O que as grávidas não dizem

Existem muitas coisas que nós (grávidas) não dizemos, mas sentimos e pensamos. Isso, obviamente varia muito de mulher para mulher, de sociedade, de classe etc. Mas, se você está ou já esteve grávida, com toda certeza pode afirmar.

Raramente ou nunca dizemos que estamos incomodadas com algo, porém isso deveria ser dito. Deveria ser dito que é muito chato quando você sobe no ônibus cheio no final do dia e as pessoas te olham e fingem que estão dormindo, lendo ou enfiam a cara no celular e dali não levantam até que chegue a parada delas. 

É chato também quando pessoas mais velhas te olham com nojo ou cara feia por você estar sentada no assento preferencial e ficam te empurrando com a barriga, bolsa etc. 
É muito constrangedor ter que pedir lugar, por isso não falamos, por isso não pedimos, acredito que boa parte das grávidas usa a tática de passar a mão na barriga ou na lombar para ressaltar que tu está esperando um bebê.

Outra coisa é o toque, não tem problema, na minha opinião, o toque na barriga, mas de pessoas que são intimas ou queridas, porém todo estranho que te vê na rua quer te tocar, as amigas da tia avó, da vizinha da sua tia, pessoas que dizem te conhecer desde criança mas que nunca trocaram mais que meia dúzia de palavras contigo. Ou ainda familiares, por serem "família" se acham no direito de tocar e dar palpite o tempo todo. Nem sempre queremos ser rudes, as vezes só calamos e nos sentimos violadas, sem um pingo de autonomia sobre seu corpo.

As pessoas te dizem o que comer, o que vestir, o que deve ou não fazer como se você fosse uma criança. Se metem na escolha do nome do bebê, em suas preferências, quando deve parar de amamentar, quando deve introduzir alimento, quando deve desfraldar, etc. 

Pessoas, não sejam assim.

Grávidas também detestam a gestação, o cansaço, o sono e a fome. Grávidas também bebem e fumam. Grávidas também querem se sentir sexys e gostam de ouvir que são! Grávidas também perdem a libido e enjoam da cara do/a companheiro/a.

Grávidas continuam sendo mulheres, continuam sendo assediadas nas ruas, continuam tendo seu corpo objetificado pela sociedade, seja sexualmente ou a endeusando e a tornando um bibelô fútil. Grávidas são iludidadas e enganadas por outras mulheres, mães, avós, tias... Nem tudo são flores, nem tudo é maravilhoso. 

Inclusive é incômodo, é chato, as vezes dói física e emocionalmente. As vezes a gente quer desistir, quer parar no meio, as vezes, essas vezes são tão recorrentes que tomam o mês inteiro.

Estar grávida é um ato de coragem, é quase ser militante, uma guerrilheira na selva do mundo e da sociedade.

Existem muitas coisas que grávidas não falam, coisas que ninguém deveria fazer, que não deveria ser necessário falar, pois deveria ser natural e respeitado. 

Afinal, grávidas são mulheres, e sabemos como mulheres são tratadas.
Triste, mas real. 
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Estamos de volta!

Sim, demorei mas voltei!
Algumas coisas aconteceram, acho que sempre acontecem, não é? Comecei algumas formações paralelas com a faculdade, projeto de TCC, estágio comendo meu couro e as coisas se embolaram.
Mas, prometo, que voltarei a escrever e a resenhar assim que as coisas se acalmarem.
Por enquanto vou fazer uma listinha e atualizar vocês!
  • Encontrei meu grande amor, até o momento (em agosto);
  • Fui demitida e tranquei a faculdade no final de setembro;
  • Inicio de outubro engravidamos (help);
  • De outubro até fevereiro foi uma loucura, altos processos, crises e aquele sentimento de "o que estou fazendo da minha vida";
  • Resolvi voltar para a faculdade, consegui me matricular na data limite;
  • Tive altos problemas com a minha imagem de grávida e mulher, com a minha sexualidade e com a vida em si, mas estamos lidando;
  • Fiz 24 anos no dia 10/03 e foi bem bacana, comi muito!;
  • Ontem, dia 18/03 eu e meu companheiro fizemos sete meses de namoro e vimos nosso bebe na ultrassom, é um menino, seu nome é Ákilah, mede 30cm e pesa 716g!
Bem, por hoje é isso!
Aguardem, voltaremos! 

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Quantas vezes você fez sexo sem querer fazer?


Por onde começar? Pelo começo, certamente. Mas, e no começo você fez porque quis ou foi porque 'já estava na hora?' ou porque suas colegas já haviam feito e você se sentia excluída? Quem nunca foi posta de lado por ser 'virgem' e 'não entender'.

Sofremos, homens e mulheres, uma pressão muito grande acerca de todas as coisas possíveis no mundo, temos que estudar e fazer isso bem, trabalhar e ser o melhor, ter relacionamentos duradouros e por isso suportar todo e qualquer problema, temos que... o tempo todo. Sem contar que temos a pressão sexual, os meninos tem que ter relações cada vez mais cedo e as meninas precisam se 'resguardar', porém não é bem assim que funciona, sabemos que quanto mais cedo os meninos querem, mais cedo nós meninas cedemos aos apelos incessantes de alguns que não estão acostumados a ouvir não. 

