Mostrando postagens com marcador Relatos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relatos. Mostrar todas as postagens

Aos poucos a gente vai se reerguendo

Eu sumi, eu sei. Muitas coisas aconteceram desde a ultima vez que eu escrevi aqui ou em qualquer outro lugar. Eu sou muitas e hoje sinto que posso ser todas que eu quiser. 

Em menos de dois meses eu tive mais altos e baixos que uma montanha russa! O que me sustentou foi primeiramente minha amiga, Fernanda , que faz cinema na PUCRS (mesma facul que eu), ela não desistiu de mim mesmo depois de ter desmarcado tantas vezes com ela. Teve meu psicólogo, meus colegas, os professores e meus pais. Pais esses que eu consegui me abrir (finalmente) e contei tudo que estava guardado tantos anos ou até a vida toda. 

Sou muito feliz por ser amiga de todos aqueles lindos e chuchuzes que me ajudaram de qualquer forma, até com um pequeno post motivacional. Daqueles que me sacudiram e daqueles que juntaram meus pedacinhos. É tão bom sentir que a gente pode dizer sem medo: eu estou me curando.

Pra quem não está entendendo nada eu explico. Eu tive crises de ansiedade e pânico. Tranquei algumas cadeiras na faculdade e estou em processo de matar minhas paixões infantis doentias que só me fazem sofrer. Freud diz que é um dos processos de amadurecimento. As coisas tem se encaixado melhor, mas eu percebo que eu preciso me divertir e viver a vida, sair, ver meus amigos e deixar de ser tão reclusa dessa forma nociva.

Essa noite refletindo sobre o que meus relacionamentos me trouxeram que eu pude perceber como eu sou um camaleão que se adapta aos ambientes e as pessoas. Com meu ex eu me sentia motivada a criar qualquer coisa que fosse, foi um ano muito produtivo e criativo. Sinto falta da nossa relação e de como ele me trazia coisas novas todos os dias. Talvez em algum momento surja uma boa amizade disso tudo. Com minha ex bff eu lia demais e passei a escrever de uma forma muito autocrítica por causa das críticas dela. E por aí vai. Agora com a Fernanda eu tenho escrito muita coisa pensando na criticidade cinematográfica dela. Afinal, somos um quebra cabeças de pessoas e lugares! 
E, o recado final é: a gente sobrevive, a gente se agarra a qualquer possibilidade ou pessoa e só vai! Então, se agarrem em algo que lhes fortaleçam!
Deixo essa musiquinha que a migx me viciou, essa menina é ótima!


Leia mais...

Depressão e Ansiedade Pós Matricula


Sabe aquela ansiedade antes de fazer tua matrícula e saber que no próximo ano tu não tem escapatória? Então, é o que eu estou sentindo agora! Alguns irão dizer "nossa, que bobagem, fazer estágio obrigatório de manhã, estágio remunerado a tarde e estudar a noite toda não é tão difícil assim", mas pro meu stress é, pra minha ansiedade é demais sim! Não foram vocês que surtaram trabalhando 8h e estudando a noite toda durante um mês, foi demais pra mim e desde então eu fui com mais calma, levei alguns meses pra me equilibrar novamente e não pretendo ter outros surtos tão cedo! 
As pessoas entraram nessa onda capitalista de ter que fazer tudo a jato, tudo com tempo contadinho como se nada pudesse esperar mais um semestre e ir com calma! E a saúde mental? E o fisiológico em risco de exaustão? Temos sim pessoas com uma renda melhor, mas são pessoas que gastam tudo com psicólogo, médicos etc. 
Ontem mesmo eu estava falando isso com meu psicólogo, que é tão difícil lidar com a ansiedade e o medo do futuro que é tão incerto. Fazer mestrado? Seguir trabalhando e aturando instituições falidas e sem uma moral correta que trata crianças como clientes? Colocar uma escola minha? Mas, com que dinheiro? E se não der certo? Com que apoio se o governo tá falido? São tantas perguntas que acho que todo aluno de graduação se faz!

