara.

Logo entra a empregada avisando que o almoço estava pronto, eles haviam conversado por um bom tempo, sem que notasse o tempo passar. Miguel levanta-se primeiro estendendo a mão para Rose, e assim esperando as senhoras.
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Um Coração Roubado


FãFic baseado no mangá Hanatsuki Hime - Classificação Livre - Romance

Lys estava deitada, olhando para o teto da tenda quando Siva entra e o ar é tomado por uma energia aconchegante. Seus olhos ternos a olharam com uma fixação incomum, era o mesmo Siva de sempre, porém, não o irmão, o pai, que a criou, que a salvou, e sim, o demônio que lhe dera o coração, o qual ela vivera pensando carinhosamente.

Ela o amava e o olhar do rapaz não escondia nem por um segundo seus sentimentos, ele a queria, cada dia, cada vez mais ao seu lado, não conseguiria viver sem ela, aquela garota pequena e frágil, porém determinada.
Siva anda até Lys, lentamente, sentando-se ao lado dela, nenhum dos dois falou nada, apenas ficaram ali aproveitando a presença um do outro. Foi quando Lys quebrou o silencio, olhando para o rapaz e perguntando onde ele havia ido.
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A Rosa de Miguel - Capítulo 3 - Meu noivo, Meu anjo! (parte 1)


Ela travara, seus pés estavam presos ao chão, sua mãe parara a olhando, confusa sem saber por que a filha não estava andando. Não podia ser como ele... Como ele estaria na loja de sua mãe, e ainda por cima, sendo seu noivo.

– Perdão senhorita, deixe-me apresentar apropriadamente. Miguel Vau, e a partir de agora, um amigo e criado, de coração abeto. – ele sorria docemente como sempre, fitando-a como uma criança que esconde um segredo de um adulto.

Ela podia ouvir em sua cabeça ele sussurrando... “shiii aja naturalmente, nós não nos conhecemos... lembra Rose...”. Ela então se recomporá, andando até a mãe e logo estendendo a mão para o jovem a sua frente. Ele segurara cuidadosamente sua mão e lhe dera um pequeno beijo na mesma. Ela estremecera, tirando a mão rapidamente, completamente sem jeito.
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Pétalas Azuis - Capítulo 2 – A rosa Vermelha


Estava confusa e no mesmo lugar quando Haru me encontrou. Haru, que me conhece desde os cinco anos, que me protegera tantas vezes, sendo quase um irmão, ultimamente está diferente e irreconhecível.

Estamos morando juntos há dois anos e desde então ele mudou, está mais distante e superficial. Talvez pela popularidade, já que as meninas só faltam se atirar por cima dele. Embora às vezes ele seja tão carinhoso e atencioso que me lembra o pequeno Haru que me protegia quando era criança.

Naquela tarde voltamos sedo para casa, meu amigo me escoltara segurando-me fortemente pelo braço. Era como se estivesse com veneno no sangue, era embriagante. Andávamos devagar e Haru parecia preocupado, estava distante como sempre, porém de um modo diferente.

Chegamos em casa, Haru largou a mochila no canto da porta como de costume. Juntei-a e antes de ir para meu quarto, deixei-a no de Haru. Após entrar no meu quarto e fechar a porta, sentei-me na cama e tirei os livros da mochila. Como de costume, pelo menos dois livros. O meu favorito de poesias e um romance novo que pegara na biblioteca. Os pus na mesa de cabeceira e esticando-me voltei a focar de pé.
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A Rosa de Miguel - Capítulo 2 - A doce menina (parte 2)


Ela ficara tão desapontada, não via a hora de saber o nome daquele que velava seus sonhos por tantos anos. Logo ouvira alguém a chamando, uma voz de mulher, bem de longe, chamando... Rose...

Rose... Rose... Acorde...

Ela olhou para seu homem-anjo, ele sorrira para docemente e acenara com a cabeça em forma de despedida. Um aperto grande surgiu em seu peito, ela não queria deixá-lo!

– Logo nos encontraremos novamente Rose, e ai, lhe direi meu nome, agora vá!

Seus olhos abriram repentinamente, ela estava assustada quem lhe chamara e por que ele a mandara embora? Ela estava em seu quarto, na cama, varrera o quarto com os olhos, procurando por alguém, e assim que avistou uma forma rechonchuda abrindo as cortinhas no outro cômodo se acalmou.
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Pétalas Azuis - Capítulo 1 – A abelhinha descuidada


 “As mais incomuns rosas azuis, porém mais belas do que as rosas comuns. Ele é como uma flor azul. É rara, todos querem tocar, mas tem medo de se aproximar, pois seus espinhos são venenosos...”

Vou contar a história de Shou e de como ele entrou em minha vida como uma tempestade de verão, devastadoramente. Era o primeiro dia de aula 25 de fevereiro, estava terrivelmente quente e eu procurava loucamente por meu melhor amigo Haru. Dei a volta no colégio chegando até o jardim dos fundos, onde embaixo de uma enorme árvore estava deitado, de olhos fechados um rapaz, que nunca havia visto.

Cheguei mais perto para ver os detalhes daquele lindo estranho. Ele parecia ser bem alto, era magro e tinha a pele bem clara. Seus cabelos eram loiros e lisos, descendo gentilmente até a altura do pescoço e falando em pescoço, o dele tinha uma tatuagem em forma de colar, um colar de espinhos tramado em sua pele.
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A Rosa de Miguel - Capítulo 2 - A doce menina (parte 1)


Rose crescia rápido e forte, era doce, delicada, mas a mãe percebera que dentro dela havia uma força enorme, uma mistura de confiança, compaixão e até certa ferocidade.

Desde pequena ela não se importara de brincar com os meninos, embora, brincasse bastante com as meninas. Ela sabia o que queria, era decidida, porém, muito chorona e coração mole. Era só algum bichinho morrer que desatava a chorar, a mãe ria a levando para a estufa onde ficavam suas tão amadas flores.

Ela ensinava à filha a arte das plantas e flores. Quais flores eram venenosas, quais viravam chás que curavam. Rose era uma menina esperta, alegre e espevitada, porém, dentro dela havia algo que sempre a levava a olhar para o céu. Ela o admirava, varria as estrelas em busca de algo, o fazia todas as noites depois dos 10 anos, debruçava-se no parapeito da janela e cantarolava para o céu uma cantiga que ouvira muito a mãe cantar para ela.
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Nova história - Pétalas Azuis

Só para avisar, essa imagem não tem nada a ver com a história, só usei porque é azul! XD
Oiii amores, é como estão vendo tenho mais uma história, é apenas um projeto, tenho apenas as idéias, nada concreto ainda. Bem, ontem fiz amizade com a Sammy do blog Da Imaginação a Escrita e ela me perguntou se eu pretendia escrever mais alguma, na hora respondi a ela que não, até para não ficar muita coisa e acabar misturando tudo.
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A Rosa de Miguel - Capítulo 1 – O Anjo e a Rosa


Essa história se passou a muitos e muitos anos, uma lenda, diga-se de passagem. É a história da linda rosa do Arcanjo Miguel, sua alma gêmea que caíra na terra após uma longa batalha.

A rosa branca que Miguel carregava junto ao peito era a representação de seu amor, de sua alma gêmea, ela o protegia como um escudo em todas as batalhas. Certo dia em uma luta que já durava anos, entre o tinir das lâminas e soprar das asas, Miguel, já exausto e começando a fraquejar ouve a voz melodiosa de sua amada sussurrar, lhe passando confiança.
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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.