Primeiramente quero esclarecer que não estou aqui para culpabilizar ninguém além da sociedade, e meninos não se sintam ofendidos, adoro vocês, porém as vezes é necessário contar o nosso lado e vai doer, e mais, tudo que eu falar é com base no que eu ou amigas próximas vivemos. 

Eu já perdi as contas de quantas vezes ouvi coisas como "mas eu te faço ficar com vontade", "é só entrar no clima", "mas eu tô tão afim" ou a pior "por que tu veio se não queria?" quando eu disse que não queria transar ou não estava no clima. Percebi agora como certas músicas me marcaram violentamente por causa desses momentos. Não posso mais ouvir The Killers ou The Kooks porque me lembro de todas as vezes que eu olhei pro teto e rezei silenciosamente pra que o cara gozasse logo porque eu não aguentava mais aquilo, porque estava me sentindo mal ou como nas ultimas vezes que me aconteceu, porque eu entendi que era uma violência, que era um estupro,

Teve um vídeo da Jout Jout (aqui) no carnaval que viralizou com o print de "Depois do não é tudo assédio", e nesse vídeo eu me dei conta de diversas coisas que me aconteceram e que aconteceram com amigas. A gente se sujeita, por mais que o cara diga "tu não tem que fazer algo que não quer", porém quando envolve sexo são outros quinhentos. 

Quantas vezes você já disse no meio do sexo que não estava gostando ou que queria parar e seu parceiro ficou de boa? Ok, comigo aconteceram algumas vezes, mas não sem eles insinuarem uma 'mãozinha' pra terminar. Quando eles mesmos não 'se dão aquela mãozinha' contigo ali do lado! Quer fazer uma mulher se sentir mal, nojenta, não vista nem amada é bater uma depois que ela disse que não queria, que estava doendo ou que simplesmente tinha passado a vontade. Como se fosse nossa culpa, ainda por cima 'perdermos a vontade assim do nada', uma pessoa perde a vontade por diversos motivos, problemas, ou porque a outra pessoa não está agradando, fica a dica. 

Meninas, me digam, quantas vezes vocês já não imaginaram estar em qualquer outro lugar ou com uma pessoa mais gentil, carinhosa ou menos repugnante do que aquele namorado que não percebe ou não faz questão de perceber que está sendo abusivo, que está te violentando e ainda te usando pra se satisfazer? Eu, várias! 

Ou quando eles te pegam pela mão gentilmente e te conduzem até um sexo desprotegido e segundos antes de gozar, param e perguntam "tu toma pílula né? não vai esquecer, senão vai dar ruim!" como se a responsabilidade de não gerar uma criança fosse somente nossa! Sem contar das diversas doenças e vírus que podem circular nesses momentos! Aah, e quando tu pede, com uma cara insegura, pra ele não 'pôr' sem camisinha e ele diz "só pra começar" e tu fica com aquela cara de "quê???" e ele já sai enfiando, não dá um desgosto? 

Somos retalhadas, abertas ao meio e cutucadas com espetos, facas, atiçadores de brasa, reviradas do avesso, exportas, submetidas e reprimidas, humilhadas e violentadas de tantas formas possíveis e impossíveis, sem contar nas chantagens emocionais, sem contar nas violências seladas com beijos e cartas de falso amor e ainda assim, vivemos. Ainda assim, estamos aqui lutando. Para sermos chamadas de frágeis, de dramáticas e que estamos fazendo uma 'tempestade em copo d'água'

Antes de julgar alguém tente se por no lugar dele, ver essa pessoa com outros olhos, despido dos seus preconceitos e 'achismos'. Outra dica, passe um dia como uma mulher, sozinha numa cidade grande, com pessoas estranhas e ruas desconhecidas e desertas. Quando até o cobrador te lança uma piscadinha e olha bem pra sua bunda, porque você sabe quando te olham, seu corpo esquenta, você quer se esconder e chorar, quer sua mãe, quer seu pai, quer alguém pra te proteger ou só sumir. Agora, como seria se seu parceiro, alguém que deveria ser um porto seguro, alguém em quem você poderia confiar, lhe faz algo tão degradante, que violenta seu corpo e não só, sua alma. Pega seus sentimentos e os rasga em pedacinhos.

Eu falo, não por uma, mas por várias mulheres, negras, brancas, trans, lésbicas, baixas, altas, magras e gordas. Eu falo por pessoas. Pessoas que merecem o mínimo de dignidade e respeito e na maioria dos momentos não recebe. 

Hoje eu digo "CHEGA!" e sei que ninguém vai me obrigar a fazer nada que eu não queira e é isso que eu falo pra minha irmã que atualmente tem 13 anos: se um cara te disser que faz tu ter vontade, ou que "teu corpo não nega a vontade que tu está" e por isso tentar justificar te obrigar a transar com ele, tu sempre pode e deve gritar que ele é um agressor e que tu está sendo violentada. Porque isso É SIM ESTUPRO!  