Minha grade de horários do quinto semestre de pedagogia ficou assim:

No sexto semestre ainda temos estágio obrigatório na educação infantil + umas 5 disciplinas na semana. No sétimo um estágio obrigatório em séries iniciais de 300h + 60h de aula, com 3 disciplinas a noite. No oitavo temos 3 disciplinas com o TCC, ok, seria fácil se não fossemos trabalhadores "pobres", a maioria trabalha pra pagar a faculdade e/ou se sustentar! Boa parte das minhas colegas fazem bolsa de IC e mais estágio em escolas! Elas terão que abandonar alguma coisa pra dar conta! O curso parece que não pensa nas alunas, que todas trabalham (ou no mínimo 95% das alunas-os). Nem todos podem contar com o apoio financeiro dos pais!
A Faculdade Federal é pra rico! Com aulas o dia todo não tem como trabalhar direito. A particular não percebe que quem está lá é gente que não teve como entrar numa federal e que tem que pagar suas contas! E eu digo contas básicas, como se alimentar no campus, xerox (cópias), passagens, etc. Eu gastei em um mês cerca de 300 reais, só comendo no RU - Restaurante Universitário, todos os dias. A minha indignação só cresce quando eu estou na TPM, gente, é um sentimento de fragilidade, de tristeza, de descosto, de vontade de matar um (qualquer um), tenho pena da minha mãe e do meu namorado nesses dias!
Enfim, é isso, se você compartilha da mesma indignação que eu e/ou está se graduando, deixe um comentário aqui embaixo!
Leia mais...

Por que eu odeio o Natal?


Primeiramente, olá pessoas! Segundamente, eu adoeci, estou meio de cama há uma semana, desde terça quando teve a formatura do namorado (ele cuidou de mim dois dias que eu fiquei presa na casa dele por causa da doença), então de lá pra cá eu fiquei alimentando mentalmente esse post e ganhando forças para levantar da cama sem parecer que eu tinha levado uma surra ou conseguir ficar longe do banheiro por mais de 2 horas.

Só para terem uma ideia, ontem eu fiquei em casa, sozinha, com minha comida de doente, filmes e ainda ganhei uma menstruação com aquele bônus de cólica, então, cama e filmes (X-Men - Apocalipse e Dr. House) e por incrível que pareça, eu estava feliz de pijama na cama dos meus pais enquanto eles estavam comemorando o nascimento do deus sol do hemisfério norte no lugar do solstício de verão aqui do hemisfério sul.

Bem, o desastre de adoecer só piorou minha situação, eu passei a detestar o natal lá pelos meus 13 anos, é algo que começa de dentro do meu ser, um desconforto, uma tristeza, eu acabo ficando muito irritada por qualquer coisa, é como se nada fizesse sentido ou tivesse realmente valor, os astrólogos chamam isso de inferno astral, mas normalmente é somente quando falta exatamente um mês para o aniversário da pessoa, portanto isso acontece comigo além de dezembro de 10 de fevereiro até meu aniversário 10 de março (oh vida boa).

Apesar de ser muito ruim ser a chata que detesta o natal e acaba estragando os planos das pessoas sobre essa data tão feliz eu realmente não consigo mudar e camuflar minha insatisfação, acho muito hipócrita das pessoas dizerem que "essa é uma data de espalhar amor e esperança", mas no resto do ano eles só faltam jogar uma bomba no seu quintal! Acho que as pessoas deveriam se respeitar mais, amar mais e ser mais de boas umas com as outras o ano todo, mas o que eu vejo é pura competição o tempo todo, isso é bem cansativo, triste e tem dias que eu não consigo levantar da cama sem antes dar aquela choradinha pela humanidade e pelas pessoas trouxas que existem no meu "circulo social" (o amplo, bem amplo, tipo de dar oi na rua e tal). Eu penso nas pessoas de rua, penso nas crianças que não terão, talvez, um pai em casa, alguém querido, um presentinho, qualquer coisa que seja. Entendo o natal como a Coca Cola prega uma fantasia muito triste que esconde bilhões por trás.

Aliás, minha maior frustração é não poder usar aqueles blusões bregas com motivos natalinos! 


Enfim, além de aguentar piadinhas bobas da família como: "não sei se tu merece", "acho que tu não foi boa esse ano", "vamos se respeitar",  "sem brigas no natal", "péra, vamos tirar foto da mesa", "não vai ficar bêbada com champanhe" etc. E eu não sou muito boa em lidar com essas coisas não!

Ah, eu desenhei o Grinch!

Uma foto publicada por Muryel Oliveira (@mumuowo) em


E por fim, eu queria deixar um abraço especial para a Bruna Morgan, pra Nonata e pra Viviane Oliveira que fizeram os últimos comentários aqui no blog! ❤❤❤❤


Leia mais...

Ele disse: "Passa o celular ou eu te mato!"


