Luciola - Resumo e Download


Primeiramente, eu pesquisei umas coisas na net e o resto eu completei, se não ficaria um bom tempo fazendo este resumo e mesmo assim não ficaria tão bom!

 Eu li este livro e simplesmente amei! Primeiro você fica com pena do Paulo, logo com raiva da Lúcia, depois tem pena dos dois e assim subsecivamente, pois como Lúcia o livro vai transformando-se conforme a história vai se desenrolando!
 E quando se da conta, já esta totalmente preso a criatura meiga e doce que é Lúcia e pelo lindo amor que Paulo tem por ela e assim reciprocamente! Este é um livro apaixonante, sofredor, não um conto de fadas com um final feliz, mas um romance lúdico porem realista!




Introdução

Lúcia, a mais rica e cobiçada cortesã do Rio de Janeiro, e Paulo, um jovem modesto e frágil. Um romance que sacode a corte e provoca um excitado burburinho na sociedade. De um lado a mulher que, sendo de todos, jurava não prender-se a nenhum homem, de outro o homem em dúvida entre o amor e o preconceito.

Resumo

Logo após ter chegado ao Rio de Janeiro, vindo de Olinda, em 1855, com cerca de 25 anos, Paulo foi convidado por um amigo, o sr. Sá, a acompanhá-lo à Festa da Glória, quando lhe chamara a atenção uma jovem e bela mulher que, de início, em sua simplicidade de provinciano e quase inocente, não identificara como cortesã ( ou prostituta).

Ao ver Lúcia, tivera a impressão de já conhecê-la. De fato, à noite lembra-se de que, realmente, já a tinha visto antes, no dia mesmo de sua chegada ao Rio de Janeiro, em um carro elegante, e exclamara então para um companheiro de lado: "Que linda menina! Como deve ser pura a alma que mora naquele rosto!" e que gentilmente, depois, lhe alcançara o leque que esta havia deixado cair na rua.

Lúcia era, assim, uma mundana de rara beleza e suave aspecto, que faziam parecer uma jovem inocente. Pelo menos, essa foi a impressão de Paulo e que o levou a apaixonar-se, mesmo depois de saber quem era ela.
Um aspecto intereçante é que no livro se referem a Lucia como: Boa nas intenções, mas devassa na prática da vida que levava; interesseira e avara na conquista do dinheiro fácil e, ao mesmo tempo, generosa ao dar esmolas e na ajuda a parentes; com um passado de luxo e dissipação, se apaixona da maneira mais romântica pelo jovem que nela descobrira bondade e ternura. Enfim, era bem feminina ao parecer tantas numa só. Paulo, no entanto, no entusiasmo da paixão, definiu-a: "Tu és um anjo, minha Lúcia!".

Tendo Paulo visto Lúcia naquela festa da Glória, a ela foi apresentada pelo seu companheiro, que a conhecia e fora seu amante. Mesmo assim ele continuou a idealizá-la, até nas visitas que lhe fez a seguir, francamente inocentes e cordiais. Só algum tempo depois é que se tornaram amantes. Cada vez mais, no entanto, prendia-se a ela por um amor apaixonado que ultrapassava a simples satisfação do sexo. Não a queria como uma mundana lúbrica e sensual, famosa pelos requintes no amor, e sentia que ela também, na maneira de tratá-lo, nos seus silêncios, nos seus beijos e carícias, o amava realmente. A prova maior disso foi o seu afastamento de tudo para dedicar-se a ele. Nem logo brigaram, e ela voltou à vida antiga. Nessas alternativas de brigas e reconciliações, de ciúmes e de arrependimento, chegaram à confissão de suas vidas e à aceitação do amor com que se queriam.

E Lúcia contou-lhe a sua história, declarando para sempre morta a mulher que fora até então; sua família viera morar na Corte e viviam dignamente, até que a epidemia de febre amarela de 1850 atacou todos os seus: pai, mãe, irmãos, tios,...

Somente ela foi poupada, vendo-se obrigada a cuidar dos familiares. Assim foi que, por necessidade, entregou o seu corpo a um ricaço de nome Couto( um velho gordo, que ela dizia enoja-la), para conseguir ajuda e apoio. Morreram-lhe a mãe, a tia e dois irmãos; o pai, ao descobrir que ela recebera dinheiro de um homem em paga de sua honra, expulsou-a de casa.E ela na inocencia e sem ao menos saber de fato o que aquilo significava, pois era tão pura e apenas queria o dinheiro para ajudar sua familia. Depois disso, o caminho estava aberto à prostituição. Na sua nova vida, então , mudou de nome, pois se chamava realmente Maria da Glória, em devoção a sua madrinha Nossa Senhora da Glória.

Depois de uma longa viagem que fizera à Europa em companhia de um amante, de volta ao Rio só encontrou de sua família uma irmãzinha de nome Ana, a quem tomou sob sua proteção e a pôs num colégio.

Após tal confissão, de que resultou um perfeito entendimento entre os dois, Lúcia foi morar numa casinha de Santa Teresa, que alugara, em companhia da irmã. Afastou-se da vida mundana para receber apenas a visita de Paulo. No ambiente bucólico daquele bairro viveram os dois um idílio simples. Passeavam nos arredores de mãos dadas como dois namorados, e nessa busca da inocência perdida, ela até se recusava, periodicamente a ser de novo sua amante. É que ela agora já adotando outra vez seu nome de batismo, Maria da Glória, estava esperando um filho de Paulo.