Toda vez que tu disser não e ele mesmo assim insistir, tu ceder e se sentir um lixo é porque você foi/está sendo estuprada, sinto em te dizer, caso você não tenha se dado conta. 

Procure pessoas que irão te apoiar e ajudar nessas questões, principalmente terapeutas. Terapia foi a melhor coisa que decidi investir, não sei se estaria aqui contando isso se não estivesse acompanhada do meu terapeuta fantástico! 

Enfim, acho que já contei coisas demais! 
Só lembre: Mulheres unidas! Nem uma a menos! Todas por uma e uma por todas! 


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8 de Março


Já ouvi que ele teve ‘mulheres de todas as cores’ (mas quando uma mulher diz isso, o que dizem que ela é, hein?). Que as solteiras são ‘tristes’, que algumas são ‘loucas’ ou quem não ouviu daquelas que são consideradas ‘más’. Li certa vez que para uma mulher ter sucesso ela precisa de dinheiro, tempo e espaço, principalmente se for escritora. Que ela acaba sendo má ao abandonar os filhos ou não se curvar ao marido e a família.

Ouvi das agressões importas as minhas antepassadas por serem ‘mujeres fuertes’, por beberem, fumarem, foderem, por serem livres e ‘masculinas’. Ouvi contarem dos metros de terra que minha avó cavou ou como sustentou a família lavando roupas para fora. Ouvi contarem dos abortos espontâneos por causa da miséria, ouvi das violências contra corpo, alma e o coração, ouvi com lágrimas contidas sobre assaltos que viraram invasões, ouvi minha mãe perguntar ‘ele te machucou?’ quando cheguei em casa aos prantos quando fui assaltada a mão armada.

Me falaram esses dias ‘e tu não tem medo de voltar tarde da faculdade? Está tão perigoso!’ eu respondi que não, mas no fundo, sim, eu tenho. Basta ser mulher para morrer, para ter seu corpo violentado, objetificado, sexualizado, exposto, invadido, agredido de todas as formas possíveis. Ser desrespeitada e não levada a sério. Porque o que conta é a quantidade de homens com as quais dormi e não de quantos livros eu li no ano ou quantos estão na minha prateleira. Não importam minhas palavras fortes e bem colocadas, mas as fotos obscenas que eu posto mostrando peito, bunda e buceta. Porque nessas horas eu não vou ‘medir as palavras’ ou ‘sentar como mocinha’, eu vou dizer, eu vou gritar por aquelas que se calaram ou que foram caladas. Eu vou lutar, por aquelas que não tem mãos ou pernas para protestar. Eu vou chorar por aquelas que nasceram e rezar por aquelas que se foram. Vou agradecer as memórias de dor e amor que me foram passadas e que estão presentes em cada centímetro da minha pele ou no modo que meus pelos se eriçam.

Porque não importa o que façamos, o que conquistamos, o que escrevemos, desenhamos, compramos ou da forma que agimos, nós somos mulheres e lá fora sempre nos farão achar que somos menos importantes, inferiores ou sujas. 
Eu lhes digo, força!

Feliz 8 de março para as guerreiras que me pariram, que me nutriram e deixaram eu beber das suas histórias!

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'relaxa, ta tudo certo'


Eu chorei quando você deixou nossa casa. Quando fechou a porta na minha cara. Mas, afinal, eu sempre choro, não é o que você diz? Perdoe os erros de português, você sabe que eu sempre fui boa em ficar em silêncio e deixar os olhos falar por si só. E a língua? Bem, essa eu uso para beijar e assoviar. Apesar de não o fazer tão bem (o assovio, não o beijo).

Foi como um soco na boca do estômago. Cortou meus lábios e quebrou meu nariz. Por que um coração partido dói tanto?

Você diz que tudo que eu escrevo é sobre mim ou sobre meus relacionamentos, mas tudo o que sai da sua boca são palavras milimetricamente calculadas para confundir e ferir. Desculpe, meu bem, com essas palavras cruéis é que espera que eu abra meu coração e espere passivamente que você penetre nele e tire tudo de bom que há em mim? Sinto muito, você sabe que eu nunca fui passiva, tampouco passional. Prefiro me manter sob controle, mas as vezes é necessário se descontrolar para espanar o pó que se acumulou sobre os ombros, não é mesmo?

Ontem em meio a briga eu me senti como uma criança acuada, com medo e culpa. Senti que era culpada, mesmo não sabendo porquê. Esperava de peito aberto por uma palavra doce, por cumplicidade, mas tudo o que recebi foram queixas desenfreadas baseadas nas diferenças da nossa personalidade e forma de ver o mundo. Foram quatro anos tentando, quatro anos jogados fora. Por isso eu digo alto e em bom som, pra mim chega!