Pânico, pensamentos passando em segundos na minha cabeça, uma arma apontada pro meu peito e um assaltando falando agressivamente pra eu passar o celular. Vivi exatamente isso semana passada quando voltava da faculdade após passar na casa de uma ex colega para pegar uns mangás (Tarot Café, logo farei uma resenha). Eram 20h20min mais ou menos, normalmente eu chego em casa por volta das 23h com meu pai, mas nesse dia eu troquei a rota por causa dos ônibus lotados que não pararam na parada da faculdade, peguei outro que passava perto, encontrei essa ex colega e fui na casa dela, mesmo estando cansada e precisando de um banho. Conheci sua gatinha bebê, peguei uns mangás e ficamos de trocar outros. 

Ok, super normal, faço isso o tempo todo, voltei pra casa a pé, foi o tempo suficiente para escurecer, a rua estava movimentada por causa da igreja evangélica que tem lá, alguns carros desceram rápido e logo subiram. Eu estava na metade da rua, uma casa de distância da minha quando vi um cara subindo, ele apontou a arma pra mim e começou a falar coisas que eu não entendia, até que ele encostou a arma na minha boca e pediu o celular, eu disse que não tinha (menti), ele me apalpou mas não achou (estava no bolso de trás e o casaco cobriu), então tentou arrancar a bolsa de livros do meu braço e eu só sabia dizer:
"- Moço, eu só tô com livros, olha (abri a sacola) só livros (ele apalpou os livros)."
Dai ele arrancou a mochila das minhas costas, com cadernos, R$250,00 (mais ou menos), apostilas, canetas pra desenho (e aquelas stabilo que eu adoro), bem, calculando assim por cima foram mais ou menos uns mil reais de prejuizo! Sem falar nas maquiagens dentro da bolsa, carregador de celular, pendrive etc. Eu chorei litros, porque pedi pro assaltante deixar meus cadernos com minhas anotações e levar só o dinheiro, mas ele não deixou, poxa, final de semestre, todas as anotações que eu fiz, com os suspiros dos professores, fora outros caderninhos de visitas de campo, tudo isso provavelmente foi pro lixo!

Minha mãe me ligou logo depois e quando falei que fui assaltada ela foi correndo me pegar na rua, PORQUE EU FUI ATRÁS DO CARA PRA VER SE ELE IA DEIXAR A MOCHILA COMO PROMETIDO, MAS ELE MENTIU! (Sim, eu fui bem ingênua achando que ele devolveria!)

Daí, um pouco mais calma eu fui pintar, pintei como me sentia naquele momento, freneticamente.

Uma foto publicada por Muryel Oliveira (@mumuowo) em

Naquele momento eu não queria pensar em mais nada, me sentia impotente, triste porque tudo que eu adquiri com esforço do meu trabalho foi levado assim, de graça. Dormi, dormi chorando pra variar. Acordei cedo, com os olhos inchados, tinha dormido muito mal, foi quando um número estranho me ligou, atendi e era da secretaria do curso de pedagogia da PUCRS, a moça estava me avisando que haviam achado minha carteira com todos os documentos. Fomos fazer o B.O e não foi possível porque "os coitados estavam sem pagamento e só atenderiam em caso de vida/morte/ferimentos graves", sendo que a corrigedoria proibe tais atos, são crimes, devem ser registrados de qualquer forma! 

Enfim, deixei assim, sem B.O por enquanto, fui pra praia espairecer, funcionou, desenhei bastante e li, comi e aprendi uns golpes de KickBoxing (eu deixei meu namorado roxo - fazendo cara de feliz). Daí, ainda sem materiais, carteirinha da PUC e essas coisas eu vim pra faculdade, ainda com medo de sair na rua, minha mãe me leva e me busca na parada mesmo que em horarios de dia. 

Hoje fui no psicólogo de manhã, conversamos sobre isso, ele me deu um abraço bem apertado (querido ❤) e me passou novamente um vídeo do perdão, do Ho'oponopono (vejam aqui), fui pra faculdade assintindo e me senti bem, feliz. Passei a tarde bem, imprimindo coisas que eu precisava e que ficaram na mochila roubada quando recebo uma mensagem no Facebook de uma desconhecida. Eu surtei!


Ok, liguei, a pessoa estava com a minha mochila na delegacia, embora meu caderno não estivesse lá, o que me deixou bem triste, mas, ok, boa parte dos meus materiais e canetas estavam lá. Amanhã pretendo ir buscar e reiniciar a vida com o que restou de mim e das coisas, eu realmente não desejo isso pra ninguém porque foi algo bem traumatizante. Agradeci a todas as pessoas que rezaram para que os objetos aparecessem e ao apoio! 