Mas o idílio em que viviam durou pouco. Lúcia sofreu um aborto e, ante a recusa de tomar remédio para expelir o feto sem vida, faleceu de infecção, confessando a Paulo que o amava perdidamente desde o primeiro encontro. Pediu-lhe que cuidasse de sua irmãzinha Ana, a quem deixara em testamento a sua fortuna, cerca de cinqüenta contos de réis, como se fosse sua própria filha. A princípio queria que ele se casasse com Ana, mas, ante sua recusa, pediu-lhe que a protegesse, e morreu dizendo-se sua noiva eterna, sua noiva no céu.

Agora um dos ultimos trechos onde Lúcia fala,que foi o que eu mais amei:


— Se alguma coisa me pudesse salvar ainda, seria esse bálsamo celeste, meu amigo! 
Eu soluçava como uma criança. 

— Beija-me também, Paulo. Beija-me como beijarás um dia tua noiva! Oh! agora posso te 
confessar sem receio. Nesta hora não se mente. Eu te amei desde o momento em que te vi! Eu te 
amei por séculos nestes poucos dias que passamos juntos na terra. Agora que a minha vida se conta 
por instantes, amo-te em cada momento por uma existência inteira. Amo-te ao mesmo tempo com 
todas as afeições que se pode ter neste mundo. Vou te amar enfim por toda a eternidade. 

A voz desfaleceu completamente, de extenuada que ela ficara por esse enérgico esforço. 
Eu chorava de bruços sobre o travesseiro, e as suas palavras suspiravam docemente em minha alma, 
como as dulias dos anjos devem ressoar aos espíritos celestes. 

— Nunca te disse que te amava, Paulo! 

— Mas eu sabia, e era feliz! 

— Tu me purificaste ungindo-me com os teus lábios. Tu me santificaste com o teu 
primeiro olhar! Nesse momento Deus sorriu e o  consórcio de nossas almas se fez no seio do Criador. Fui tua esposa no céu! E contudo essa palavra divina do amor, minha boca não a devia 
profanar, enquanto viva. Ela será meu último suspiro.
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Lista com os personagens!

Lúcia/Maria da Glória: Lúcia é uma mulher de 19 anos, que tem a profissão de cortesã, uma das mais ricas da cidade. É extremamente bonita e elegante, sendo cobiçada pelos homens e invejada pelas mulheres. Pela sua profissão, é muito mal-falada pela cidade, e então as pessoas não sabem quem ela realmente é por dentro. Tem os cabelos anelados escuros e grandes olhos negros. É muito profunda e reflexiva, tendo assim grande complexidade psicológica.

Paulo: Paulo é um jovem de 25 anos recém-chegado no Rio de Janeiro. Não tem muito dinheiro, por estar ingressando na vida profissional, e acha isso algo ruim por estar se relacionando com Lúcia, que é muito rica. É um homem ingênuo e que, em algumas passagens do livro, age sem pensar.

: Grande amigo de Paulo, tem 30 anos. Mora a cerca de 7 ou 8 anos no Rio de Janeiro. É ele que apresente Lúcia a Paulo. Fala mal de Lúcia, o que desagrada Paulo.

Ana: irmã mais nova de Lúcia, de apenas 12 anos. É muito parecida com sua irmã mais velha, também possui os cabelos anelados. No final do livro casa-se.

Laura e Nina: Prostitutas assim como Lúcia. Estavam presentes no jantar na casa de Sá, e apresentam inveja da beleza de Lúcia. Lúcia ajuda Laura uma vez, pagando seu aluguel. Paulo marca um encontro com Nina para fazer ciúmes em Lúcia, mas ela não vai.

Cunha: já teve uma relação extra-conjugal com Lúcia, que o deixou por ver sua mulher muito triste e pensativa. Assim como Sá, fala muito mal de Lúcia.

Couto: velho homem galanteador. Foi ele que se aproveitou da inocência e necessidade de Lúcia quando esta tinha apenas 14 anos.

Rochinha: rapaz de 17 anos que possui velhice precoce por beber demais.

Jesuína: mulher que recolhe Lúcia quando ela é expulsa de casa aos 14 anos, e que finge ser sua enfermeira.

Jacinto: homem de 45 anos que vive da prostituição de mulheres pobres. Paulo achou que ele e Lúcia são amantes, o que não é verdade. No meio do livro, ele mostra-se angustiado por Maria da glória ficar com pedro, e acaba cometendo suicídio.
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3 comentários:

  1. Eu amo os livros do José de Alencar, eu já li ''Senhora'' esse eu não li ainda, mas me pareceu ser muito bom tb ;)

    http://out-of-orbit.blogspot.com/

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  2. mury eu ja li esse livro muito bom, gosto muito do josé de alencar Uhullllllllllllll

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Era uma vez, uma menina... © Copyright 2011 - 2016. - Versão 9. Little nymph. Ilustração Martina Naldi. - Original de Muryel de Oliveira. Tecnologia do Blogger.