Estou farta de ser cortada em pedacinhos e espalhada pela casa. Estou farta de esperar afeto ou uma atitude complacente. Mas, tudo que eu recebi foram queixas vindas da sua falta de entrosamento, confiança, ou seja, lá como chamam quando nos abrimos para alguém que nos é querido. Não vou lhe forçar a dizer nada se você não chegar e me disser. Não vou ficar perguntando sobre a sua vida em tópicos chatos que mais parecem um interrogatório, eu irei esperar você me contar de bom grado, caso contrário nada mudará, continuaremos sendo o que somos um para o outro.

Também não me diga que eu sumi, que não lhe chamo mais para sair, pois todas as vezes que eu chamei sempre houve algo ou alguém mais importante. E eu entendo que todos temos prioridades na vida, eu também tenho as minhas, no caso: eu. Por que? Porque eu cansei de ir dormir chorando me sentindo um lixo e de acordar com a cabeça explodindo e os olhos sensíveis, com o estômago embrulhado e uma vontade gigante de ficar o dia todo em posição fetal na cama contemplando a minha existência imunda e sem valor.

Só que, eu tenho valor. E nem você nem ninguém tem o direito de me fazer sentir como se eu não tivesse.


E, ah querido, eu troquei as chaves da porta, as senhas da nossa conta e todos os acessos que você tinha na minha vida. A minha casa, meu coração e tudo o que supostamente nos ligava. Isso não lhe pertence mais. Mas, ‘relaxa, ta tudo certo’, beijos e dorme bem!

[das coisas que eu escrevo ouvindo indie]

ps: saudade de vocês!
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O que faz seu sumisso ser triunfante?

Quando você decide dar um tempo na/da vida. Quando a vida dá um tempo de você. Quando você chega tão cansada em casa, todos os dias, e mesmo assim emoldura um sorriso na paisagem que são seus lábios.
É quando enxerga poesia nas coisas mais banais, quando você abraça cada coisa que lhe faz bem, inclusive você.

Seu sumisso te faz triunfante quando você ergue o rosto e não deixa nada estragar seus planos. Quando você tem um blog, muita coisa pra falar, mas te falta um empurrão, porque esse tempo que você e a vida deram lhe tirou a paixão de publicar e demonstrar todo seu transbordar.
Quando você liga só para dizer que não vai poder falar comigo, porque não está bem (mas tá tudo bem) e quer ficar sozinho consigo mesma.

Quando você quer gritar, quebrar e chorar, mas sabe que o melhor remédio é outro e não está nos braços de alguém, porém, ainda aceita o chamego do colo alheio, que lhe faz igualmente bem (mas somente quando você sabe que é tudo que precisa ter).

Você triunfa quando todos estão dizendo o contrário:
Fracassado!
Vai quebrar a cara!
Eu avisei!
Tá sendo precipitado!
E mesmo assim você segue seu coração, e quebrando a cara ou não, sabe que fez o certo. Isso se chama vitória (sobre você, sobre os outros, sobre as coisas, e principalmente, sobre a vida).

Ps: Carta aos meus queridos

Perdoem-me pelo sumisso. Eu precisei ir alí na esquina, na outra quadra e depois na outra cidade, fora de mim, aprender a ser mulher, aprender a ser gente, aprender a me amar e isso demorou alguns meses.
Hoje eu estou de volta. Novamente. Renovada.
Hoje, sou mais mulher do que minha paixão por livros permite que eu compre. Do que meu tesão aceita que eu fique sem sexo. Do que minha criatividade consegue ser contida e medida. Do que meu coração consegue segurar os impulsos da paixão. Do que meu ser cabe em mim.
Se amar é o primeiro passo para qualquer empreitada da vida.
É produto raro e escaço. Mas, viciante.
Aliás, 'tu vicia'.
Beijos, prometo não demorar a voltar novamente.

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Quando você não da conta do BEDA por causa do sono!


Amados, como sabem Muryel é uma pisciana louca e confusa que faz bagunça na vida dela e chama isso de arrumar. Acabei não conseguindo postar nos últimos dias por estar muito cansada e não ter me preparado para o BEDA (ok, podem me xingar) porque eu não imaginei que precisaria de uma mudança na minha vida tão repentina, e pelo que eu vejo gosto muito dessas mudanças, detesto o comodismo e a mesmice. 

Enfim, as coisas estão correndo bem, estou fazendo o que eu gosto, dormindo menos (porém feliz), correndo de um lado pro outro mas acredito que sempre dê tempo de curtir meu tempinho e com quem eu amo! 

Estou lendo: O Conto da Aia - Margaret Atwood.
Assistindo: Atypical (Netflix seu lindo).

Vou deixar uns versinhos que fiz agora aqui, e bye!
Seja a flor do seu jardim
Seja a estrela da manhã que sorri pra mim!
Seja, apenas seja, o que quiser
Sem pressa
Sem dor ou rancor
Sorria para a vida que ela sorri de volta
Ame, como se não houvesse dia ou noite
Como se nada mais importasse
Porque realmente nada mais importa!