Enfim, cuidem-se, como diz meu namorado "anda com o mínimo possível na bolsa" e tenta andar acompanhada, viu, isso é para as gurias, eu sei que não dá pra ser assim, mas aqui no Brasil as coisas andam feias em quesito estupro e assalto. Sou muito a favor da liberdade das mulheres, dos direitos iguais mas os assaltantes estão aí e não poupam ninguém, soube até que, se o celular não for bom, eles te espancam! Horrível o estado que chegou a humanidade, acho que haverá uma nova idade medieval em que os homens se matavam ferozmente e eram salve-se quem puder e quem souber!

Leia mais...

Dia das Crianças + Fotinhos!


Dia das crianças: que coisa é essa tão esperada por todos nós (ou a maioria) por durante, no mínimo, quinze anos de nossas vidas?

Alguns falam de São Cosme e Damião e outros de uma data promovida pelo capitalismo, mas veja bem, atualmente tudo é movido pelo capitalismo, até nosso estado religioso é. Na minha infância, por ser a filha e neta única (e fora que antigamente nada era tão caro como hoje), eu ganhava muitos brinquedos, sei que a maioria eram de 1,99 mas eu era feliz, famosa frase de adulto mal amado “Eu era feliz e não sabia”.

Eu brincava de casinha (com toalhas de mesa da minha mãe ou cobertas/lençóis), na terra, corria de pés descalços, empinava pipa e por aí vai. Jogos e brincadeiras que não influenciaram na minha sexualidade ou gênero, apesar de o brinquedo mais desejado por mim era uma casa de Barbie rosa e de plástico que era de montar. Eram peças da casa separadas. Eu namorava aquele brinquedo Made In China na lojinha do lado da casa da minha avó. 

Eu gostava também de ser pessoas, fazia maquiagens de velhinho (com um lápis prata de olho da minha mãe), vestia as roupas do meu pai, colocava os sutiãs da minha mãe, sapatos dos dois etc. Eu queria ser um adulto naquele momento, não sempre, mas a gente vai crescendo e as coisas vão ficando cada vez mais difíceis. 

Mas, sabe, eu era uma criança chata, era muito sozinha e queria atenção o tempo todo, brincar, ganhar e dar carinho etc. 

Acho que ainda hoje tenho um pouco disso, de falta de carinho e atenção. Acabamos trazendo coisas da infância pra vida adulta, às vezes coisas boas e outras nem tanto. Com isso, ou abranger um ótimo bom senso ou ter um bom psicólogo. 

 Feliz dia das crianças, não tragam os traumas pra fora hoje como eu faço às vezes. 

Imagens da infância!







Lembrando que eu participo:



Leia mais...

Debutando na Iniciação Científica


Minha primeira apresentação de trabalho na feira de iniciação científica da pucrs foi um pânico total, eu fiquei tão tensa que minha musculatura do pescoço endureceu e eu passei a tarde e à noite toda com dores de cabeça e nas costas. Pra quem não sabe, acho que a maioria aqui, eu sou bolsista na puc, trabalho com o programa de pesquisa acadêmica e anteontem (03/ 10/ 16) foi minha primeira vez apresentando trabalhos lá. 

Aparentemente todo mundo estava tentando me acalmar, mas era algo interno meu, as pessoas disseram que eu não aparentava estar nervosa, que eu passei uma impressão de serenidade e etc, quando na verdade eu estava um vulcão em ebulição, a Atlântida estava afundando dentro de mim, imaginem o caos. No mais, tudo ocorreu bem, apesar de eu ter acordado às 12h30min, me arrumado em 20 min, chegado na parada junto com o ônibus e com isso chegado na puc as 13h30min dando tempo de eu terminar de arrumar os slides (aquela ultima olhadinha nervosa) e deixar tudo tinindo. 

Eu estou com um sentimento de alívio, parece que eu fiquei em um trabalho de parto cansativo que me tomou diversas horas, mas que no final, após a criança ter nascido, senti o sentimento de dever cumprido. Eu consegui!!! Agora só ano que vem mesmo, e olhe lá. Não quero passar por isso tão cedo novamente, ainda tenho meus problemas com apresentações, isso é algo meu mesmo, pode parecer bobo, eu pareço ser relex, extrovertida e animada, mas em apresentações meu inferno pessoal aparece. 

Recebi elogios pela minha apresentação, pela pesquisa da qual estou participando e tudo o mais. Ganhei um bloquinho bem legal para quem adora produtos de papelaria como eu (fica a dica para supostos presentes), e um “yes yes” animado do meu professor!

Esse foi mais um relato da minha vida acadêmica, fiquem com os serezinhos de luz, boa semana para vocês! 

Leia mais...

Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.