Resenha: Grandes Olhos - Margaret Keane


Escolhi assistir no ultimo domingo e chorei, me debati aqui dentro e decidi que jamais abdicaria da minha expressão criativa após assistir essa trama tão intrigante!


Lançamento 2015 (1h 47min)Direção: Tim Burton
Elenco: Amy Adams, Christoph Waltz, Danny Huston mais
Gêneros Biografia, Comédia , Drama
Nacionalidades EUA, Canadá
A história real por trás de Grandes Olhos é extraordinária: Margaret Ulbrich é uma pintora insegura, mãe solteira, até descobrir o carismático Walter Keane e se casar. Ela cria obras populares de crianças com grandes olhos, mas Walter passa a assumir publicamente a autoria das obras, com a conivência da esposa. Dez anos mais tarde, ela decide processá-lo na justiça para retomar o direito de seus próprios quadros. Mas como todos teriam acreditado nessa farsa durante tanto tempo? Por que Margaret teria se deixado levar pelo esquema? 

Resenha:


Durante 10 anos Margaret deixa que seu marido Walter Keane se passasse por autor de seus obras, os belos "Grandes Olhos", quadros de crianças muito tristes ou de olhar marcante, com olhos em realce. Esses quadros seriam a expressão da arte de Margaret, seus filhos, um pedaço de si, sua identidade. 

No filme vemos a grande agonia da protagonista, que além de ter que mentir, não podia permitir que ninguém soubesse que era ela, uma mulher, a artista por traz dos quadros mais vendidos do mundo. Vemos também um retrato de relacionamentos abusivos que as mulheres viviam há não muito tempo atrás e ainda hoje. Ele a fez acreditar que ninguém compraria se soubessem que eram feitos por uma mulher, a menosprezava, diminuía, e jogava a culpa de uma baixa nas vendas nela.

Estava lendo Um Teto Todo Seu, da Virginia Woolf e é bem isso, as obras das mulheres são sujeitas a risos e pena. Não somos de fato talentosas, porque, afinal, não somos homens. E numa cultura feita por homens e para homens não há espaço para mulheres.

É um filme sobre superação, sobre empoderamento, sobre o basta dos relacionamentos tóxicos e da independência de uma mulher quando nem se era possível uma separação sem que a mulher passasse fome.
Imagem real
Margaret ainda pinta, mesmo idosa. Seu marido morreu pobre. Ela é um simbolo de resistência e resiliência. Indico esse filme pra quem ama arte e biografias feministas.
Além disso é uma lição de vida: Nada nem ninguém pode parar o fogo que temos no peito e a força criadora que temos nas mãos, portanto, jamais deixe alguém diminuir você, nem por um segundo.

Ps: Tem na Netflix! 


E esse post faz parte...

6 comentários:

  1. Nossa, vou atrás desse filme agora mesmo.
    Amei... grazie

    bacio

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  2. Eu também vi esse filme recentemente! Eu senti taaaaaanta raiva :C e foi uma história real! Fiquei aliviada pelo "final" feliz, ela conseguiu os direitos das obras e saiu das garras de um relacionamento super abusivo!

    Com amor,
    Bruna Morgan

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  3. Eu lembro de ter gostado MUITO desse filme também! Não tinha lembrado na época, mas agora lembrei que dizem que muitas das músicas que hoje são conhecidas por serem do Mozart, foram, na verdade, compostas pela sua irmã mais velha - e dizem ainda que ela era ainda mais virtuosi do que ele! Mas, lógico, quando a gente estuda música, nunca estudamos sobre as compositoras mulheres (até acho que deviam ser menos mulheres, já que não havia espaço para elas, mas po! pior do que não dar espaço é esconder quando alguma delas consegue invadir esse espaço!)

    Bjs!
    www.nataliadasluzes.blogspot.com

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    Respostas
    1. Uau, a irmã dele? Sim, bah eu li Um teto todo seu e a Virginia faz uma analogia a uma suposta irmã talentosa de Shakespeare!

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