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Ela tinha olhos grandes e observadores


Ela está sentada lá, do outro lado da sala, me observando com os olhos grandes e castanhos, levemente esverdeados como duas azeitonas. Ela ainda tem aquele cabelo liso e pesado cortado reto na altura do ombro. Magra, com uma postura péssima, que irá lhe causar muitas dores ao longo da vida. As sobrancelhas espessas formando um vinco no centro da testa, ela não gosta do que vê, sempre foi observadora, mas imaginava que seria mais discreta. 

Eu já estou empertigada na poltrona, as mãos geladas e suadas por causa do nervosismo. Eu sempre fui sensata, ou isso foi algo que apareceu com o passar dos anos? Então eu quebro o gelo e falo:

- Então, o que você está pensando sobre mim?
- Muitas coisas, mas não sei se seria legal dizer.
- Por que?
- Porque seria falta de educação.
- Falta de educação é ser desrespeitoso e agressivo como um animal.
- Então eu posso falar? 

Ela tinha medo de mim, aparentemente.

- Claro!
- Seu cabelo é bonito, mas é muito curto. Não dá nem pra prender. E nossa, você tem uma tatuagem.
- Duas, na verdade.
- Ok, que seja. Continuando, você é bonita, tem amigos, mas e os amigos da escola? Ainda não se dá bem com os primos? 
- Não mantive os amigos da escola, boa parte era má comigo, um dia você vai entender melhor. E com os primos, alguns. 
- Você vai ser professora, isso é legal. Você lê bastante e fala de forma muito elegante. Você é uma artista! Pinta e escreve, ainda é independente, mas, você não preferiria ter conforto? Viajar? Ter coisas? 
- Sim e não, acho que eu tenho tudo que eu preciso. 
- Me diz, o pai sempre diz que mulheres assim, que nem tu, são putas (ela sussurra a ultima parte), tu é uma?
- Talvez, as pessoas acreditam em muitas coisas. Eu também acreditava nisso que tu disse, sofri muito, mas hoje eu sei que isso se chama sexualidade e que ser independente é ser forte. E eu sou forte. 
- Como a mulher maravilha?
- Sim, como ela!
- É, então, eu acho, que você é legal. Tenho orgulho de mim no futuro. Obrigada por essa conversa, eu estava nervosa. 
- E você não imagina como eu estava. Agora, um conselho, não precisa se maquiar pra ser bonita e, pelos são a coisa mais normal do mundo!
- Eca, pelos. 
- É, ok, isso leva tempo. Um dia, quem sabe. 
- Até mais tarde. 
- Até, eu disse, e ela se levantou e foi saltitando até a porta, escorou o rosto no vão, sorriu e a fechou.

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96. Imagine-se os oito anos de idade. O que diria a si mesmo(a)?

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Resenha: Grandes Olhos - Margaret Keane


Escolhi assistir no ultimo domingo e chorei, me debati aqui dentro e decidi que jamais abdicaria da minha expressão criativa após assistir essa trama tão intrigante!


Lançamento 2015 (1h 47min)Direção: Tim Burton
Elenco: Amy Adams, Christoph Waltz, Danny Huston mais
Gêneros Biografia, Comédia , Drama
Nacionalidades EUA, Canadá
A história real por trás de Grandes Olhos é extraordinária: Margaret Ulbrich é uma pintora insegura, mãe solteira, até descobrir o carismático Walter Keane e se casar. Ela cria obras populares de crianças com grandes olhos, mas Walter passa a assumir publicamente a autoria das obras, com a conivência da esposa. Dez anos mais tarde, ela decide processá-lo na justiça para retomar o direito de seus próprios quadros. Mas como todos teriam acreditado nessa farsa durante tanto tempo? Por que Margaret teria se deixado levar pelo esquema? 

Resenha:


Durante 10 anos Margaret deixa que seu marido Walter Keane se passasse por autor de seus obras, os belos "Grandes Olhos", quadros de crianças muito tristes ou de olhar marcante, com olhos em realce. Esses quadros seriam a expressão da arte de Margaret, seus filhos, um pedaço de si, sua identidade. 

No filme vemos a grande agonia da protagonista, que além de ter que mentir, não podia permitir que ninguém soubesse que era ela, uma mulher, a artista por traz dos quadros mais vendidos do mundo. Vemos também um retrato de relacionamentos abusivos que as mulheres viviam há não muito tempo atrás e ainda hoje. Ele a fez acreditar que ninguém compraria se soubessem que eram feitos por uma mulher, a menosprezava, diminuía, e jogava a culpa de uma baixa nas vendas nela.

Estava lendo Um Teto Todo Seu, da Virginia Woolf e é bem isso, as obras das mulheres são sujeitas a risos e pena. Não somos de fato talentosas, porque, afinal, não somos homens. E numa cultura feita por homens e para homens não há espaço para mulheres.

É um filme sobre superação, sobre empoderamento, sobre o basta dos relacionamentos tóxicos e da independência de uma mulher quando nem se era possível uma separação sem que a mulher passasse fome.
Imagem real
Margaret ainda pinta, mesmo idosa. Seu marido morreu pobre. Ela é um simbolo de resistência e resiliência. Indico esse filme pra quem ama arte e biografias feministas.
Além disso é uma lição de vida: Nada nem ninguém pode parar o fogo que temos no peito e a força criadora que temos nas mãos, portanto, jamais deixe alguém diminuir você, nem por um segundo.

Ps: Tem na Netflix! 


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Trocas Plus Skoob


Hoje vou falar das trocas de livros do skoob, aquela estante virtual de marcar livros lidos e desejados. Descobri há pouco tempo como funciona o sistema de trocas do skoob. Não tem dificuldade nenhuma, vou disponibilizar links para dúvidas e o próprio skoob explica como funciona. A gente pode também contar com a compaixão das pessoas e pedir uma ajudinha!

Primeiramente você precisa virar PLUS, daí você vira plus amarelo, disponibiliza livros para troca marcando naquele status do livros (lido, desejado, troco, favoritos [...] troco), quando alguém solicitar o livro que está na sua estante para troca, você aceita (se quiser) e envia o livro pelo correio, lembre-se, você vai enviar pelo “envio módico”. Ele é uma forma mais barata de enviar livros. Você paga o frete (entre R$6,00 e R$10,00), a pessoa recebe e lhe libera o crédito que vale aquele livro. Com esse crédito você pode solicitar outro livro, cuja pessoa que enviar irá pagar o frete e você recebe gratuitamente. Trocando dois ou mais livros você vira PLUS azul e as coisas ficam mais fáceis pra você, você se torna mais respeitado e pode comprar créditos mais baratos também!

Acho um ótimo sistema de trocas, porque lá dentro também você pode entrar em contato com outros usuários e pedir troca de livro por livro baseado na confiança pelos chats. Já fiz isso. Existem também grupos de vendas de livros ou de trocas no WhatsApp. Mas, as melhores formas de trocas são as por créditos, porque se acontecer o que aconteceu comigo de eu enviar o livro e a pessoa não avisar o recebimento você pode entrar em contato com o suporte e ele fazer os processos de liberação de créditos daquele usuário.

As ultimas trocas que eu fiz e que chegaram hoje mesmo foram:

Os Vikings – Holger Arbman
Antes Que Seque – Marta Barcellos
Camille Claudel, uma mulher – Anne Delbée


Link: 

Enfim, tornem-se plus e troquem livros com pessoas e propaguem a felicidade!

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O que eu aprendi com meu Pai?


Ontem foi Dia dos Pais e o primeiro dia que eu furei o BEDA, me sinto triste e feliz ao mesmo tempo porque foi o primeiro final de semana em muitos que eu fiz coisas que eu queria em vez de coisas que eu devia ou precisava fazer. Primeiro eu pensei "tenho meia hora pra escrever algo e rezar pro meu pc colaborar" o que ele não iria fazer, dai disse "foda-se, não vou fazer, vou terminar de fazer os cookies e pintar as minhas unhas e amanhã vou na entrevista de emprego" (aliás, passei).

Nós hoje de manhã!
Falando em emprego, foi ele que me acordou as 5h45min da manhã pra irmos no mesmo ônibus, pra ele me mostrar o lugar pra descer. Entre muitas outras coisas da vida. Deixa eu listar:

  • Meu pai me ensinou a amar a natureza; 
  • A respeitar as pessoas;
  • A não ser rude;
  • A ter bom gosto musical;
  • A amar os livros e as histórias tanto quanto amo a mim mesma;
  • A sempre dizer a verdade, não para os outros ou por eles, mas por mim e para mim;
  • A não pegar nada que não fosse meu;
  • A trabalhar com o que eu gosto e com o que eu não gosto;
  • A fazer minha arte e valorizar ela;
  • A não precisar de homem pra fazer as coisas pra mim;
  • A ser independente;
  • A não pedir dinheiro emprestado se eu não puder devolver;
  • De preferência não pedir;
  • A ter responsabilidade com as coisas que eu me comprometi;
  • Ser pontual;
  • Cumprir o que eu prometi;
  • A me amar e não deixar ninguém pisar em mim;
  • E que a fé é poderosa e move montanhas!
Eu e ele
A vida e as pessoas costumam te ensinar muitas coisas o tempo todo, mas nada é mais especial do que as coisas que você aprende em casa, no seio familiar, no aconchego e com jeitinho. No final, quando você quer chorar por causa de um dia difícil o que vai te dar colo são aquelas lembranças de amor e de confiança de quando você era pequena e tinha um colo para pedir caso caísse. 

Não sei quanto tempo terei ele, dez, vinte ou mais trinta anos. O que importa é que ele me ensinou valores muito bons sendo ele mesmo, com exemplos e ruins. Uma vez eu disse pra ele (e ele ficou bravo) "pai hoje eu vejo que tu não é um deus, tampouco um super herói, tu é só um homem e isso é tão bom, te coloca mais alcançável pra um colo ou um desabafo, porque hoje eu sei que meu pai também erra, e não há nada de errado nisso".

Enfim, bons ou ruins, pais são pais. 

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6 anos do blog + TAG!


Meu primeiro post foi no dia 12/ 08/ 2011, uma poesia de Alvares de Azevedo, Fantasia. Amo esse poeta e acredito que seja meu favorito. Eu comecei com blog em outras plataforma um ano antes, e quando aquela plataforma saiu do ar por causa do blogger eu migrei. Escrevia fanfics no anterior e quis uma temática diferente. Por muito tempo ele foi Mury's Diary, era meu espaço para falar o que eu sentia e o que me indignava, minhas angústias e dramas pessoas, eu que sempre fui dos diários acabei abandonando o papel e abrindo meus sentimentos para o público. Hoje eu voltei a manter meu diário de papel, já estou na metade do segundo e tenho minha caixinha de recordações. 

Acho que foi em 2015 que o blog rumou para outra temática. Eu foquei mais em textos autorais não tão afetados pelos meus sentimentos, eu realmente planejava o que iria escrever. Mudei de nome para Era uma vez, uma menina, porque acho que tem mais a ver comigo, sabe, eu sou só uma menina perdida nessa vastidão que é o universo e nessa confusão que é a vida, mas a gente vai seguindo.


Seis anos. Não um, não dois, mas seis. Nesse meio tempo eu fui emo, fui roqueira, virei pin up, indiezinha e agora, bem, algo entre o hipster e o indiezinho chique. Não só minha aparência mudou, cortei o cabelo, pintei de preto, de rosa, de preto de novo, de ruivo, californiana, passei a máquina n°4, deixei crescer e por ai foi, mudei na minha personalidade, na visão de mundo, acho que amadureci principalmente no ultimo ano. 
Ele tomou muito de mim, e eu dele. Achei que não iria suportar, mas hoje vejo tudo de um angulo diferente, mais centrado e maduro.

Troquei de namorado como quem troca de roupa. Hoje, bem, eu só não tenho um, acho que é bem mais fácil quando você só tem alguém bacana sem dar nomes aos bo(y)is. Tudo isso, toda essa trajetória, todas as pessoas que me acompanhavam e acompanham, nós estamos de parabéns hoje!

Essa tag faz parte do blog Palavra Feminina e do Se organizar, todo mundo bloga!

Tag - Perguntas literárias

1 - A capa mais bonita da sua estante. Outros jeitos de usar a boca, da Rupi Kaur.
2 - Se pudesse trazer um personagem da ficção para a realidade, qual seria? Romeu de Romeu e Julieta (me julguem).
3 - Se pudesse entrevistar um autor(a), qual seria? Virginia Woolf.
4 - Um livro que você não leria de novo? Por quê? O garoto dos meus sonhos, achei muito superficial.
5 - Uma história confusa? Perto do Coração Selvagem da Clarice Lispector (ela vai e volta diversas vezes).
6 - Um casal? Daniel e Alex de A Química.
7 - Dois vilões (pode ser tanto 2 vilões que goste, como não goste). Adair de O ladão de almas e O advogado malvado do Vô Narciso de Procura-se um marido.
8 -  Um personagem que você mataria (ou tiraria do livro). Franz Deutscher de A menina que roubava livros. Oh menino chato gente!
9 - Se pudesse viver em um livro, qual seria? Sway ou A Mentira Perfeita!
10 - Qual o maior e menor livro da sua estante? Mulheres que correm com os lobos - Clarissa Pinkola Estés com 627 páginas, e O homem dos lobos - Freud com 128 páginas.

Bem, está aí mais uma tag minha. Espero que tenham gostado! Até amanhã!

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#LeiaMulheresPOA


Inspiradas no projeto da escritora Joanna Walsh (#readwomen2014 - #leiamulheres2014) o #LeiaMulheresPOA é um clube de leitura focado em obras escritas por mulheres. O seu objetivo é fomentar a presença da mulher na literatura através da leitura e discussão de obras de autoria feminina. 

Para 2014 a escritora Joanna Walsh propôs o projeto que consistia basicamente em ler mais escritoras. O mercado editorial ainda é muito restrito e as mulheres não possuem tanta visibilidade, por isso a importância desse projeto.

Em 2015, Juliana Gomes convidou as amigas Juliana Leuenroth e Michelle Henrique para transformarem a ideia de Joanna Walsh em algo presencial em livrarias e espaços culturais. Um convite a leitura de obras escritas por mulheres, de clássicas a contemporâneas. 

Eu conhecia esse projeto há algum tempo por uma ex amiga, mas na época eu não era tão engajada e tinha muita leitura atrasada. Hoje eu me vejo mais madura e mais ativa na causa feminista para de fato conseguir fomentar o movimento.

Hoje escrevi este post de forma a informar quem tiver interesse de participar e conhecer mais sobre alguns cursos e eventos gratuitos sobre ler mulheres. Tem um curso na UFRGS que vou participar que aborda essa temática, vale como hora complementar, recebe certificado e tudo o mais e faz parte do movimento.
Link do site: https://leiamulheres.com.br/

Mulheres Escritoras: Leituras Filosóficas | 30 de Agosto


Programação:

30 de agosto: UM TETO TODO SEU – Virgínia Woolf
Introdução ao curso e debate com as organizadoras.

13 de setembro: A FILHA PERDIDA – Elena Ferrante
Debatedora: Marloren Miranda (Doutorado em Filosofia UFRGS)

11 de outubro: A REDOMA DE VIDRO – Sylvia Plath
Debatedora: Thaiani R. Wagner (Doutorado em Filosofia UFRGS)
Convidadas Especiais: Samanta Antoniazzi (Psicanalista, membro do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre – CEPdePA e mestre em Psicanálise: Clínica e Cultura / UFRGS); Camila Terra (Psicanalista, membro do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre – CEPdePA e mestranda em Psicanálise: Clínica e Cultura / UFRGS)

22 de novembro: QUARTO DE DESPEJO – Carolina Maria de Jesus
Debatedora: Laiza Rodrigues (Doutorado em Filosofia UFRGS)
Convidada Especial: Lissandra Soares (Psicóloga, especialista em saúde coletiva, mestranda em Psicologia Social e Institucional / UFRGS).



Quando: Sábado, 26 de agosto às 16:00
Onde: Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães

Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale¹, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

¹ Procurem a série, vou deixar o trailer pra vocês!


Pretendo fazer dar tempo de ler Um teto todo seu, O conto de Aia e A filha perdida até dia 13 de setembro. E se não der, vamos do mesmo jeito! Estou muito empolgada e espero empolgar vocês também! Vamos lá, procure sua cidade no site do Leia Mulheres e vá aos encontros!!

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O mínimo para Viver e Romeu e Julieta


Quero falar de dois filmes que vi esses dias, um mais rápido do que o outro e eu vou explicar o motivo logo mais! Foram filmes que me tocaram de uma forma particular, também porque eu estava na TPM e sabe, a gente fica sensível. Bem, vamos lá.
O mínimo para viver

Lily Collins vive uma menina com anorexia que aparentemente se revolta contra qualquer tratamento ou internação, assim que sai de uma ela perde peso e tem que voltar. Até que um médico não convencional vivido por Keanu Reeves entra em sua vida, mostra métodos diferentes e se ela não quiser o tratamento “tudo bem”, ele faz ela perceber que precisa daquilo para se manter viva. Mas, o filme não é só isso não, ele fala muito do apoio familiar, no caso ela mora com a irmã e a madrasta, seu pai nunca aparece em casa e nunca foi numa consulta com ela.


Sua mãe está mais dedicada ao seu relacionamento atual, o que a madrasta culpa per homoafetivo, mas que no final era o que ela precisava, a garota precisava do colo da mãe, do afeto e da atenção. Tem uma cena muito interessante que a mãe “dá de mamar” para ela (água de arroz numa mamadeira em seu colo). Na psicologia vemos muitos desses traumas de infância porque a criança não foi amamentada suficientemente e inconsciente sente essa falta de ligação, está diretamente ligada à fase oral que é a primeira da criança e determina sua sobrevivência. Muitas pessoas com problemas na fase oral costumam ser ou viciadas em alguma droga, álcool, cigarro e ter distúrbios alimentares como comer quando se sente inseguro, triste ou solitário, porque remete ao colo e proteção da mãe. É um filme muito lindo, recomendo.

Romeu e Julieta (2013)


Vi em três partes porque partia meu coração cada jura de amor premeditada a morte. Achei a versão bem fiel e com a fotografia linda. As juras, os beijos e os toques, tudo tão verdadeiro e ao mesmo tempo tão sofrido e teatral.


As vezes me pergunto como seria se eles tivessem ficado vivos? O amor deles sobreviveria ao comodismo, as contas, finanças, cobranças de ser adulto? Será mesmo amor ou apenas uma paixão movida ao calor do momento? Sou suspeita, porque amo cada jura, cada verso, cada olhar e cada toque que os amantes podem ter trocado.
"Romeu, Romeu! Onde estás, meu Romeu?
Renega o teu pai e abdica o teu nome;
E, se não tiveres coragem, jura que me amas,
E eu deixarei de ser Capuleto."
Ai de mim um dia encontrar um poeta assim, como era Romeu. Embora não o queira empunhando uma espada e matando meus familiares (risos) acredito que ele seja o arquétipo do jovem apaixonado e que vive para isso, algo meio trovador eu diria. Isso me fascina, acho que devo ter vivido em outra vida na época que se passa a narrativa, porque tudo é muito mais que um sonho para mim quando se fala de Romeu e Julieta e ao mesmo tempo que me encanta, me corrói por dentro porque nada se pode fazer para mudar o destino trágico desses dois jovens.
"Devolve o meu Romeu, e quando ele morrer, corte-o em pequenas estrelas. E ele deixará a face do céu tão bela que o mundo inteiro se apaixonará pela noite."
Tenho que confessar que ainda não li o livro, mas já está na minha próxima lista de leitura para o próximo ano. Enfim, é isso, recomendo para vocês esses dois filmes chuchuzes, assistam, assistam. Bye!

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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.